09/03/2026
Casos como o de Marielle Franco, o de Eliza Samudio, e a realidade vivida por muitas mulheres quilombolas revelam a dimensão da violência que ainda atinge mulheres no Brasil.
Essas histórias não são apenas casos isolados — elas representam uma realidade marcada por opressão, desigualdade, violência e feminicídio. Muitas mulheres continuam sendo vítimas por causa do machismo, do racismo estrutural e da desigualdade social.
As mulheres quilombolas, por exemplo, enfrentam múltiplas formas de violência:
violência de gênero
racismo estrutural
invisibilidade social
disputa por território e direitos
Por que precisamos continuar lutando
A luta contra a violência de gênero exige:
denúncia e visibilidade dos casos
fortalecimento das políticas públicas de proteção às mulheres
educação para igualdade e respeito
mobilização social permanente
Cada mulher que perde a vida por violência é um lembrete de que a sociedade precisa mudar. Lutar contra a opressão, a violência e a morte de mulheres é uma responsabilidade coletiva.
05/08/2023
Erik Cardoso faz história e se torna primeiro brasileiro a correr abaixo de 10s nos 100m
Velocista quebrou recorde de Robson Caetano que durava 35 anos e se classificou para os Jogos Olímpicos Paris 2024
28/07/2023 17:11:00
Erik Cardoso (centro) cravou 9s97 na final do Sul-americano de Atletismo. Foto: Wagner Carmo/CBAt
Erik Cardoso fez história para o Brasil nos 100 metros rasos. No primeiro dia do Campeonato Sul-americano de Atletismo, realizado no Centro Olímpico de Treinamento e Pesquisa, em São Paulo, o velocista se tornou o primeiro brasileiro a correr abaixo dos 10 segundos ao fazer a marca de 9s97 na final da prova, nesta sexta-feira (28). Além de quebrar o recorde nacional de Robson Caetano (10s00), de 1988, Erik conquistou a medalha de prata neste Sul-americano e ainda garantiu a classificação para os Jogos Olímpicos Paris 2024.
O velocista correu abaixo do índice olímpico de 10 segundos e do índice para o Mundial de Atletismo, que vai ser realizado em agosto, em Budapeste (Hungria). Ao cravar 9s97, o brasileiro só ficou atrás de Asinga Issamade, do Suriname, que garantiu o ouro com o tempo de 9s89 e se tornou o homem mais rápido da América do Sul, recorde que também pertencia a Robson Caetano com os 10s00 do Campeonato Ibero-Americano, no México, 1988. O pódio do Sul-americano foi completado pelo colombiano Ronal Mosquera, com 9s99.
“Estou muito agradecido por ter conseguido essa marca de 9s97. Foi uma prova muito forte, três atletas sul-americanos correndo na casa dos 9 segundos. Fico muito feliz por ter conquistado, foi incrível”, ressaltou Erik após a prova.
Classificado para o Mundial da modalidade, Erik comentou que a meta é dar um passo de cada vez visando às próximas competições. Na sequência do Mundial, em agosto, ele se vai se preparar para os Jogos Pan-americanos Santiago 2023, no qual tem vaga garantida por ter sido campeão dos Jogos Pan-Americanos Júnior Cali 2021. E, claro, ressaltou que o foco agora se volta também para os Jogos Olímpicos Paris 2024.
“Ainda está caindo a ficha de que conquistei o índice olímpico. Agora é continuar trabalhando forte. Graças a Deus tenho esse dom de correr e humildemente vou seguir treinando duro, com paciência e foco para chegar íntegro e evoluir nas competições. Vamos de tijolinho por tijolinho em busca do meu recorde pessoal e ir avançando nas etapas. Tenho o grande sonho de entrar numa final olímpica e vou brigar por isso”, pontuou.
O desempenho de Erik foi assistido in loco pelo ídolo do atletismo brasileiro e então recordista Robson Caetano. Para Robson, por sinal, esse resultado tem tudo para trazer boas perspectivas aos velocistas brasileiros.
“Esses meninos do Brasil já treinavam e conseguiam correr abaixo de 10s há algum tempo, então fico feliz do Erik ter quebrado essa barreira numa competição oficial. Ele é muito focado e concentrado na corrida dos 100 metros. Acredito que esse resultado vai estimular e trazer os demais para correr também para 9 segundos”, finalizou Robson.
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