Há 60 anos atrás eram os bailaricos, feitos em qualquer casa e a troco de qualquer coisa, que animavam a aldeia. Os músicos vinham muitas vezes de fora, mas também os havia na terra. E talvez por se andar sempre a pedir casa, alguém cedeu um espaço para o efeito: uma pequena casa no centro da povoação. Assim nasceu a “casa da sociedade”, sim, terá sido esta a primeira designação do GCRP. Primeiro com uma telefonia e só mais tarde a televisão (coisa rara naqueles tempos, havia apenas uma na terra). Passando a fazer parte do quotidiano da população, era o ponto de encontro e convívio onde se jogava à malha e à sueca e bebiam uns copos (tempos que vão e não voltam, como relatam com saudade algumas das pessoas que viveram esta época). E o sonho nasceu e concretizou-se: construir uma sede e formar uma associação. A 9 de Março de 1981, nasceu a associação com o nome de Grupo Cultural e Recreativo Pinheirense, publicado em diário da república III série, nº 87 de 14 de Abril do mesmo ano. Foi com o esforço das sucessivas direções e do povo da aldeia que a pouco e pouco se construiu a sede, e ainda sem esta estar terminada, a “casa da sociedade” mudou-se para as novas instalações. Com a realização de festas, peças de teatro, jogos de futebol, almoços convívio, passagens de ano, mas também com pedidos à câmara municipal e à junta de freguesia se foi arranjando dinheiro para conseguir terminar a nossa sede. O GCRP conheceu altos e baixos, e a nova era (da internet e dos portões) é oposta à inicial, em que havia a necessidade de conviver, conversar, correr, saltar, brincar... Impõe-se portanto aproveitar as novas tecnologias para promover a nossa colectividade e dar a conhecer o que por cá se irá fazer no futuro, sempre no intuito de a fazer crescer, principalmente ao nível social, porque todos sabemos que o convívio e amizade verdadeiros não são virtuais...
Contamos com todos para poder seguir em frente!!!