26/03/2025
2° Encontro das Tribos! um espaço de troca, de conexão e comunhão com a natureza. Venha fazer parte dessa aventura. Faça já sua inscrição!! 🙌🏿💪🏿🏃🚴🏿🪂❤️ .moc .esportes
Escola de Parapente e voo duplo
26/03/2025
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11/07/2024
"Voando no Sertão das Gerais" em uma nova versão, cuidadosamente pensada para abordar os aspectos técnicos e psicológicos do voo de cross country no sertão das Gerais. Organizado para pilotos que estão em busca de alta performance no cross. um investimento ímpar para sua evolução no esporte! Maiores informações no link da bio.
12/03/2024
Um café mais que especial! Bora juntar nossas tribos?! Inscrições limitadas!
16/08/2020
Quando o trabalho começa a mexer com o imaginário das crianças é sinal que estamos no caminho certo! ;
29/07/2020
Live com analisando a condição de voo para os dias 30 e 31/07. Imperdível!
Recorde mineiro batido mais uma vez em Montes Claros, 347km voados. Parabéns aos pilotos e .
Valeu pela confiança e parceria!
04/06/2020
Aberta temporada! Decolagem rampa Rico Brito, pouso em São Romão. Em destaque da
10/05/2020
O contexto não tem ajudado, mas devagar e com cuidado, temos piloto quase pronto pro primeiro voo solo.
Um 2020 “diferente”
Perder um piloto já no primeiro dia do ano me parece algo inaceitável! Não conheço o contexto e não me proponho fazer aqui análise do acidente, mas pelos relatos, não difere muito de tantos outros já conhecidos.
Sou do tipo que entende um acidente como um evento multifatorial. São muitos elementos que, somados, acabam contribuindo para materialização do acidente. Entendendo dessa forma, temos o desafio de compreender como essa mecânica afeta o universo do parapente para que possamos atuar preventivamente antes que um evento indesejado tome conta de nossa aventura.
A receita mais prática e objetiva para se voar com segurança, está ligada ao equilíbrio dos três pilares que sustentam nosso treinamento: Piloto, condição e equipamento. Alguns questionamentos deveriam fazer parte da nossa relação cotidiana com o esporte, mas é comum serem desconsiderados, seja por desconhecimento ou mesmo por negligencia no trato com o parapente.
Um Piloto precisa estar tecnicamente bem treinado. Precisa ter maturidade no trato com o esporte. Precisa estar física e psicologicamente bem preparado. Questionamentos que buscam compreender em quais condições estamos puxando o tirante A, poderão ajudar na identificação de problemas e, consequentemente, potencializar uma prática esportiva mais segura. Precisamos ter maior exatidão em que pé anda o nosso treinamento, suas lacunas e o que estamos fazendo para preenche-las. Reconhecer nossas fragilidades e construir o caminho para solucioná-las. Compreender o parapente em sua dimensão esportiva e valorizar uma boa preparação física e psicológica. Assim, não cabe voar sem o devido descanso do sono. Não cabe voar fazendo uso de substancias psicoativas, incluindo o álcool. Não cabe ficar parado por algum tempo e retornar ao voo sem fazer as adaptações necessárias. É preciso ter coragem para decidir de não voar, mesmo submetido aos caprichos do desejo ou da pressão social para decolar.
Do mesmo modo, entender o funcionamento da atmosfera e seu impacto no voo do parapente é sempre um grande desafio. É nosso “campo de pelada”. A principal questão deve responder se estamos voando em condições meteorológicas compatíveis com a técnica elaborada até o momento. Se a janela de voo escolhida permite um padrão de segurança alinhado com os nossos objetivos no parapente. Se conseguimos perceber e alterar as margens de segurança, a partir de uma mudança meteorológica. E ainda, se damos conta das nuances da natureza no sítio onde estamos voando.
Por “último”, e não menos importante, é preciso mapear melhor a nossa relação com o equipamento. Entender se este está compatível com o nível técnico. Se está sendo respeitado as transições e adaptações a um novo equipamento. Se existe o cuidado de manter o equipamento com a manutenção em dia, feita numa oficina especializada e reconhecida no mercado. E mais um ponto de atenção, discernir entre a “necessidade” de acompanhar a evolução técnica dos equipamentos e a sedução do consumismo e da troca de equipamento como “solução” para uma baixa performance no parapente.
Como podemos perceber, muitos questionamentos podem ser inseridos em nosso dia a dia para ajudar na gestão de risco e no planejamento do nosso treinamento. Infelizmente, do ponto de vista mais geral, ainda estamos longe de uma cultura de segurança e treinamento, compatíveis com os riscos que permeiam o parapente. Ao mesmo tempo, não podemos negar que também existem experiências avançadas que primam pela integridade dos praticantes e
que precisam ser valorizadas, defendidas e praticadas. O desafio de garimpar essas experiências está posto para cada um dos piloto, iniciante ou veterano, para os profissionais que atuam na instrução, para as associações que se destinam à organização.
Do ponto de vista regional, espero que a perda de mais um companheiro de voo não se resuma a uma comoção inicial, seguida de uma naturalização do acidente e da composição de números para as estatísticas. Enxergar nossa “feiura” não parece tarefa fácil! A Associação me parece a melhor ferramenta para ajudar neste processo, mas precisa do envolvimento e participação dos pilotos para este salto de qualidade. Coletivamente, pode nos tirar da zona de conforto. Desenvolver maturidade e metodologia para fazer análise do que nos coloca em risco. Olho no olho, cria-se as condições para se dizer o que precisa ser dito, mas também, para ouvir o que não nos parece agradável de ouvir. Espaço para se tocar nas feridas, de preferência com habilidade e sabedoria necessárias para que estas não se transformem em chagas difíceis de serem fechadas. Para lembrar dos ensinamentos do nosso querido Samuka, juntos voamos mais longe.
Por fim, deixo o convite para fazermos do 2020 um ano diferente, envolvente, participativo. Que nossa sede de voar seja acompanhada pela responsabilidade de dar vida longo a este sonho!
Bons voos, sempre seguros!
Lúcio Parrela
Instrutor Vento das Gerais
17/12/2019
Pôr do sol na Rico Brito... Piloto
Atmus 2 - Sol Paragliders
24/11/2019
Primeiros passos para uma prática segura do parapente, construção uma boa base!