16/06/2026
A pirâmide de prioridades que gostamos de seguir define a hierarquia fundamental que deve guiar o planejamento e a execução das aulas coletivas dentro de um box ou centro de treinamento, garantindo que o treinamento seja sustentável e eficiente.
Ela consiste em três fases ⚡️⤵️
Segurança (Prioridade 01): É a base da pirâmide. Antes de buscar qualquer desempenho ou diversão, a integridade física do aluno é o pilar mais importante. Isso envolve o controle da técnica, a modulação correta das cargas para evitar mudanças repentinas e o gerenciamento do estresse para não atingir a fase de exaustão. 🛡️
Resultados (Prioridade 02): Localiza-se no meio da pirâmide. Os resultados (estéticos, de saúde ou performance) são a consequência natural de um processo que foi, primeiramente, seguro e constante o suficiente para manter o aluno motivado. 💪
Entretenimento (Prioridade 03): Ocupa o topo da pirâmide. Para que o treinamento tenha continuidade, ele também precisa ser engajador. O “entretenimento” no contexto de um box ou centro de treinamento refere-se à experiência do aluno na aula, garantindo que a sessão seja motivadora e que a monotonia seja baixa através de variação segura e suficiente.
Por que essa ordem é importante? Essa estrutura garante a coerência direcionada aos objetivos. Se um box prioriza resultados acima da segurança, o risco de lesões aumenta drasticamente. Se foca apenas em entretenimento sem segurança, o aluno pode se divertir momentaneamente, mas não terá longevidade no esporte. Portanto, a pirâmide serve como um filtro para que o coach tome decisões acertadas durante a montagem dos microciclos e das sessões de treino ⚡️
08/06/2026
SEJA PREVISÍVEL NA ROTINA 🫴👁️
Você sabe o que acontece com você quando realiza o treino do dia (do inglês workout of the day, WOD)? 🥷
No CrossFit, a regra não é a homeostase (parâmetros fixos), mas sim a Alostase: a estabilidade através da mudança. 🤌🏽
No WOD (Estado Catabólico), seu cérebro não tenta manter sua pressão ou glicose “normais”. Ele “reseta” os pontos de ajuste para cima para mobilizar energia máxima. Hormônios como cortisol e adrenalina disparam para quebrar moléculas em combustível, enquanto funções de “manutenção” (como o sistema imune e o reparo ósseo) são temporariamente pausadas para priorizar a performance. 🤘
Pós-Treino (A Caminho do Anabolismo), o estresse do treino só gera evolução se você conseguir “desligar” o alerta. A recuperação real ocorre no estado anabólico, onde o corpo reconstrói estoques de energia e repara tecidos. ✅
Como agir para evoluir? Para transitar do catabolismo para o anabolismo, o atleta precisa de previsibilidade, senso de controle e feedback. Dominar a técnica, ter um cronograma de descanso e ouvir os sinais do corpo são ferramentas para reduzir a excitação fisiológica pós-treino. 😎
O Risco ‼️ Sem períodos de relaxamento, o corpo pode se tornar “viciado” nos próprios hormônios do estresse (como o cortisol), levando ao overtraining e à patologia alostática. 🤒✋🏽
Lembre-se: saúde é a capacidade de responder ao desafio, mas também de retornar ao repouso. O descanso é parte integrante da sua evolução! 📈🫡
REFERÊNCIAS
CANNON, Walter B. Organization for physiological homeostasis. Physiological Reviews, v. 9, n. 3, p. 399–431, jul. 1929.
MARCORA, Samuele M.; STAIANO, Walter; MANNING, Victoria. Mental fatigue impairs physical performance in humans. Journal of Applied Physiology, v. 106, n. 3, p. 857–864, mar. 2009.
SELYE, Hans. A Syndrome produced by Diverse Nocuous Agents. Nature, v. 138, n. 3479, p. 32–32, jul. 1936.
STERLING, Peter; EYER, Joseph. Allostasis: A New Paradigm to Explain Arousal Pathology. Handbook of of Life Stress, Cognition and Health, 1 jan. 1988.
Ps: Apresentação feita com ajuda de inteligência artificial.
27/04/2026
Escrito por 🥷
A dependência do caminho muitas vezes nos limita a analisar os fatos e como eles evoluem ao longo do tempo 🫴👁️
Quantas vezes você evitou passar por baixo da escada? Quantas vezes você virou a sua sandália para não morrer?
Quantas vezes você evitou beber leite e comer manga?
São apenas mitos mas muitas pessoas levam muito a sério. A dependência do caminha muitas vezes nos cega! 😎
Isso não muda quando pensamos em treinamento. Não existe uma verdade absoluta, o que existe é a melhor resposta para o momento. 🤘
Hoje nós treinadores de força e condicionamento entendemos ou deveríamos entender que o atleta é um ser biopssicosocial e que a resposta ao estresse não é puramente fisiológico. Fatores cognitivos como crenças, ansiedade, fadiga mental, histórico de lesões, relacionamentos, entre outras coisas interferem nas respostas adaptativas ao estímulo físico imposto ao organismo. 🤌🏽
Sejamos sábios em criar planejamentos que possam ser mais maleáveis e menos imutáveis. Crie um processo de controle simples mas constante. 🤝
TREINAR-MONITORAR-ANALISAR-ADAPTAR! 🫡
REFERÊNCIAS
KIELY, John. Periodization Theory: Confronting an Inconvenient Truth. Sports Medicine (Auckland, N.Z.), v. 48, n. 4, p. 753–764, abr. 2018.
SELYE, H. A Syndrome produced by Diverse Nocuous Agents. Nature 138, 32 (1936). https://doi.org/10.1038/138032a0
STERLING, Peter; EYER, Joseph. Allostasis: A New Paradigm to Explain Arousal Pathology. Handbook of of Life Stress, Cognition and Health, 1 jan. 1988.