22/05/2026
Masterclass: Yoga e Saúde Mental
(última chamada)
Quando: sábado, 23 mai. 2026 10:00 às 13:00 horas
Evento gratuito, com registo prévio.
Inscreva-se antecipadamente para esta reunião no Zoom:
Welcome! You are invited to join a meeting: Masterclass: Yoga e Saúde Mental. After registering, you will receive a confirmation email about joining the meeting.
- 23 de maio de 2026 ⏰ 10h00 – 13h00 - Online (Zoom) Sobre a masterclass: Esta masterclass explora o contributo do yoga para a saúde mental, integrando duas abordagens complementares: a prática da respiração (pranayama), com base na evidência científica, e a compreensão da mente à luz do...
26/04/2026
Inscrições abertas para o novo webinário
https://us02web.zoom.us/meeting/register/1pXOvEZHQemQB39qicPW9Q #/registration
27/03/2026
Novo e-livro disponível no grupo WhatsApp “Estudos do Yoga e Meditação”.
https://chat.whatsapp.com/Kgvg9p4zwPHEoESCL5o8kV?mode=gi_t
15/11/2025
A Coreia do Sul é um país altamente desenvolvido, mas um dos países onde existe elevada taxa de burnout.
Faz todo o sentido adoptar-se momentos de silêncio e de tranquilidade.
Só não chamaria desporto a esta prática, mas meditação. Ou, praticar silêncio, ou atenção plena, se quiserem. Mas não fazer nada é uma prática cultural.
14/10/2025
Sobre o papel das estórias e da encenaçāo (performance) no Yoga.
No Yoga contemporâneo, as estórias servem para dar sentido à prática.
Os instrutores criam sequências com princípio, meio e fim.
Cada transição, por exemplo, de āsana para āsana, funciona como um capítulo.
As palavras utilizadas orientam a atenção e impactam o humor na sala.
Por outro lado, as afirmações positivas do Yoga podem motivar, quando são claras e honestas, criam imaginários-reais e realidades imaginadas: ora terapêuticas, ora empoderadoras, ora espirituais.
Aqui, o terreno da crença é fértil. Mas a crença em si mesma não é uma mentira, nem é uma verdade. É uma realidade paralela em construção, com expectativa de acontecimento futuro, que dá significado ou confere identidade ao Yogui - mais não seja, em vidas futuras.
Contudo, o corpo também fala: no tapete, cada pessoa escreve a sua própria estória. Há pequenas vitórias — uma postura mantida, um equilíbrio alcançado — sāo enredos pessoais.
A narrativa cria ligação, reduz a dispersão e facilita o foco.
Em tempos acelerados, a aula-estória oferece um momento de entretenimento com significado.
Saímos da aula com uma estória mais coerente sobre nós mesmos, na expectativa que sirva para melhorar o desempenho (performance) da vida lá fora, numa homologia do corpo com o cosmo.
Assim, a performance e a estória são elementos não visíveis, mas compreensíveis, que ocorrem em todas as aulas de Yoga.
13/10/2025
Nunca nos disseram que a “História do Yoga” é contraditória nos seus termos. É recordar o esquecimento.
A história do yoga organiza a memória de eventos, textos e mestres, e cria uma cronologia crítica do que aconteceu e de quem agiu.
O yoga clássico, por contraste, treina a suspensão das flutuações mentais (citta-vṛtti-nirodhaḥ) e convida ao esquecimento de si enquanto persona.
Se a historiografia fixa nomes e datas, o sādhana dissolve as identificações (asmitā) que sustentam o eu narrativo.
Num dos métodos do Pātañjalayoga, o das 8 disciplinas, o percurso vai de yama-niyama à interiorização (pratyāhāra), concentração, meditação e culmina na prática do samādhi.
No ápice, a consciência yoguica já não relembra o passado nem necessita de futuro: assiste, sem apego (vairāgya), ao descolamento ontológico entre puruṣa e prakṛti (viveka-khyāti).
O que a história recorda e celebra como presença de indivíduos, o yoga apresenta como desativação/inibiçāo temporária da personalidade egoica e o recolhimento fenomenológico do mundo.
Por isso, a memória é o essencial da história, enquanto o yoga visa o esquecimento, condição sine qua non para kaivalya, a liberdade última, a montante dos constructos sociais.
Assim, a “História do Yoga” é, sem qualquer dúvida, lembrar o esquecimento.
Paulo Hayes