John Style Muay Thai

John Style Muay Thai

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Muay Thai School (📍Lisbon 🇵🇹)
Est.

July 10 1994 by João Cardoso
Group and private lessons available

🚩Sporting Clube dos Pedrenais
🚩Junta de Freguesia de São Vicente

#StillWatersRunDeep

10/03/2026

We’re trying to stay strong, but we don’t know for how long… 🫠

29/01/2026

Legend has it that in his youth, Joao Cardoso had the odd habit of kicking objects off people’s heads… while blindfolded.

Circa 2009, he was challenged to do it again — on camera, and 10 years after the last time he’d tried.

Needless to say, he aced it.

Image quality: Nokia 3310 level. Accuracy of ex*****on: over 9000 🔥

🤳🏼 Miguel Sousa
👀 Luis Almeida
🎯Nelton Pontes

Photos from John Style Muay Thai's post 29/01/2026

While the internet is busy romanticizing throwbacks to 2016, SportTV+’s “Arquivado” decided to rewind even further — all the way back to 2001.

The spotlight? A certain “European Champion from Aveiro,” Miguel Marques, alongside his coach at the time, Joao Cardoso… 😏

A true blast from the past, made even better by special background cameos from Ângelo Vieira, André Misael, and Alex Ribeiro, adding that extra flavor to the moment.

Some chapters are just worth reopening — and this one definitely is! 👌🏻

🌊🦈

FOTO DA SEMANA | Fight News x Rostos e Combate 16/01/2026

A protagonista do destaque “Foto da Semana” da “Fight News Portugal” é a nossa atleta Carlota Reis na Taça de Portugal 2025 🙌🏻

“A imagem reflete não só a força e a determinação dentro do ringue, mas também a elegância e a expressão única de quem vive o combate com alma e carácter.

Uma fotografia que eterniza um momento de conquista e dá rosto à nova geração de atletas que marcam o presente e o futuro dos desportos de combate em Portugal.”

📷 Imagem: Rita Demel
🥊 Atleta: Carlota “Barbie Shark” Reis
🎥 Projeto: Rostos e Combates

FOTO DA SEMANA | Fight News x Rostos e Combate No silêncio que antecede o combate, o olhar revela foco, maturidade e a beleza crua de quem já aprendeu a lutar com o coração.

30/12/2025

“Começou a praticar Muay Thai há menos de um ano e já conquistou dois títulos nacionais. Na escola, os resultados são igualmente impressionantes. Ainda o sol não se mostrou e Lourenço Mendes já está a pé, antes das seis da madrugada.

Aos 15 anos, feitos há apenas um par de semanas, é dono de uma rotina rigorosa, repetida com a precisão de quem sabe o que tem pela frente. Corre antes do nascer do sol, treina de segunda a sexta-feira, passa horas no ginásio e, mesmo com tudo isso, mantém médias acima dos 90 por cento no nono ano. Outro pormenor: é campeão nacional de Muay Thai.

Lourenço vive em Alcochete com os pais, Débora Mendes, médica pediatra, e André Mendes, consultor na Delta Cafés e também ele antigo campeão nacional de Muay Thai. Todos os dias atravessam a ponte para garantir que nada falha neste triângulo de escola, centro de estudos e treinos.

Curiosamente, o desporto que hoje define o seu dia a dia chegou tarde. Começou a praticar a arte marcial no início de 2025, depois de uma lesão grave no futsal — modalidade que praticava desde os três e onde chegou a competir na primeira divisão distrital de Lisboa. “Rasguei o músculo da coxa, recuperei, voltei a jogar e rasguei outra vez logo no primeiro jogo. Decidi parar”, contou à NiT. Foi o pai quem o levou a experimentar Muay Thai. Nunca tinha treinado antes e a ligação foi imediata. “Nunca quis saber de Muay Thai até esse dia.”

Hoje, treina com João Cardoso, treinador do pai e antigo selecionador nacional, no Sporting Clube dos Pedrenais, na Ramada, em Odivelas. Faz parte da equipa John Style Muay Thai, onde o grupo de competição junta entre oito e dez atletas. “Mostrou logo que tinha jeito, que era inato”, recorda a mãe. O que começou como recuperação física tornou-se rapidamente numa paixão e numa carreira que começa a ganhar forma.

Os dias seguem um guião apertado. Lourenço acorda às seis horas para se preparar para os sprints das 6h30. Depois do banho e do pequeno-almoço, segue para a escola, que começa às 8h20. Sai às 13h30 quando não tem aulas à tarde, almoça em casa e vai para o centro de estudos, onde passa duas a três horas por dia. Os treinos ocupam o final da tarde, às 18h30, três vezes por semana, ou às 20 horas, às segundas e quartas-feiras. Cada sessão dura cerca de três horas.

Mesmo nos dias mais exigentes, a disciplina não vacila. “Treino muitas vezes cansado ou sem motivação, mas se falhar um dia, perco ritmo. Penso sempre que quanto mais treinar, mais fácil vai ser o combate”, explica.

Antes de cada luta, há um ritual que liga o presente à tradição. O Mongkon — uma espécie de coroa usada na cabeça — reúne objetos com valor emocional e espiritual. No de Lourenço há um amuleto oferecido por um monge na Tailândia, onde esteve com os pais em abril de 2025, um símbolo dos fuzileiros do avô, um pedaço do vestido de noiva da mãe e os prajied do pai, braçadeiras tradicionais associadas à proteção e à ligação familiar. André Mendes foi campeão nacional em 2002, 2003 e 2004.

Há ainda os prajied do treinador, que passaram deste para o pai e agora para o filho, numa herança que atravessa gerações. Depois, segue-se a dança do Wai Kru, um ritual de agradecimento à família e ao treinador, feito com movimentos de dança e respiração.

Apesar da exigência física, a escola mantém-se no centro das prioridades.

Lourenço frequenta o nono ano, integra o quadro de mérito e terminou o oitavo com média de 4,8. “Às vezes acordo às seis horas para estudar, em vez de correr, quando tenho te**es às oito”, diz. A mãe admite preocupação. “Preferia que dormisse mais”, lamenta. O futuro, para já, continua em aberto. Lourenço quer ser médico — e tem notas para isso —, mas sabe que o caminho pode dividir-se entre a ambição académica e o Muay Thai.
As escolhas têm custos. Aniversários, jantares de família e fins de semana ficam muitas vezes de lado. “Dou prioridade ao treino. Se houver um teste importante e o campeonato ainda estiver longe, posso faltar ao treino, mas tento sempre manter.” Fora das fases de competição, ainda há espaço para amigos, futebol ou partidas de FIFA, o videojogo favorito.

A alimentação segue regras claras. Ao pequeno-almoço, ovos ou omelete e panquecas proteicas. Ao almoço, carne com arroz ou batata. Ao lanche, granola com iogurte e frutos vermelhos. Ao jantar, peixe ou bifes. Antes do treino, banana com mel ou canela. Depois, jantar e cama, porque o descanso também faz parte do treino.

O primeiro grande momento chegou cedo. A estreia em competição aconteceu no Campeonato Nacional de juvenis, a 18 e 19 de outubro, em Alenquer. “Quando entrei no ringue, a adrenalina foi enorme. Fiquei em choque, apático no início, mas depois consegui gerir.” A 13 e 14 de dezembro, voltou a competir na Taça de Portugal, em Sines, onde conquistou novamente o primeiro lugar. Em fevereiro regressa ao ringue no Open Nacional de Muay Thai.

O grande objetivo é chegar à seleção nacional e integrar a representação da Federação Portuguesa de Kickboxing e Muay Thai, seguindo os passos do pai. O apoio da família é constante. “Vão a todos os treinos, ficam lá três horas a ver-me treinar e veem-me a correr de manhã”, conta. A mãe admite que a mudança do futsal para o Muay Thai foi um alívio. “É um desporto muito mais respeitoso. No fim do combate, os atletas ajoelham-se e agradecem um ao outro. E, com bons treinadores, é seguro.” Até agora, Lourenço não sofreu lesões.

Em junho de 2026, Lisboa recebe o Campeonato Mediterrâneo da IFMA, federação associada ao Comité Olímpico, com 20 países participantes. Uma medalha pode valer-lhe o estatuto de atleta de alta competição e facilitar o acesso ao ensino superior. Para já, mantém os pés bem assentes no chão. “Para já fico nos amadores. O objetivo é a seleção nacional.”

Entrevista por Sofia Batista para a NiT

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