CR Personal Trainer

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CR Personal Trainer é um profissional experiente e qualificado com a missão de pensar e construir um programa de treino individualizado, adaptado às características físicas e psicológicas de cada um, visando as suas necessidades reais.

11/10/2025
10/08/2023

OUTUBRO 8, 2021 DESPORTO / FISIOTERAPIA
Artigo escrito pelo fisioterapeuta Pedro Martins

A ocorrência de uma lesão é um processo multifatorial e como tal existem inúmeras variáveis, estando muitas delas ligadas entre si. Devido a tudo isto torna-se difícil prever ou evitar lesões. Para tentarmos diminuir a ocorrência de lesões é preciso conhecer profundamente cada um dos potenciais fatores de risco e a relação entre eles.

Um estudo de 2018 propôs uma pirâmide de fatores que pode ajudar na compreensão do porquê da ocorrência de lesões e quais medidas podem ser desenvolvidas pelos clubes e pelos seus profissionais para reduzir o risco. A pirâmide apresenta 7 níveis.

Critério na seleção dos atletas: contratar ou manter jogadores incapazes de aguentar o stress da competição ou o estilo de jogo que a equipa tem vai aumentar o risco de ocorrência de lesões. O histórico de lesão de um atleta é um fator muito importante a ter em conta pois uma lesão prévia aumenta o risco de ocorrência de uma nova lesão na mesma região. Outros aspetos a ter em conta são a idade do jogador, a sua performance no passado e aspetos técnico-táticos que podem ou não ser adaptáveis à nova realidade. A incorporação de um novo jogador pode influenciar o desempenho de todos os outros e da equipa em conjunto, logo a escolha tem que ser criteriosa. Por fim, não podemos esquecer fatores de ordem psicológica e cultural.
Controlo da carga: deve ser um processo individualizado, pois cada atleta tem um máximo de carga que pode tolerar. Ao ultrapassarmos esse limite estamos a aumentar o risco de lesão. O staff técnico deve identificar o limite de cada jogador e passar a informação ao treinador que deverá fazer essa gestão no treino. O aumento da carga deve ser um processo progressivo até ser atingido o nível exigido em competição.
Desenvolvimento das capacidades do atleta: em alta competição os atletas estão sujeitos a níveis de exigência física muito elevados. Torna-se fundamental desenvolver programas de treino complementar com o intuito de melhorar os níveis de força, mobilidade e outras capacidades. Devemos portanto educar os atletas para a importância do treino e o papel que este pode ter na diminuição do risco de lesão.
Controlo motor e qualidade do movimento: devemos analisar a capacidade de cada atleta para executar os movimentos e ações exigidos pelo desporto em questão. Exercícios que trabalhem estas capacidades contribuem para a realização de movimentos mais seguros e eficientes.
Planos de prevenção de lesões: apesar de ser difícil prever ou evitar lesões devido à existência de inúmeras variáveis, sabemos que um plano de prevenção adequado à nossa realidade com exercícios suportados pela evidência científica pode ajudar a reduzir o risco de ocorrência das mesmas.
Avaliação da lesão e recuperação: quando um atleta se lesiona devemos em primeiro lugar ter em atenção a importância de um diagnóstico rigoroso e depois disso estabelecer o tempo estimado para a recuperação envolvendo o atleta em todo este processo. Devemos estabelecer critérios de evolução, respeitando sempre os tempos fisiológicos próprios de cada lesão de modo a evitarmos complicações futuras. O atleta deve, antes da integração total com a equipa, testar todos os movimentos exigidos pelo desporto em si com intensidades similares à competição.
A sorte: Entre tantos fatores de risco, sendo alguns controláveis e outros não, torna-se realmente difícil evitar o aparecimento de lesões. Mesmo as equipas de topo, com atletas de alto nível e staffs de elevada competência acabam por ter lesões. Temporadas com zero lesões são utópicas e não existem, faz parte do desporto. Compete-nos avaliar, conhecer os atletas que temos à nossa frente, potenciar as suas qualidades e trabalhar os fatores de risco modificáveis.
PS: A sorte também se procura e se tentarmos fazer bem as coisas de forma consistente, com hábitos de treino, descanso e alimentação adequados aumentamos as nossas probabilidades de sucesso.



Fontes:

Coles, P.A. (2018) an injury prevention pyramid for elite sports teams. British Journal of Sports Medicine, 52(15).
Quarrie, K.L., Alsop, J.C., Waller AE, et al. (2001). The New Zealand rugby injury and performance project. VI. A prospective cohort study of risk factors for injury in rugby union football. British Journal of Sports Medicine, 35:157–166.
Hulin, B.T., Gabbett, T.J., Lawson, D.W., et al. (2016). The acute:chronic workload ratio predicts injury: high chronic workload may decrease injury risk in elite rugby league players. British Journal of Sports Medicine, 50: 231–236.
Seirul·lo Vargs, F. (1986). Entrenamiento coadyuvante. Apunts. Medicina de l’Esport, 23, 38-41.
Gómez, A., Roqueta, E., Tarragó, J. R., Seirul·lo, F., & Cos, F. (2019). Training in Team Sports: Coadjuvant Training in the FCB. Apunts. Educación Física y Deportes, 138, 13-25. doi:10.5672/apunts.2014-0983.
Silvers-Granelli, H., Mandelbaum, B., Adeniji, O., et al. (2015). Efficacy of the FIFA 11+ injury prevention program in the collegiate male soccer player. American Journal of Sports Medicine, 43: 2628–3267
Carlos Lago Peñas (2021).Barça Innovation Hub: A prevenção e recuperação de lesões nos esportes coletivos: uma pirâmide de fatores a serem levados em conta.

19/02/2023

🧠 EXERCÍCIO e o CÉREBRO

☝🏽 Apesar de não ser um tratamento único para a Depressão e Ansiedade - principalmente nos casos mais severos - é um ótimo coadjuvante terapêutico nestes casos, e, nos casos leves/moderados a literatura científica manifesta que, mesmo SOZINHO, o exercício ajuda a controlar os sintomas. 💪🏼

🆘 Mas, isto não significa que recomendamos aos ansiosos ou depressivos não se apoiarem na medicação e na psicoterapia, nada disso! Apenas ilustramos a central importância do exercício físico.

🤯 É sabido que a capacidade do sujeito lidar com a ansiedade e a depressão depende do aumento da capacidade neuroplástica - isto é, da capacidade do cérebro gerar novas ligações e/ou fortalecer ligações de resposta mais adequadas a estes afetos negativos e incómodos. 🤯

✅ Ora, sabia que a prática de exercício físico aumenta a secreção e a atividade de fatores neurotróficos responsáveis pela neuroplasticidade cognitiva? É isso mesmo! Por isso, os ansiosos/depressivos que praticam exercício e fazem psicoterapia melhoram os seus sintomas de forma mais expressiva do que os sedentários (mesmo os que fazem psicoterapia). 🤷🏾
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⚠️ Agora, que fique claro: o exercício físico é fundamental nestas populações (e há cada vez mais clientes seus que sofrem destes estados alterados da "mente-corpo"), mas não será prescrevendo 3 de 8-12 o tempo todo que conseguiremos atender às suas reais especificidades - há que entender bem como funciona o corpo e mecânica, para tornar o exercício o MENOS LESIVO POSSÍVEL!

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