01/10/2026
O Cristiano sabe que o tempo é implacável.
O 1° ano dele no Real Madrid foi o último do Raúl lá. Raúl era o maior artilheiro da história do Real e da Champions.
Ele ainda tinha 33 anos quando sai, em 2010. Era a hora do CR7.
Cristiano tem 41 anos e ainda exige titularidade absoluta na seleção e, por mais que seja o maior jogador da história do país, não deveria.
Portugal tentava segurar um 2x1 fora de casa com a Noruega e Jorge Jesus decidiu que não precisava que ele entrasse em campo.
O time precisava de intensidade, marcação, pressionar o adversário. Cristiano não corre como antes, nem pressiona.
CR7 é uma lenda, um dos maiores da história. Mas deveria entender que na idade que tem não há nada de absurdo em ficar fora de alguns jogos, sair do banco às vezes.
A carreira dele é mais velha do que o João Neves, colega de seleção que hoje é um dos melhores meias do mundo.
Ele já ganhou tanto, fez tanto no futebol. Agora parece ser só sobre ego, sobre acumular mais números, jogar por ser quem ele é. Ele ainda está sendo convocado, jogando constantemente.
Na Copa de 2022, fez 0 gol em 5 jogos.
Na Euro 2024, fez 1 gol em 5 jogos.
Na Copa de 2026, fez 3 gols em 5 jogos (2 no Uzbequistão e um pênalti contra a Croácia)
Portugal não tem um novo Cristiano Ronaldo nem nunca vai ter, mas tem uma nova geração. Tem vários jogadores que estão entre os melhores do mundo nas posições deles.
Ele deveria entender isso e aceitar que as coisas não giram mais em torno dele, como foi por quase 20 anos.
E aceitar que sua carreira está acabando e que, com tudo que já fez, esse final dele no futebol deveria ser sobre terminar da melhor forma e curtir o que ele já atingiu no futebol. Não protagonizar coisas assim.