07/07/2026
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☢️ Contaminação do Terreno da nova Rodoviária de Xerém
A Delegacia de Proteção ao Meio Ambiente instaurou um inquérito para investigar a responsabilidade pela construção de uma escola municipal e de um terminal rodoviário em um terreno contaminado em Xerém, distrito de Duque de Caxias, na Baixada Fluminense.
A área onde eram construídos os dois equipamentos foi utilizada por uma indústria química na década de 1970. Em 2014, após o encerramento das atividades da empresa, um incêndio de grandes proporções atingiu o local. Segundo informações do caso, metais pesados, como chumbo, e outras substâncias químicas com potencial de causar câncer podem ter se espalhado pelo solo e pela água subterrânea, agravando a contaminação da área.
Na semana passada, o Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro instaurou um inquérito civil para apurar o caso. As obras foram embargadas pelo Instituto Estadual do Ambiente (Inea) por falta de licenciamento ambiental e por considerar que havia risco iminente à saúde de pessoas e animais. A escola municipal também foi interditada.
A 1ª Promotoria de Justiça de Tutela Coletiva do Núcleo de Duque de Caxias recomendou que a prefeitura desista de instalar uma creche, uma escola ou qualquer outro serviço diferente do que havia sido autorizado pelo Inea. O processo de licenciamento ambiental previa a construção de um estacionamento de apoio a um hospital
Segundo o Inea, a Prefeitura de Duque de Caxias tinha conhecimento da contaminação do solo e da água subterrânea. Em 2024, o município desapropriou o terreno por R$ 6 milhões.
A escritura pública da área informa que a contaminação foi comunicada pela antiga Vetec Química Fina, posteriormente incorporada pela Sigma-Aldrich, do grupo alemão Merck.
De acordo com o Inea, a denúncia sobre a realização de obras em área contaminada foi feita pela própria Sigma-Aldrich. O instituto afirma que as intervenções destruíram pelo menos 30 poços de monitoramento das substâncias químicas.
Segundo a professora de Química da Universidade Federal Fluminense, Vanessa Nascimento, o chumbo e outros materiais podem permanecer no solo por décadas.
Procuradas, a Prefeitura de Duque de Caxias e a empreiteira Riobras ainda não se manifestaram.
12/05/2026