Cansado de escutar falar em Fla-Flu; Grenal; Atletiba; BaVi, etc, nosso grande clássico Atlético e Não importa mais. Por GaloZêro!
João e Maria ou simplesmente Atlético e Cruzeiro para os atleticanos! Zero e Patético-MG ou simplesmente Cruzeiro e Atlético-MG para os cruzeirenses! Agora o maior clássico de todos tem nome: GaloZêro!!! O dia era 17, o mês era o 04 (Abril) e o ano era o de 1921. No estádio do Prado Mineiro em “Beagá’’ um amistoso comum se iniciaria entre duas equipes que em um futuro não muito distante iria se to
rnar um dos maiores clássicos do país e dividir completamente o estado de Minas Gerais. De um lado o Palestra Itália time recém-formado e que viria a ser chamado de Cruzeiro Esporte Clube ou “Maior de Minas” e “Zêro” para a sua torcida. Do outro o Atlético-MG fundado em 1908, campeão do primeiro campeonato oficial da cidade em 1915 e que para os apaixonados viraria o “Galão da Massa’’ ou o time do “Eu Acredito’’. Naquele jogo os atleticanos eram os favoritos por sua experiência e certamente esperavam um jogo tranquilo, mas como qualquer clássico ainda que não tivesse se tornado um, tudo é imprevisível. O Palestra ganhou de 3x0 com gols de Atílio e Nani duas vezes. Foi apenas na década de 50 que a rivalidade aumentou, mas foi a partir deste primeiro amistoso que uma história se iniciava, história essa que teriam confrontos épicos e marcantes dentro e fora de campo que estariam por vir. Um destes é o jogo de 27 de Novembro de 1927, data que todo atleticano não se esquece jamais pois foi neste dia que a maior goleada da história do clássico foi aplicada. Um 9x2 em cima do mesmo Palestra Itália, mas desta vez no Estádio do América-MG onde se enfrentaram pelo Campeonato Mineiro daquele ano. Com gols de Said e Jairo (03x cada), Márcio de Castro (02x) e Getúlio (01x) o atlético ganhou e lavou a alma em cima do rival, que descontou duas vezes com Ninão. Pós-jogo muita especulação e falatório tiveram por causa do resultado, mas o que ficou marcado mesmo foi o placar inesquecível. E como podemos esquecer os 6x1 naquele 04 de Dezembro de 2011, quando a rivalidade já estava mais que marcada na história dos clubes, quando o Atlético teve seu grande momento de realizar o que todo time gostaria de fazer com o maior rival: Rebaixa-lo a segunda-divisão do principal campeonato do País. Pois é, clássico é clássico e como já dito, “Tudo é Imprevisível”. O que poderia ter sido um vexame para o time cruzeirense se tornou uma centelha, a fonte de zoação do torcedor Azul com os rivais, e com gols de Roger; Leandro guerreiro; Anselmo Ramon; Fabrício; Wellington Paulista e Everton - um gol cada - o Cruzeiro venceu o Atlético que descontou com Réver. Como de costume especulações, resultado comprado e muito mais foi dito, mas o que se sabe é que este jogo também ficou marcado. Estes são apenas 02 jogos da linda história deste real confronto de Gigantes. A rivalidade é tão grande que até nos números tem divergências, pois de acordo com os dados atleticanos são 488 jogos dos quais 198 são vitórias do Galão e já de acordo com os dados dos cruzeirenses são 471 jogos dos quais 160 são vitórias do Maior de Minas. Não se sabe ao certo quais os dados corretos, quem mais ganhou quem mais fez gols e etc. Na verdade é até melhor deixar assim, pois é isso que deixa tudo mais quente, um querendo demonstrar que o seu time é maior e melhor. O que não podemos realmente deixar acontecer é que um clássico desta importância não só para os mineiros mas para todo o Brasil seja tratado pela imprensa e torcedores como o “clássico mineiro” ou como o “super-clássico’’. Acredito que como todos os outros grandes clássicos nacionais tal como Fla-Flu; Grenal; Majestoso; Atletiba; BaVi; Derby Paulista entre outros, temos a obrigação de dar um nome de peso a estas partidas, um nome de que quando for dito leve a força e importância dos dois clubes. Assim podemos pensar: O que mais importante para um clube tal qual sua torcida do que o seu mascote ou a forma de que sua torcida chame seu time. O “mascote” que leva toda a garra e a imagem do clube por onde passa é sempre o primeiro a entrar em campo para animar e levantar a todos. A torcida que ganhando ou perdendo comparece nos estádios gritando o “Nome de seu time”. E assim na minha humilde sugestão concluí que: “Este grande clássico de dois times campeões tenha um nome, e que a partir de agora sempre que a TV o Rádio ou qualquer pessoa na rua anunciar um Atlético e Cruzeiro fale da seguinte forma: Hoje tem GaloZêro!
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