01/06/2026
A holandesa Lorena Wiebes (SD Worx-Protime) foi desclassificada horas após vencer a 1ª etapa do Giro d’Italia Women, no último sábado. Ele chegou a subir ao pódio e vestir a maglia rosa de líder da competição. A sanção foi surpreendente: sua bicicleta usada por ela pesava 6,78 kg, meros 20 gramas abaixo do mínimo de 6,8 kg exigido pelo regulamento da UCI.
Expulsa da prova, Wiebes viu a italiana Elisa Balsamo (Lidl-Trek) herdar a vitória na etapa e a primeira maglia rosa da edição. Aliás, nesta segunda-feira, a italiana seguiu dominante e venceu pelo terceiro dia seguido. A prova termina no domingo.
A equipe de Wiebes manifestou estranheza pela decisão dos comissários, apontando discrepância de mais de 50 g entre as duas pesagens realizadas após a chegada (ambas abaixo do limite UCI). A questão deve parar nos tribunais, pois o time alega prejuízos financeiros e morais com a decisão.
A confusão também revive a discussão sobre o limite de peso imposto pela UCI desde os anos 2000. Segundo o regulamento, qualquer situação em que a (o) ciclista competir com uma bicicleta fora dos parâmetros acarreta em eliminação ou desqualificação.
20/05/2026
A UCI sofreu mais um revés na disputa com a SRAM. O Tribunal de Mercado de Bruxelas rejeitou o recurso da entidade e manteve suspensa a tentativa de impor um limite de marchas no pelotão profissional, reforçando a decisão inicial da Autoridade Belga da Concorrência. A discussão começou às vésperas do Tour de Guangxi, na China, em 2025, quando a nova regra seria testada.
A UCI diz que a limitação das marchas — com relação máxima fixada em 54x11 — seria uma medida de segurança para reduzir a velocidade máxima do pelotão. Já a SRAM argumenta que a regra favorece sistemas com pinhão de 11 dentes e atinge diretamente seus grupos com cassete de 10 dentes, impactando toda a sua cadeia logística e de desenvolvimento.
Com a segurança em segundo plano, a disputa virou um embate sobre concorrência e o poder regulatório da UCI no ciclismo. Para a SRAM, a regra cria desvantagem competitiva na indústria de componentes.
💸 Para piorar, essa disputa foi custeada, em parte, por um fundo financeiro alimentado pelas próprias equipes — muitas delas atingidas pela decisão, já que dependem do grupo norte-americano. A UCI não se pronunciou oficialmente, mas entende-se que não cabe mais recursos e ela terá que formular uma nova diretriz.
08/05/2026
O Comitê Olímpico Internacional (COI) decidiu que o ciclocross não fará parte dos Jogos Olímpicos de Inverno de 2030, nos Alpes Franceses. A decisão frustra a União Ciclística Internacional (UCI) que trabalhou muito para incluir a modalidade no programa, envolvendo nomes como Mathieu Van der Poel, Tom Pidcock e até Tadej Pogacar.
A definição foi divulgada nesta quinta-feira e mantém a competição restrita a esportes disputados exclusivamente sobre neve e gelo, segundo o Giro do Ciclismo. Apesar de ter etapas de ciclocross na neve, o esporte também é praticado em outras condições.
A decisão frustra a tentativa da UCI de abrir espaço para o ciclocross no evento, mas não encerra totalmente o debate sobre o tema. O COI criou um grupo de trabalho para discutir o programa olímpico no longo prazo, o que pode reabrir a discussão em edições futuras.
07/05/2026
A primeira volta de 3 semanas da temporada começa nesta sexta-feira, 8 de maio, com largada inédita na Bulgária. O Giro d’Itália 2026 terá 3.459 km divididos nas tradicionais 21 etapas até a decisão em Roma, no dia 31 de maio.
O principal nome desta edição é o dinamarquês Jonas Vingegaard (Visma Lease a Bike) que pode se tornar o 8º ciclista da história a vencer as três grandes voltas. Ele já venceu o Tour de France duas vezes (2022 e 2023) e conquistou a Vuelta a España, no ano passado.
O site BikeBlz traz um resumo completo sobre a prova, com calendário, horários, favoritos, etapas e boas explicações sobre as classificações. Este ano, o Giro não terá transmissão oficial no Brasil, mas o link também dá dicas de como assistir.
04/05/2026
O brasileiro Henrique Avancini conquistou neste domingo a classificação geral do Tour of the Gila, nos Estados Unidos. Assim, Avança soma mais um resultado marcante à sua carreira no ciclismo internacional. A primeira na Estrada desde o seu retorno, no ano passado.
O brasileiro da Localiza Meoo/Swift Pro fechou a prova com 24 segundos de vantagem sobre o norte-americano Kieran Haug (Modern). O colombiano Diego Camargo (Medellín-EPM), campeão da Volta de SC 2025, completou o pódio.
Avancini chegou ao último dia do Tour na 2ª colocação e viu o então líder Walter Vargas (Medellín-EPM) sucumbir às 5 montanhas categorizadas do dia. O brasileiro marcou seus rivais diretos e completou o dia na 3ª colocação, cruzando a linha comemorando muito o título.
🇧🇷 Essa é a segunda volta internacional vencida por um brasileiro nesta temporada, depois que Henrique Bravo venceu o Tour de Antalia (🇹🇷) em março. Outra oportunidade surge essa semana, com a Volta de São Paulo, que começou hoje (4/5 e termina na sexta (8).