ADFP-FÊNIX BASQUETE EM CADEIRA DE RODAS.
Venha conhecer o Basquete em Cadeira de Rodas e viva fortes emoções. Um esporte ágil, dinâmico e muita superação.
O basquetebol em cadeira de rodas ou basquetebol adaptado é uma variante do basquetebol tradicional, mas este é jogado por jogadores em cadeiras de rodas, os quais têm alguma deficiência motora permanente.
História do Basquetebol em Cadeira de Rodas
Este esporte surgiu perto do inicio do século XX, e foi com o intuito de reintegrar os soldados que tinham saído feridos da guerra na sociedade e dar-lhes um propósito, ajudando assim na sua reabilitação.
O mesmo processo aconteceu com diversos esportes paralímpicos, e não têm só uma vertente desportiva, mas também humana.
O basquetebol adaptado é um dos poucos esportes que começaram logo nos primeiros Jogos Paralímpicos e que até hoje ainda fazem parte desta competição, isto desde 1960.
Em 1968, o esporte deixou de ser apenas para homens e as mulheres também ganharam o seu lugar nos Jogos Paralímpicos.
Há pouco mais de 50 anos teve início, não apenas a história do basquetebol em cadeira de rodas, mas as práticas esportivas que envolvem o uso de cadeira de rodas. O seu começo foi tímido e desenvolvido, inicialmente, em centros de reabilitação nos Estados Unidos e Reino Unido. Há dados históricos que apontam que esses países passaram a estimular a atividade esportiva como prática complementar ao processo de reabilitação dos indivíduos com traumas provocados pelos confrontos nos campos de batalha durante a II Guerra Mundial.
No entanto, esta prática logo ganhou notoriedade, não apenas pela notável melhora física e psicológica que seus adeptos passaram a apresentar, mas também pelo envolvimento crescente de praticantes que apresentavam outros tipos de sequelas físicas como amputação, poliomielite, ou mesmo traumas medulares, não adquiridos na guerra.
O basquetebol em cadeira de rodas foi criado nos Estados Unidos pelos veteranos da II Guerra Mundial em 1945, no entanto não existe nenhum registro por escrito que confirme esta data. O primeiro registro que se tem é de 6 de dezembro de 1946, quando foi publicado um artigo em um jornal americano comentando sobre os acontecimentos em uma partida de BCR (STROHKENDL, 1996). Durante esse mesmo período surgia, na Inglaterra, o BCR como prática esportiva terapêutica. Dr. Guttmann, responsável pela direção do centro de lesados medulares no Hospital Stoke Mandeville, foi um defensor das práticas esportivas como atividade auxiliar no processo de reabilitação.
Posteriormente, este centro tornou-se reconhecido mundialmente pelos trabalhos realizados com o esporte para pessoas com necessidades especiais. Até hoje, são realizados nas dependências esportivas de Stoke Mandeville eventos envolvendo o esporte adaptado. O neurocirurgião Sir Ludwig Guttman introduziu o esporte para portadores de deficiência como medida terapêutica na reabilitação de lesados medulares.
Em 1948, ocorria a primeira competição oficial, tendo como modalidades o arco e flecha (Archery) e o pólo em cadeira de rodas - denominando-se Jogos de Stoke Mandeville para Paralisados. Em seguida, foi criada a Federação Internacional de Esportes em Cadeira de Rodas de Stoke Mandeville (ISMSF). (SAMPAIO et al.,2001, p. 213).
No Brasil, o surgimento do BCR deu-se por intermédio de Sérgio Del Grande e Robson Sampaio que, ao retornarem de um programa de reabilitação nos Estados Unidos, trouxeram esta modalidade para São Paulo e Rio de Janeiro. Em função da receptividade desta modalidade, Robson funda no Rio de Janeiro o Clube do Otimismo e Del Grande funda em São Paulo o Clube dos Paraplégicos em 28 de julho de 1958. (MATTOS, 1994).
O primeiro jogo de basquetebol em cadeira de rodas entre equipes brasileiras ocorreu em um confronto entre paulistas e cariocas, no Ginásio do Maracanãzinho (RJ). Os paulistas venceram. Nos anos de 1960 e 1961, mais dois confrontos ocorreram, sendo dessa vez a equipe carioca vencedora. Desde então, a competição desta modalidade no Brasil tem-se tornado cada vez mais popular.
O BCR representou o Brasil pela primeira vez em uma Paraolimpíada, em 1972, na cidade de Heidelberg, Alemanha Ocidental. A partir daí, as participações brasileiras tornaram-se efetivas. (TOQUE A TOQUE, 1988, apud FREITAS,1997).
A partir desse período, muitos outros clubes foram estruturados e entidades foram criadas para estimular a prática desta modalidade por pessoas com deficiência.
No tocante ao BCR feminino, a primeira participação ocorreu na Paraolimpíada de Atlanta, em 1996, nos Estados Unidos, como equipe convidada.
A primeira entidade nacional a dirigir esta modalidade foi a Abradecar (Associação Brasileira de Desporto em Cadeira de Rodas) até o ano de 1997. Neste mesmo ano, em função do aumento no número de equipes, surgiu a necessidade de criar-se uma entidade máxima para coordenar, normalizar e incrementar a prática desta modalidade no Brasil. Surgindo assim a CBBC (Confederação Brasileira de Basquetebol em Cadeira de Rodas) que, por sua vez, resporta-se ao órgão máximo em nível mundial, a IWBF (International Whellchair Basketball Federation).
Na Paraolimpíada de Atenas, na Grécia, em 2004, o basquetebol em cadeira de rodas masculino, num grupo seleto de 12 equipes, obteve o 10O lugar.
Como a prática do BCR tem-se tornado cada vez mais popular, faz-se necessário instrumentalizar profissionais capazes de desenvolver tal modalidade, com enfoque além do esporte de competição, uma vez que os ganhos, por parte daqueles que a praticam, extrapolam os limites das quatro linhas da quadra.
Aqui é tudo praticamente igual ao basquetebol tradicional. A quadra tem de medidas 28 metros de comprimento por 15 metros de largura. Tem de ser obrigatoriamente delimitada por linhas, todas as linhas são iguais e o cesto esta á mesma altura que a do basquetebol normal, a 3,05 metros do chão.
O jogo também começa por uma bola ao ar, e os jogadores não podem se levantar para chegar á bola.
É jogado por 5 jogadores de cada equipa e o jogo é dividido por 2 períodos, cada um de 20 minutos. Se no fim desse tempo as equipas estiverem empatas, jogasse uma prorrogação de 5 minutos para tentar desempatar as equipas.
Para que o esporte seja mais igual e justo, os jogadores têm um sistema de classificação consoante o seu grau de deficiência motora, o qual se conta de 1.0 até 4.5, tendo também os pontos intermediários que são contados de 0,5 (1.5, 2.5, e 3.5). Na partida, os jogadores a jogar não devem ultrapassar um total de 14 pontos em classificação. Os jogadores são obrigados a ter um cartão com a sua pontuação e também as modificações que tiverem na cadeira de rodas.
Como as cadeiras de rodas são um elemento essencial na pratica do esporte, também é normal que estas tenham as suas próprias regras e especificações, tais como:
A cadeira deve ter 3 a 4 rodas, sendo que as 2 traseiras devem ser grandes;
Os pneus traseiros devem ter no máximo 66 centímetros de diâmetro e devem possuir suporte para as mãos.
A altura máxima do acento deve ser 53 centímetros do chão e o apoio para os pés deve estar a 11 centímetros.
Os jogadores podem ter uma almofada no acento até 10 centímetros à exceção dos jogadores de classificação 3.0 ou superior, os quais têm um máximo de 5 centímetros.
Pneus pretos, aparelhos de direção e freios são proibidos.
Regras Básicas de Basquetebol em Cadeira de Rodas
Vamos agora enumerar algumas das regras básicas do Basquetebol Adaptado:
– Um jogador é considerado fora do campo quando a sua cadeira tiver pelo menos um pouco fora do limite do campo ou estiver a pisar a linha.
– Se um jogador atirar a bola para o adversário com o intuito de fazer com que a bola saia, a bola vai pertencer ao adversário.
– Quando um jogador tiver a bola em sua posse apoiada no colo, ele só pode dar até 2 empurrões á cadeira. Se der mais e não passar, driblar ou lançar a bola é marcada falta.
– Um jogador não pode ficar mais de 3 segundos na área restritiva do adversário, tendo como exceção se tiver a bola no ar, se for para receber um rebote ou for uma bola morta.
– Se o jogador tiver a posse de bola e estiver pressionado pelo adversário ele só pode ter a bola em seu poder sem lançar ou driblar durante 5 segundos.
– A equipa que tem a posse de bola tem 10 segundos para atravessar a linha central para o campo do adversário.
– Cada equipa desde que recebe a bola tem 24 segundos para efetuar o seu ataque, o qual termina quando a bola é lançada e toca no cesto pelo menos.
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