09/02/2021
REYLSON GRACIE
Nasceu em 1943, no Rio de Janeiro - Brasil, sendo filho de Carlos Gracie, fundador do estilo Gracie de jiu jitsu.
Como todos os homens Gracie de sua geração, Reylson se tornou um estudante de jiu jitsu desde muito jovem (4), com seu tio Helio Gracie liderando suas aulas de grappling. Reylson sabia que queria seguir uma vida no jiu jitsu desde cedo e, aos 14 anos, começou a ensinar o sistema de autodefesa do jiu jitsu da Gracie na Gracie Academy.
Seu conhecimento do método de sua família lhe rendeu o status de "professor" (faixa preta) em 1962, sendo um dos mais jovens da família a alcançar o posto (18). 1 ano depois, Reylson abriu sua própria academia, tornando-se o primeiro dos filhos de Carlos Gracie a fazê-lo. Ele abriria sua academia mais famosa em 1975 no Shopping da Gávea, local privilegiado onde o mestre Gracie ensinava a elite da sociedade carioca.
1963 foi também o ano em que Reylson rebatizou uma das técnicas mais utilizadas no jiu jitsu, a mundialmente famosa “mata leão“, que até então se chamava “estrangulamento técnico” (técnico de estrangulamento). Quando questionado sobre isso em novembro de 2015, Mestre Reylson respondeu:
Sim, vi algumas fotos de Mas Oyama, fundador do karatê kyokushin em 1963. Lembro-me de dizer “Esse cara é um leão [E.N. termo comum para homem forte em português], mas eu poderia conseguir um estrangulamento técnico pelas costas nele, o matador de leões final ”.
O nome foi rapidamente escolhido por seus familiares e rapidamente se tornou um termo comum para o mata-leão. Outro nome de apresentação que é atribuído a Reylson Gracie é Americana, que ele teria batizado como uma forma de diferenciar a chave de braço dobrada e reta, já que os dois compartilhavam um nome até então.
Como mencionado acima, Reylson também foi um inovador na moda do jiu jitsu gi brasileiro, ao criar os primeiros quimonos coloridos do jogo. A ideia surgiu para o Mestre Reylson no final dos anos 1970, enquanto assistia a Game of Death de Bruce Lee. Suas primeiras criações foram em preto, amarelo e turquesa.
Em 1991, após muitos anos lecionando no Rio de Janeiro, Reylson mudou-se para os Estados Unidos em desacordo com as duras medidas econômicas tomadas pelo novo presidente brasileiro, Fernando Collor de Mello. Ele primeiro estabeleceu uma academia em Corona del Mar na Califórnia, depois se mudou para Las Vegas e finalmente se estabeleceu em Delray Beach e Boca Raton na Flórida. Durante sua estada nos Estados Unidos, Reylson promoveu um dos primeiros faixas-pretas americanos de jiu jitsu, Ken Gabrielson (1995).
Reylson Gracie decidiu retornar ao Rio de Janeiro em 2012, depois de muitos anos ensinando o estilo de defesa pessoal de sua família nos EUA. Em entrevista ao jornal “O Globo” da época, ele mencionou que não gostava do aspecto esportivo atual do jiu jitsu e pretendia restaurar a tradição das artes marciais de seu pai no país.
03/06/2020
A arte de ensinar
A história das artes marciais pode ser dividida em duas eras: antes do UFC e depois do UFC. Em 1993, ao criar o UFC e anunciar: “Não existem regras”, Rorion marcou a história das artes marciais de uma forma sem precedentes.
O evento chocou o mundo ao apresentar dois homens numa arena parecida com uma jaula, sem luvas, sem limite de tempo e com liberdade para bater um no outro sem restrições. Talvez mais chocante ainda do que o cenário e as regras do
combate tenha sido a comprovação da superioridade do nosso sistema, que permite ao homem fraco derrotar o mais forte. Com essa metodologia, qualquer Davi derrotaria um Golias.
Uma vez que existem muito mais Davis do que Golias pelo mundo, nada mais natural do que a situação desencadeada: quem deparava com nosso sistema passava a querer aprendê-lo. A demanda começou a aumentar com o primeiro UFC
e nunca mais parou. É muito provável que alguma variação do método de luta que venho aperfeiçoando há quase oitenta anos seja praticada em uma academia de artes marciais na sua cidade.
A questão deixa de ser quem sabe ensinar e passa a ser quem sabe ensinar da maneira correta. Sempre digo que qualquer aluno meu, depois de 40 aulas, sabe executar as técnicas básicas. Mas executar as técnicas e saber ensiná-las são duas
coisas bem diferentes. Conhecer uma técnica não significa ser capaz de ensiná-la.
Bons atletas não são necessariamente bons treinadores. Raramente você irá encontrar um professor que conheça todas as variantes de um programa de defesa pessoal. Caso encontre, irá observar que ele falha em um dos aspectos mais
básicos e importantes que um bom instrutor deve dominar: o conhecimento de como executar uma agressão de forma realista. Se o instrutor não sabe imitar uma
situação de confronto real, o aluno nunca estará verdadeiramente preparado.
Outra conseqüência natural da popularidade do jiu-jítsu é o aumento do número de competições. Muitas vezes, quando um competidor torna-se faixa preta, automaticamente se considera um professor. Ao contrário de quem se forma em Medicina ou Direito, cursos em que o indivíduo precisa passar por um exame antes de começar a exercer a profissão, nas artes marciais não existe nenhuma organização controladora.
Quem estiver interessado em aprender jiu-jítsu corretamente não deve confundir o desempenho de um indivíduo em um torneio esportivo com sua habilidade como professor
26/05/2020
Kosen judô, o pai do jiu jitsu brasileiro.
O Kosen Judô se refere a uma série de regras de competição do Kodokan Judô com ênfase em técnicas de solo oaseokomi-waza (técnica de imobilização), kansetsu-waza (técnica de juntas) e shime-waza (técnicas de estrangulamento).
A escola Kosen começou suas próprias competições a partir de 1914, sendo basicamente as regras do Dai Nippon Butokukai e da Kodokan antes de serem mudadas. Nas artes marciais japonesas essas técnicas são conhecidas como ne-waza.
O Kosen Judô, acabou por florescer na região de Kyoto em 1940 e continua até hoje no mesmo formato.
Algumas pessoas chamam hoje o Kosen Judô de um estilo de Judô nascido do treino para as competições Kosen. Conhecendo a história, parece ser inadequado chamar o Kosen Judô de um estilo de Judô. O que há é o mesmo Judô sendo treinado com o mesmo conjunto de técnicas existentes, porém dando uma ênfase maior nas técnicas de ne-waza. No Japão, várias escolas até hoje mantém esse foco no Judô, e ainda existem competições que seguem as regras Kosen. Talvez seja possível chamar o Kosen de um estilo de Judô, mas não como um estilo diferente, mas apenas um estilo que dá enfase diferente nas mesmas técnicas existentes.
Muitas pessoas acreditam que o Judô é uma luta que possui apenas golpes de projeção. Essa falsa crença é alimentada pelo conhecimento popular do Judô esportivo, do Judô olímpico e mesmo as vezes disseminado por praticantes que pouco conhecem o Judô.
A verdade é que o Judô possui, além de golpes de projeção, técnicas de defesa pessoal (goshin jutsu), tecnicas de chute e soco (atemi-waza) e um vasto número de técnicas de chão (ne-waza).
As principais técnicas de luta no solo (ne-waza) foram introduzidas no Judô em 1890, quando um mestre da escola Fusen-Ryu desafiou os alunos da Kodokan e venceu praticamente todos os desafios. Jigoro Kano o chamou para compor a Kodokan, tendo assim absorvido as técnicas de solo de uma escola especialista nessa área.
Em 1914, Jigoro Kano realizou um torneio entre universidades e escolas do Japão, tendo como principal entidade organizadora a lm Universidade de Kyoto. Esse torneio ficou conhecido como Kosen Takai (Competição Interescolar). As regras dessa competição eram bastante simples: existia apenas o Ippon (a vitória) pelo golpe perfeito, imobilização ou submissão, e o empate. Essa regra ficou conhecida como a Regra Kosen.
Em torno de 1925, a fim de modificar os rumos do Judô, pois Jigoro Kano percebeu que estava ocorrendo um certo abandono das técnicas de projeção, a Kodokan modificou as regras competitivas, dando ênfase de 70% para o Tachi-Waza (técnicas em pé) e 30% para o ne-waza (técnicas no solo). Ao discutir as mudanças de regra com a Universidade de Kyoto, não houve acordo. Assim, as competições Kosen continuaram seguindo as regras originais, permanecendo até os dias de hoje, enquanto que as competições de Judô seguiram com as novas regras.
17/09/2019
Excelente treino de Gracie Jiu Jitsu com o grande mestre Rorion Gracie.
14/08/2019
https://www.youtube.com/watch?v=q067Zj_kh70
Relson Gracie Jiu-Jitsu Self Defense and Martial Arts Move Demonstration
Relson Gracie Jiu-Jitsu Self Defense and Martial Arts Move Demonstration In this video Relson Gracie and Phil Cardella demonstrates self defense moves that a...
13/08/2019
Um dos maiores presentes do jiujitsu é um corpo saudável.
É claro que o treinamento duro pode cobrar seu preço e todos nós temos que desacelerar à medida que envelhecemos. Isso nunca deve ser um motivo para desistir. Rener e Ryron Gracie notaram que especialmente depois que alguém atinge seus 40 anos, a cada 10 anos a diferença entre você e seu oponente constitui uma faixa de jiu jitsu.
Torna-se cada vez mais difícil treinar duro sem arriscar sofrer uma lesão que possa afetar a qualidade de sua vida. Então, o que uma pessoa com mentalidade competitiva deve fazer?
Esquecer seu ego e continuar rolando, foque na técnica e não se preocupe em ser finalizado.
Muitas pessoas simplesmente desistem quando ficam mais velhos, porque não conseguem mais finalizar adversários jovens e atléticos com facilidade. Ou porque alguém que eles acreditam que não poderiam finalizá-lo , o finalizam.
Ser finalizado não invalida sua habilidade ou o tempo de treinamento. Isso simplesmente indica uma mudança na forma como você se relaciona com a arte.
Nós, caras mais velhos, precisamos nos lembrar de deixar nossos egos na porta. Dizemos isso aos novos alunos, mas às vezes esquecemos de seguir a regra.
Foto - Grão-Mestre Carlos aproveitando a saúde que uma vida de jiujitsu lhe trouxe
13/08/2019
No treino, quando você “ bate “ não significa que você foi derrotado. É apenas um reconhecimento de que seu parceiro aplicou uma técnica bem o suficiente para o finalizar.
“ Bater ” é (ou deveria ser) uma parte normal do processo de treinamento em qualquer nível. Se você não “bater”, então você ou tem problemas não resolvidos com o seu ego ou então você está com muito medo de tentar algo novo.
isso não significa que você não deva tentar evitar e defender as tentativas de finalização do seu adversário. Pelo contrário, tente o seu melhor para não ser finalizado. No entanto, quando sua defesa falhar, basta bater e continuar treinando.
Foto - Grão-Mestres Carlson Gracie e Austregésilo De Athayde treinando