Studio Bike Fit

Studio Bike Fit Rua R-13 • 159 • St. Oeste • Goiânia - GO - Brasil • 74.125-150 • +55 62 3932-0333 • ww

O Studio Bike Fit é um espaço pioneiro em Goiânia (desde 2008) voltado para o ciclismo. Nele a equipe de fisioterapeutas realiza uma mensuração do corpo do ciclista para conferir as dimensões da bicicleta utilizada (ou para determinar as dimensões ideais da bicicleta a ser adquirida), passa por uma avaliação postural, seguida por análise biomecânica e posterior ajuste da bicicleta (bike fit). Localizado na Clínica Fisio Vitale, o Studio é dirigido pelo ciclista e fisioterapeuta Thiago Ayala, especialista em fisioterapia traumato-ortopédica.

Continuação… PARTE 23️⃣ Corrida pós-pedal: implicações biomecânicas do posicionamentoEstudos recentes demonstram que a u...
12/03/2026

Continuação… PARTE 2

3️⃣ Corrida pós-pedal: implicações biomecânicas do posicionamento

Estudos recentes demonstram que a utilização de ângulos de seat tube mais elevados (≈80–81°), associados a uma menor flexão de tronco, pode promover benefícios significativos na corrida subsequente ao ciclismo.

Evidências mostram que um STA mais acentuado produz pequenas a moderadas alterações na performance do ciclismo. Entretanto, há melhora significativa da performance de corrida subsequente quando comparado a posições mais recuadas (ex.: 73°). Melhorias na ordem de 3–4% foram observadas, magnitude clinicamente relevante em provas decididas por segundos.

Do ponto de vista neuromuscular há maior ativação de músculos biarticulares, especialmente reto femoral (RF), em posições mais avançadas (STA ~80°). O timing de ativação do vasto medial (VM) e vasto lateral (VL) ocorre em fases mais otimizadas do ciclo do pedalada. O posicionamento mais anteriorizado aproxima os comprimentos musculotendíneos, nos membros inferiores, daqueles observados na corrida. Observa-se possível melhora na coordenação neuromuscular e transição mais eficiente do ciclismo para a corrida.

Além disso, a abertura do ângulo de quadril reduz a exigência excêntrica abrupta da cadeia posterior durante a transição, podendo haver melhor preservação da função dos músculos isquiotibiais para a corrida subsequente. Ao mesmo tempo a maior extensão de quadril durante o ciclismo em STA elevados aproxima a cinemática da exigência da corrida.

Em síntese, configurações com:
• Flexão de tronco moderada (≈23–25°),
• Cockpit ligeiramente mais elevado,
• Seat tube angle mais próximo de 80°,
• Pedivelas mais curtos como estratégia de preservação do ângulo de quadril podem representar um compromisso fisiológico mais interessante entre aerodinâmica, preservação vascular e eficiência na corrida pós-pedal.

Por outro lado, posições extremamente baixas e agressivas podem:

1. Aumentar potencialmente o risco crônico de estresse vascular na artéria ilíaca externa (especialmente em (tri)atletas de alto volume);

2. Comprometer a mecânica ideal para a corrida subsequente, apesar do possível ganho aerodinâmico isolado.

Nos últimos anos observa-se uma mudança consistente no posicionamento de triatletas na bicicleta de triathlon. Essa tran...
12/03/2026

Nos últimos anos observa-se uma mudança consistente no posicionamento de triatletas na bicicleta de triathlon. Essa transição tem sido guiada principalmente por dois eixos fisiológicos e biomecânicos: (1) preservação vascular e (2) otimização da mecânica do quadril com possíveis repercussões na corrida subsequente.

1️⃣ Redução da flexão de tronco e implicações vasculares

A elevação do cockpit, com consequente redução da flexão de tronco, tem como um dos objetivos principais minimizar o fenômeno de “kinking” (acotovelamento) da artéria ilíaca externa na região do quadril.

Em posições extremamente aerodinâmicas (flexão de tronco aproximada de 15–17°), associadas a elevados volumes crônicos de treino, pode haver aumento da angulação vascular e estresse mecânico repetitivo sobre a artéria ilíaca externa. Em indivíduos predispostos, esse mecanismo tem sido associado ao desenvolvimento de endofibrose da artéria ilíaca externa, condição caracterizada por espessamento intimal e redução do lúmen arterial, levando à diminuição do fluxo sanguíneo para o membro inferior e limitação progressiva da performance.

A abertura do ângulo do quadril pode ser obtida por:
• Elevação do cockpit
• Anteriorização do selim (aumento do seat tube angle – STA)

Ambas as estratégias reduzem a flexão máxima de quadril, potencialmente diminuindo a angulação arterial e o estresse hemodinâmico local.

2️⃣ Redução do comprimento do pedivela e interação com o ajuste global

A adoção de pedivelas mais curtos tem sido outra estratégia relevante. A redução do comprimento do pedivela diminui a amplitude angular do quadril durante o ciclo da pedalada, reduzindo a flexão máxima no ponto morto superior.

Contudo, essa modificação não pode ser analisada de forma isolada. A substituição por pedivelas mais curtos exige elevação proporcional do selim para manutenção da extensão adequada de joelho, o que, por consequência, tende a aumentar a flexão de tronco.

Para evitar esse efeito compensatório indesejado, frequentemente torna-se necessário elevar também o cockpit. Portanto, o ajuste é sistêmico e interdependente: pedivela, altura de selim e altura frontal formam um conjunto biomecânico inseparável.

Como a FastTT ajudou a transformar o mercado das bikes de Triathlon?Nos últimos anos, a evolução dos aerobars nas bicicl...
20/11/2025

Como a FastTT ajudou a transformar o mercado das bikes de Triathlon?

Nos últimos anos, a evolução dos aerobars nas bicicletas de triathlon trouxe mudanças significativas na ergonomia e na aerodinâmica. Se antes os aerobars eram paralelos ao solo, hoje as principais marcas já oferecem opções com ajuste de inclinação. Esse movimento começou com a Cervélo P5 Disc (geração 2), que permitia até 15°, e se consolidou com a geração 3, lançada em 2024, oferecendo até 30°.

A FastTT, no entanto, antecipou essa tendência ao disponibilizar cockpits ajustáveis para bicicletas que originalmente não ofereciam essa possibilidade. Dessa forma, muitos atletas que cogitavam trocar de bicicleta apenas para acessar essa tecnologia passaram a investir na atualização do cockpit, postergando a substituição do quadro.

Um exemplo claro é a Cervélo P5 Six (até 2018, ainda freio no aro) e a P5 Disc (geração 1, 2019), que não tinha ajuste de fábrica. Com o kit da FastTT, o atleta consegue inclinar o aerobar em até 25°, valor muito próximo ao máximo do modelo mais recentes da marca. Outro exemplo é a Trek Speed Concept SLR e BMC Speedmachine 01, cuja inclinação máxima de fábrica é 14° e 15 °, respectivamente , e com a FastTT a inclinação pode chegar a 25°.

Essa solução não só modernizou bikes de gerações anteriores, como também mudou o comportamento de consumo: tornou a atualização mais acessível, democratizou o acesso a uma posição aerodinâmica eficiente e reforçou a importância da customização na performance do atleta.

Como a FastTT ajudou a transformar o mercado das bikes de Triathlon?Nos últimos anos, a evolução dos aerobars nas bicicl...
20/11/2025

Como a FastTT ajudou a transformar o mercado das bikes de Triathlon?

Nos últimos anos, a evolução dos aerobars nas bicicletas de triathlon trouxe mudanças significativas na ergonomia e na aerodinâmica. Se antes os aerobars eram paralelos ao solo, hoje as principais marcas já oferecem opções com ajuste de inclinação. Esse movimento começou com a Cervélo P5 Disc (geração 2), que permitia até 15°, e se consolidou com a geração 3, lançada em 2024, oferecendo até 30°.

A FastTT, no entanto, antecipou essa tendência ao disponibilizar cockpits ajustáveis para bicicletas que originalmente não ofereciam essa possibilidade. Dessa forma, muitos atletas que cogitavam trocar de bicicleta apenas para acessar essa tecnologia passaram a investir na atualização do cockpit, postergando a substituição do quadro.

Um exemplo claro é a Cervélo P5 Six (até 2018, ainda freio no aro) e a P5 Disc (geração 1, 2019), que não tinha ajuste de fábrica. Com o kit da FastTT, o atleta consegue inclinar o aerobar em até 25°, valor muito próximo ao máximo do modelo mais recentes da marca. Outro exemplo é é a Trek Speed Concept SLR cuja inclinação máxima de fábrica é 14° e com a FastTT a inclinação pode chegar a 25°.

Essa solução não só modernizou bikes de gerações anteriores, como também mudou o comportamento de consumo: tornou a atualização mais acessível, democratizou o acesso a uma posição aerodinâmica eficiente e reforçou a importância da customização na performance do atleta.

👨‍💻📹 Bike Fit VirtualO Bike Fit Virtual do Studio leva nosso conhecimento em ciclismo até você, em qualquer lugar do mun...
16/09/2025

👨‍💻📹 Bike Fit Virtual

O Bike Fit Virtual do Studio leva nosso conhecimento em ciclismo até você, em qualquer lugar do mundo.
Esse serviço é ideal para quem não tem acesso a um bike fit presencial ou busca a expertise de um profissional especializado.

⚠️ Importante: o Bike Fit Virtual não substitui a avaliação presencial, mas oferece ajustes e orientações que podem melhorar significativamente sua experiência sobre a bike. O foco é alinhar seu posicionamento, técnica de pedal e objetivos pessoais, sempre respeitando suas condições físicas (como hérnia de disco, sobrepeso, limitações de mobilidade ou flexibilidade).

👨‍⚕️ Quem será o responsável pela sua avaliação?
Thiago Ayala – fisioterapeuta especialista em Fisioterapia Traumato-Ortopédica e Intensiva, com 17 anos de experiência em bike fit. Pesquisador na área de biomecânica do ciclismo e lesões em ciclistas.

🚴‍♂️ Modalidades atendidas:
• Triathlon
• Ciclismo de estrada (speed)
• Gravel
• MTB

Endereço

Goiânia

Horário de Funcionamento

Segunda-feira 08:00 - 19:00
Terça-feira 08:00 - 19:00
Quarta-feira 08:00 - 19:00
Quinta-feira 08:00 - 19:00
Sexta-feira 08:00 - 19:00

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