14/08/2026
Entre as pedras de Paraty, um passeio pelo oceano e o cheiro de livro novo, a Flip 2026 deixou bem nítido de que ler é, acima de tudo, um ato de presença.
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Nesta edição, me deixei atravessar por diálogos que ecoam na contemporaneidade. Assisti a mesas potentes como "Representatividade feminina desde a infância" e "Criatividade depois do colapso da performance" — um tema que conversa tanto com o que trabalhamos no Kundalini Yoga: o mover-se pelo ser, não pelo parecer.
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Também mergulhei nas provocações de "Estado de sítio, estado de sido, estase", com a Ministra Carmen Lucia (um banho de lucidez sobre o lugar e o papel da mulher no momento atual) e na profundidade de "Se o delírio te eleva à potência do abismo", com o crítico literário João Cezar de Castro Rocha e o psicanalista Paulo Schiller (a mediação de Anabela Mota Ribeiro foi um show à parte) e na representatividade da Flip Preta. Reflexões que nos convidam a olhar para o que é ético e consciente em nossa caminhada.
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Para mim, o hábito da leitura é também uma forma de meditação. É o silêncio necessário para que a voz do outro nos ajude a encontrar a nossa própria. Uma vida consciente exige essa pausa; exige que a gente escolha o que nutre a mente, para que o corpo possa processar a vida com mais verdade.
Que possamos sempre encontrar tempo para o que nos expande.
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E você, qual leitura tem te ajudado a respirar melhor ultimamente?