30/11/2020
Na pandemia, mexa-se para evitar quedas e fraturas
Falta de atividade física imposta pelo isolamento social leva a enfraquecimento e aumenta risco de quedas e fraturas, alerta especialista
Nossos idosos já conhecem muito bem quanto uma caminhada matinal contribui com a saúde. Todos os médicos prescrevem: fiquem ativos! E é comum ver, logo cedo, dezenas de senhores e senhoras caminhando nas praças e parques ou se exercitando em equipamentos públicos de ginástica. A situação mudou com os riscos aterrorizantes da pandemia.
Nesses sete meses, nos recolhemos ao máximo às nossas casas. Os idosos, então, nem se fale. Quanto mais abrigados, mais protegidos contra o coronavírus que, sem dúvida, é uma ameaça grave. Mas como manter a tal rotina de exercícios? A grande maioria parou totalmente suas atividades, o que leva à perda de massa muscular e consequentemente, ao enfraquecimento.
Esse enfraquecimento, aliado a problemas já comuns ao idoso como a visão menos acurada e a perda de reflexos, acaba por provocar as temidas quedas. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), a prevalência de quedas após os 65 anos gira entre 30 e 60% e essas pessoas caem ao menos uma vez por ano.
A queda pode ser da própria altura ou de uma cadeira ou da cama. Se somamos esse enfraquecimento muscular a uma casa mal preparada, com degraus, tapetes e móveis na altura errada, além de calçados inadequados, os tombos podem ser ainda mais frequentes e perigosos.
Em uma sociedade que está envelhecendo cada vez mais, como a brasileira, ao examinarmos a população acima de 80 anos, a prevalência de quedas é seis vezes maior. E muitas vezes esse trauma leva ao óbito, tanto imediato, como em decorrência do processo de internação. As fraturas ósseas já são a quinta causa de morte acima dos 65 anos. Um trabalho publicado na Revista Brasileira de Ortopedia revela que a taxa de mortalidade de pacientes com fratura de fêmur submetidos à cirurgia em um hospital no sul do Brasil chegou a 23,6%.
Fonte:
Na pandemia, mexa-se para evitar quedas e fraturas | Com a Palavra Falta de atividade física imposta pelo isolamento social leva a enfraquecimento e aumenta risco de quedas e fraturas, alerta especialista
15/05/2020