21/01/2026
A manifestação em frente à Polícia Militar não foi um protesto.
Foi um grito de socorro.
Quem vive sob o medo, sob a pressão das facções e sob a dor da violência sabe exatamente a quem recorrer quando tudo parece desabar. No momento da aflição, o primeiro clamor é a Deus. O segundo é claro e direto: chamar a Polícia.
A população reconhece que são os Policiais que, todos os dias, colocam o próprio corpo como a última barreira entre a barbárie e o caos. Por isso, o endereço escolhido foi esse. Não por acusação, mas por esperança.
Se o ato fosse contra a violência covarde, o clamor deveria ecoar onde ela se organiza, de frente da casa dos Chefes do CV e do PCC. E se fosse por Justiça, deveria ser direcionado às instituições responsáveis por sua elaboração e pela sua aplicação. À Polícia, cabe cumprir a lei, proteger vidas e agir quando o tempo não permite omissão.
E foi exatamente isso que aconteceu.
A resposta veio da Polícia: um criminoso reincidente foi preso, o outro foi neutralizado. Policiais que entraram, enfrentaram o risco e devolveram à sociedade a única resposta possível naquele momento.
À população que sofre, f**a a reflexão: a Polícia permanece, sob críticas, mesmo sob pressão, mesmo diante do caos, cumprindo o juramento de SERVIR E PROTEGER, MESMO COM O RISCO DA PRÓPRIA VIDA.