06/12/2013
INTRODUÇÃO
Segundo alguns historiadores o jiu-jítsu ou "arte suave", nasceu na Índia e era praticado por monges budistas. Preocupados com a auto defesa, os monges desenvolveram uma técnica baseada nos princípios do equilíbrio, do sistema de articulação do corpo e das alavancas, evitando o uso da força e de armas. Com a expansão do budismo o jiu-jitsu percorreu o Sudeste asiático, a China e, finalmente, chegou ao Japão, onde se desenvolveu e popularizou-se (Confederação Brasileira de Jiu-Jítsu).
A partir do final do século XIX, alguns mestres de jiu-jítsu migraram do Japão para outros Continentes, vivendo do ensino da arte marcial e das lutas que realizavam.
Esai Maeda Koma, conhecido como Conde Koma, foi um deles. Depois de viajar com sua trupe lutando em vários países da Europa e das Américas, chegou ao Brasil em 1915 e se fixou em Belém do Pará, no ano seguinte, onde conheceu Gastão Gracie. Pai de oito filhos, cinco homens e três mulheres, Gastão tornou-se um entusiasta do jiu-jítsu e levou o mais velho, Carlos, para aprender a luta com o japonês (CBJJ).
Franzino por natureza, aos 15 anos, Carlos Gracie encontrou no jiu-jitsu um meio de realização pessoal. Aos 19, se transferiu para o Rio de Janeiro com a família e adotou a profissão de lutador e professor dessa arte marcial. Viajou para Belo Horizonte e depois para São Paulo, ministrando aulas e vencendo adversários bem mais fortes fisicamente. Em 1925, voltou ao Rio e abriu a primeira Academia Gracie de Jiu-Jítsu. Convidou seus irmãos Oswaldo e Gastão para assessorá-lo e assumiu a criação dos menores George, com 14 anos, e Hélio, com 12 (CBJJ).
Desde então, Carlos passou a transmitir seus conhecimentos aos irmãos, adequando e aperfeiçoando a técnica à compleição física franzina característica de sua família (CBJJ).
Também lhes transmitiu sua filosofia de vida e conceitos de alimentação natural, sendo um pioneiro na criação de uma dieta especial para atletas, a Dieta Gracie, transformando o jiu-jítsu em sinônimo de saúde (CBJJ).
De posse de uma eficiente técnica de defesa pessoal, Carlos Gracie viu no jiu-jitsu um meio para se tornar um homem mais tolerante, respeitoso e autoconfiante. Imbuído de provar a superioridade do jiu-jítsu e formar uma tradição familiar, Carlos Gracie lançou desafios aos grandes lutadores da época e passou a gerenciar a carreira dos irmãos (CBJJ).
Enfrentando adversários 20, 30 quilos mais pesados, os Gracie logo adquiriram fama e notoriedade nacional. Atraídos pelo novo mercado que se abriu em torno do jiu-jitsu, muitos japoneses vieram para o Rio, porém, nenhum deles formou uma escola tão sólida quanto a da Academia Gracie, pois o jiu-jítsu que praticavam privilegiava as quedas e o dos Gracie, o aprimoramento da luta no chão e os golpes de finalização (CBJJ).
Ao modificar as regras internacionais do jiu-jítsu japonês nas lutas que ele e os irmãos realizavam, Carlos Gracie iniciou o primeiro caso de mudança de nacionalidade de uma luta, ou esporte, na história esportiva mundial. Anos depois, a arte marcial japonesa passou a ser denominada de jiu-jítsu brasileiro, sendo exportada para o mundo todo, inclusive para o Japão (CBJJ).
CONFEDERAÇÃO BRASILEIRA DE JIU-JITSU
A Confederação Brasileira de Jiu-Jítsu é o órgão Maximo do esporte no país. A entidade foi fundada em 1994 pelo Prof. Carlos Gracie Junior com o intuito de difundir, organizar e regulamentar o Jiu-Jítsu no Brasil (CBJJ).
O trabalho feito pela CBJJ estabeleceu uma evolução no desenvolvimento das regras do Jiu-Jitsu esportivo. Isso se deu graças a contribuição de alguns dos maiores mestres da nossa arte marcial que trabalharam juntos ao longo dos anos para melhorar e uniformizar as regras utilizadas (CBJJ).
Atualmente o regulamento da CBJJ esta consolidada tanto no Brasil quanto no exterior, servindo a finalidade de padronizar a forma como o Jiu-Jítsu brasileiro e praticado ao redor do mundo (CBJJ).
Junto com as regras vieram os grandes eventos organizados profissionalmente visando a difusão e a evolução técnica do Jiu-Jítsu. A CBJJ é responsável pelos maiores e mais importante campeonatos de Jiu-Jítsu do país. Eventos tradicionais como o Campeonato Brasileiro e o Campeonato Brasileiro de Equipes atraem milhares de atletas de todas as faixas, idades e regiões (CBJJ).
Essas competições crescem um pouco mais a cada ano, e seu sucesso desencadeou um incrível processo de expansão do Jiu-Jítsu em todo o território nacional (CBJJ).
O trabalho pioneiro da Confederação Brasileira é um dos principais alicerces no desenvolvimento do Jiu-Jítsu brasileiro pelo mundo. Em conjunto com a Federação Internacional, a CBJJ realiza anualmente o Campeonato Mundial de Jiu-Jítsu. Essa competição atrai a nata do Jiu-Jítsu mundial e é peça chave no crescimento do esporte mundo a fora. Atualmente países como Estados Unidos, Japão, Suécia e Franca já fazem campeões Mundiais de Jiu-Jítsu no Brasil.(CBJJ)
CONCLUSÃO
Graças a constante evolução do Jiu-Jítsu esportivo e a sua internacionalização, hoje em dia os maiores eventos são transmitidos na TV e atraem veículos de mídia de diversos países. Vídeos e DVDs oficiais dos eventos são vendidos no mundo todo. Esse desenvolvimento gera um grande mercado consumidor e cada vez mais empresas buscam associar suas marcas e produtos a eventos de prestigio como o Campeonato Mundial e o Campeonato Brasileiro.
REFERENCIAS
Confederação Brasileira de Jiu-Jítsu (http://www.cbjj.com.br/home.htm.) acesso em 25/11/2013.
Confederação Brasileira de Jiu-Jitsu