26/09/2026
“O Jiu-Jitsu é para todos, mas nem todos são para o Jiu-Jitsu.”
Entrar em um tatame é fácil. Permanecer nele compreendendo o que uma arte marcial representa é outra história.
Jiu-Jitsu não deveria ser apenas graduação, medalha, pódio, prestígio ou uma forma de ocupar determinado espaço social. Antes de tudo isso, existe algo muito mais básico: aprender a se defender e, durante esse processo, aprender também a ser uma pessoa melhor.
Respeito, caráter, lealdade, disciplina e gratidão não aparecem no quadro de medalhas. Mas dizem muito sobre aquilo que estamos construindo dentro de nós.
Podemos trocar de academia, de equipe, de bandeira e até de caminho. Isso faz parte da vida. O que não deveria mudar conforme a nossa conveniência são os nossos princípios.
Principalmente quando tivemos ao nosso lado um professor que não apenas ensinou técnicas, mas procurou ser exemplo dentro e fora do tatame.
No fim das contas, talvez seja exatamente por isso que o Jiu-Jitsu seja para todos, mas nem todos sejam para o Jiu-Jitsu.
Porque faixa se conquista na cintura. Caráter, não.