CASULO
De seu somente o corpo.
Invólucro. Materialidade
densa de palavra
imanente à Poesia.
Imagens vazando o sentir.
MONCKS, Joaquim. CONVERSA DE HOSPÍCIO. Obra inédita em livro solo, 2024.
Academia Rio-Grandense de Letras - ARL
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ALFORRIAS E ANDANÇAS
– a Valter Nunes Coelho, amado amigo das casa véia!
Saudade de ti e de nossos papos nos entornos da José do Patrocínio e Lima e Silva, nos poentes da capital, quintais de cotidianos com seus vestígios de olhares e leituras esquecidas.
Da santa terrinha tenho andado ausente desde a pandemia de 2020/21. Estamos desgarrados do Pago Grande do Sul, pois aquerenciados em Passárgada, bairro do Passo de Torres, SC, e a estrada ficou mais penosa de lonjuras, especialmente agora, quando a invernia está a preparar os hálitos.
O tempo, antes futuro, foi presente e agora aposentou-se no baú dos guardados. Aos 77 outonos resisto aos quilômetros, mas a Srta. Asminha Brônquica é mais minha do que nunca. Portanto, como nos tempos áureos do Laranjal de infâncias, posso aportar na santa terrinha somente em aventuras veranais.
Todavia, fico coringando na Web as novidades do sul do mundo. Por vezes, o cafezinho do Aquarius me abençoa língua e palatino e fico me alembrando do bloco do Padre Ozy Fogaça, a Girafa da Cerquinha, o F**a aí e a General Telles, endemoniada no leito das larguezas e estreitezas humanas da Rua XV de Novembro, ali no colo urbano da Princesa do Sul e seus dengosos fetiches.
E eu, mais do que alforriado nos fevereiros carnavalescos, com a cambada dos moços a comer melancia na volta da Praça Central e nas banquinhas das cercanias do Mercado Público de Pelotas, lado a lado, meio que dependurado nos cansaços da escolhida de ocasião, e ao fundo sempre alguns bebuns ainda com a cuíca rouquejando no couro e sempre violando, violejando esganiçado nas cordas vocais, quando ainda corrupiava nos neurônios alguma marchinha foliã retardatária, daquelas que furam o vinil das gerações.
Depois, logo mais adiante, nos cadernos memoriais, desfilam os mortos sempre vivos de meus aprendizados infanto-juvenis.
Hoje, séc. 21, é dourar o tempo, lambendo as doçuras só pra não correr riscos ao imaginar o bater de Dona Finitude à porta da frente.
Afinal, tudo nasce, vive e morre, dizem os in/finitivos por atos e obras. Também alguns eternizados em descanso eterno, outros esperando a reencarnação à conta e ordem do Absoluto. Fui longe e ainda bem que voltei a tempo...
MONCKS, Joaquim. O CAOS MORDE A PALAVRA. Obra inédita em livro solo, 2024.
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O ANJO TORTO
Por certo que a Poesia que se derrama na inspiração e imprime íntimos desejos é o vergastar do Mistério aconselhando que se prossiga em conjunção de espiritualidades.
Verte o pensamento em seu desconhecido itinerário: a boca de comer e dizer é muda, o olho de ver é cego, a cabeça criadora é inútil por sua impotência para vencer o mal e desobstruir caminhos.
A rigor, não tenho emissão de palavras conceitos, vozerios, alaridos, somente a intuição me faz íntimo do anjo torto. E eis que de repente o sangue vaza de uma artéria intumescida.
Singelo e taciturno, o Absoluto abre os seus chacras e me acolhe entre o sal e o sol. Assim têm sido os voos da plataforma que a tudo liquidifica e força a intuição da probabilidade da queda frente à realidade.
Mesmo assim, a resiliência me faz uma larva tonta do teor, da força e potência do amar.
Este verme obreiro, lerdo e inocente de caminhos, empapa-se de vigor e terra. Algum tempo depois, a semente abre-se, e, enfim, está quase pronta para o intimismo das confidências. É nele que o mundo se reconstrói. Em mim e no Outro.
MONCKS, Joaquim. A VERTENTE INSENSATA. Obra inédita em livro solo, 2017/24.
https://www.recantodasletras.com.br/escrivaninha/publicacoes/preview.php?idt=8039055
CAROS ADMINISTRADORES!
PEÇO QUE LIBEREM PARA QUE POSSA PUBLICAR. O PRAZO DE SUSPENSÃO TERMINAVA ONTEM, DEPOIS DE DUAS PUNIÇÕES DURANTE ESTA SEMANA. AGORA ACONTECEU NOVAMENTE. POR QUE RAZÃO ESTOU NOVAMENTE IMPEDIDO? NÃO SEI QUAIS OS "PADRÕES DE COMUNIDADE" QUE VENHO INFRINGINDO. PODERIAM ME INFORMAR ONDE ENCONTRO AS TAIS REGRAS?
GRATO! MUITO GRATO! Joaquim Moncks
DIÁLOGO
O poeta urde sua lucidez, suscita, tangencia o eterno. No jogo de imagens concebe o respirar dos vocábulos.
Joaquim Moncks
O TÚNEL
A sofridão conduz à espiritualidade. O convívio amadurece para a transmutação. É urgente desovar entulhos.
Joaquim Moncks
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