O glúteo do seu aluno não é fraco. Ele está inibido.
Existe uma diferença enorme entre as duas coisas, e confundir fraqueza com inibição é o motivo pelo qual muitos alunos fazem séries e séries de glúteo sem resultado real.
Quando um músculo tônico f**a cronicamente encurtado, ele inibe o antagonista. É uma resposta neuromuscular automática. O flexor do quadril encurtado depois de horas sentado não deixa o glúteo trabalhar, não porque o glúteo seja fraco, mas porque o sistema nervoso está priorizando o músculo dominante.
Você pode progredir carga, aumentar volume, variar exercício. Enquanto o flexor de quadril estiver dominando a região, o glúteo vai continuar respondendo pela metade.
A ordem correta é outra: primeiro você reduz a dominância do músculo que está inibindo. Depois você treina o antagonista. Só assim o padrão muda de verdade.
Mas tem algo que vai te incomodar mais ainda.
Tem aluno que você não resolve no treino porque o problema não está no músculo. Está no sistema nervoso autônomo.
Quando o aluno chega cronicamente tenso, em estado de alerta constante, algumas regiões musculares disparam em excesso como resposta protetiva. Pescoço travado, tensão na cabeça, ombros elevados. Não é postura ruim. É o sistema nervoso de um corpo que não sai do modo de defesa.
Carga não resolve isso. Raciocínio resolve.
O que parece fraqueza muscular quase sempre é uma pergunta que ainda não foi feita.
Professor Carlão
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Fundador @powerhouseararaquara
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O que a maioria chama de "problema" é na verdade uma ação natural do corpo. A rotação interna do joelho existe por design, está associada ao ângulo Q, e tem função protetiva na relação entre fêmur e tíbia durante o agachamento.
O adutor e o glúteo médio trabalham em oposição justamente para controlar esse movimento. O glúteo médio gera rotação externa, o adutor auxilia na rotação interna. Esse equilíbrio é o que mantém o joelho estável.
O problema não é a rotação interna. Nunca foi.
O problema é quando ela acontece de forma exagerada, sem controle, sem a musculatura fazendo seu papel. Aí sim o joelho está em risco.
Corrigir todo joelho que vai para dentro sem entender o contexto é tratar movimento natural como patologia.
Seu aluno tem rotação interna ou rotação interna exagerada? Essa diferença muda tudo na prescrição.
O barato sai caro
Se você não tem força na pegada, a solução não é eliminar a pegada do treino. É treinar a pegada.
Você gasta muito esforço na rotação e pouca resistência no músculo. O bíceps não recebe o estímulo que precisa e a execução f**a mais difícil sem motivo.
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