22/05/2025
Boa noite a todos.
Hoje não é só uma comemoração.
Hoje é um rito. Uma celebração de algo que nasceu do chão e se ergueu com passos, suor e fé.
Essa escola completa 18 anos. E como toda vida que atinge a maioridade, ela chega aqui carregando história.
História feita de ensaios silenciosos, de coreografias construídas entre erros e acertos, de aplausos que nem sempre vieram do público — mas sempre vieram de dentro.
Esse espaço que hoje vocês veem bonito, estruturado, seguro...
foi, um dia, apenas um sonho.
E como todo sonho real, ele custou trabalho.
Custou abrir mão de coisas, esperar por outras, resistir quando tudo parecia incerto.
Essa sede própria não caiu do céu — ela foi dançada com os pés no chão.
E se hoje eu estou aqui, diante de vocês, celebrando, é porque não fiz isso sozinha.
Porque uma escola de dança só se sustenta com gente que acredita.
Com pais que confiam. Com professores que se doam. Com alunos que trazem a alma nos pés.
E com cada pessoa que, de alguma forma, passou por aqui e deixou um passo, um gesto, uma presença.
Durante a pandemia, as portas se fecharam.
Mas não foi o fim.
Foi um compasso de espera.
Porque a dança pode até parar no corpo — mas ela nunca para no coração.
E por isso, quando voltamos, voltamos com mais verdade.
Mais vontade.
Mais consciência de que isso aqui não é só técnica. É missão. É amor. É caminho.
Quero agradecer a todos vocês que fazem parte desses 18 anos.
Vocês que estiveram desde o começo...
Vocês que chegaram agora...
E vocês que talvez nem saibam o quanto são parte dessa história.
Essa escola é meu trabalho. Mas é também meu altar.
É aqui que minha vocação encontra forma.
E é aqui que eu sigo — com o corpo cansado às vezes, mas com o coração sempre firme.
Obrigada. Obrigada por fazerem parte.
Que venham mais 18, e mais 18 depois disso...
Enquanto houver corpo, alma e fé — haverá dança.
Boa noite.
07/05/2024
10/09/2023