A vida é insatisfatória.
Imagina comigo: uma pessoa passa anos acreditando que será feliz quando conseguir um determinado emprego.
Ela consegue.
Por alguns dias ou semanas, sente alegria e f**a satisfeito. Mas, pouco tempo depois, a mente já está procurando a próxima conquista, o próximo objetivo, o próximo motivo para se sentir completa.
Buda chamava isso de Dukkha, a insatisfação.
Não signif**a que a vida seja apenas sofrimento. Signif**a que existe uma insatisfação sutil em tentar encontrar felicidade duradoura em coisas que mudam o tempo todo.
Buscamos segurança, mas tudo é incerto. Aí depois buscamos permanência, e tudo se torna passageiro. Por fim buscamos completude em algo fora de de nós. E imagina o resultado?
Por isso sentimos que sempre falta alguma coisa. Nunca estamos “completos”.
Compreender na Dukkha na sua própria experiência é o primeiro passo para parar de correr atrás de miragens e começar a encontrar paz onde ela sempre esteve: aqui e agora.
Gabriel Gama Yoga
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28/05/2026
Uma certa vez fiquei uma semana sem meditar. Tive febre, dores pelo corpo, mal conseguia respirar.
Quando retornei daquela pausa forcada, minha mente estava tão bagunçada que parecia que eu nunca tinha feito aquilo antes. Ficar sentado, sem fazer nada, só eu e o silêncio. Nunca foi tão punk.
Aquele momento me fez lembrar de um ensinamento de um mestre Zen: não existe iluminação de ontem. Você precisa buscar a iluminação todos os dias.
25/05/2026
Certo fez li em um livro da Pema Chödrön a ideia de que o retiro não serve para fugir de nada, que a própria palavra “retiro” não era muito boa para definir o que estamos fazendo ali.
É fácil pensar em uma prática espiritual que vai te ajudar a fugir dos problemas, dos medos, das angústias internas. Nesse caso a ideia de se “retirar” é maravilhosa.
A prática de fato acontece quando entendemos que esse é um momento de mergulho. Um momento de estudo interno intensif**ado. É a hora em que olhamos para o espelho da nossa própria mente.
A prática é todo instante, esse é um intensivo.
No último final de semana conduzi um aprofundamento desse junto com a .flui e finalizo esses dias de prática com o coração cheio de alegria em poder compartilhar e ver pessoas tão dedicadas na prática do autoconhecimento.
A cada passo se torna mais evidente que a saída é para dentro. Mudamos as nossas mentes, mudamos o mundo.🙏
Com sinceridade, quanto você perdeu por não estar presente?
A ideia da louça é um ótimo exemplo. Quando alguém está lavando a louça, normalmente não está realmente lavando a louça.
Está pensando no trabalho, preocupado com o futuro, revivendo alguma conversa, reclamando para terminar logo, menos vivendo aquela experiência de fato.
Então “simplesmente lave a louça” não signif**a virar uma pessoa passiva ou parar de pensar, signif**a estar consciente daquele instante sem transformá-lo imediatamente em um meio para chegar ao próximo momento.
Estar vivo por completo, viver a plenitude que aquele momento, por mais simples que seja, permite.
E existe uma ironia bonita aí: quanto mais tratamos momentos simples apenas como obstáculos até “a vida real começar”, mais a vida inteira vira uma sequência de esperas.
Simplesmente lave a louça.
Encontrar mais presença e viver melhor 🙏
21/05/2026
Capacidade de se encontrar com a paz!🧘♂️🌟
07/04/2026
Onde posso parar de me provar?
22/03/2026
Quando entramos em um ambiente de natureza preservada, com pouca interferência do ser humano, percebemos a imensidão na qual estamos mergulhados.
A vida se mostra vasta, com uma enorme diversidade e com uma inteligência em formas que muitas vezes não compreendemos.
Ali, percebemos que não estamos acima de nada. Cada ser, por menor que seja, cumpre seu papel com perfeição.
Mas nós, humanos, esquecemos disso e criamos a ilusão de importância. Diminuímos o que sustenta a própria vida.
Talvez isso não seja maldade ou talvez seja apenas ignorância.
Mas ver com clareza já é o começo da compaixão.
Caminhar juntos com os alunos, parceiros e amigos nesse local especia me fez lembrar me fez lembrar de uma parte do Karanīya Metta Sutra (o Sutra da Compaixão):
Que todos os seres estejam felizes e seguros! Que todos os seres encontrem mentes livres!
Quaisquer que sejam os seres vivos, sem exceção: tímidos ou destemidos; grandes ou poderosos, médios, pequenos, frágeis ou fortes, visíveis ou invisíveis, os que vivem perto ou longe, já nascidos ou que ainda nascerão, que todos os seres tenham mentes livres!🙏
19/03/2026
Quantas pessoas vivem esperando o momento ideal?
O silêncio para ter paz, o ambiente perfeito para desacelerar ou um tempo livre para finalmente praticar.
Mas talvez isso nunca venha. E, se um dia vier, a gente sabe que vai embora rápido!
O ensinamento dessa história é simples: o silêncio que buscamos não depende do mundo.
Depende da forma como a mente reage a ele.
O mestre zen Thich Nhat Hanh ensinava algo muito simples e ao mesmo tempo profundo.
No seu livro “O Milagre da Atenção Plena” ele diz que, quando está tomando uma xícara de chá, a única coisa que faz é tomar chá. Quando lava a louça, a única coisa que faz é lavar a louça.
Sem pressa e sem pensar no que vem depois.
Nesse simples gesto de estar totalmente presente, a vida se revela. Passo a passo.
A verdadeira meditação não acontece apenas quando nos sentamos em silêncio. Ela pode nascer em qualquer momento: no caminhar, no respirar, no cozinhar, no ouvir alguém.
Cada instante vivido com presença se torna um ato de atenção plena, de meditação. Cada gesto cotidiano pode se transformar em um pequeno milagre.
Pratique atenção plena e experimente você mesmo!
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