No Pedal

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Pedalar em defesa da Selva Amazônica! Da água, dos pássaros e animais!

01/03/2026
Photos from No Pedal's post 27/02/2026

Meus Pêsames

No Brasil, pedalar é um ato de coragem.
Quase todos os dias, um ciclista morre.
Muitos são vítimas de motoristas embriagados.
Outros são atingidos pela pressa, pela imprudência, pelo desrespeito.
E quando a vida se vai, começa a segunda violência:
a tentativa de culpar quem morreu.
Dizem que estava no lugar errado.
Que atrapalhava o trânsito.
Que não deveria estar ali.
Mas ali também é o nosso lugar.
A rua é pública. Os logradouros devem ser compartilhados.
O direito de ir e vir não tem motor. Nem buzinas!
Meus pêsames às famílias que recebem a notícia que ninguém deveria receber.
Meus pêsames a um país que transforma imprudência em estatística
e estatística em rotina.
Pedalar não é capricho.
É transporte.
É trabalho.
É sustento.
É saúde.
É escolha consciente.
Contribuímos para aliviar o trânsito caótico das cidades.
Cada bicicleta na rua não é obstáculo.
É menos um carro no congestionamento.
É menos fumaça no ar.
É mais responsabilidade com o planeta.
O que mata não é a bicicleta.
É o álcool ao volante.
É a impunidade.
É a cultura que coloca o motor acima da vida.
Não queremos privilégio.
Queremos respeito.
Queremos voltar para casa.
Queremos que lembrem que a bicicleta contribui para descarbonizar o planeta!

Paulo Pecê

Photos from No Pedal's post 19/02/2026
15/02/2026

É carnaval: é bloco, banda, frevo, axé, trio elétrico, pagode… É samba!
E eu aproveitei para colocar o meu samba na rua — do meu jeito!
Depois que o samba deixou a senzala, subiu o morro e ganhou o asfalto, conquistou o mundo — e hoje encanta a Marquês de Sapucaí, no Rio de Janeiro, o Brasil e o além-mar!
Quem é do samba sabe: samba é mestre-sala, é porta-bandeira, é alegoria, confete e serpentina.
Samba é raiz, batuque, reza, oração!
Samba, como canta João Nogueira, é o poder da criação!
É tradição que pulsa no peito.
Samba é alegria — e nunca disfarce.
Samba é meu estado de espírito, minha pressão arterial!
E ele toca onde eu estiver: na rua, na chuva, numa casinha de paxiúba ou de sapê… ou aqui, no Boteco Rodapé, com os amigos bambas!
Afinal, o samba nunca morre!

Paulo Pecê

07/02/2026

Um agradecimento especial aos mais novos superfãs! 💎 Cesar Sousa

Deixe um comentário para dar a eles as boas-vindas à nossa comunidade,

04/02/2026

Macapá é única. Marco Zero do mundo, banhada pelo Amazonas, nasceu olhando para o rio e para o céu dividido pela linha do Equador. 268 anos não é pouca coisa. É história, é resistência amazônica, é povo forte e hospitaleiro.

Festa é importante, sim. Cultura movimenta a cidade, gera renda, dá alegria, valoriza artistas. O problema não é celebrar. O problema é celebrar sem cuidar.

Não adianta palco iluminado se a rua está esburacada.

Não adianta som alto se o rio pede socorro.

Não adianta fogos no céu se falta árvore na calçada.

O que mais dói é o Amazonas coberto de plástico, e a orla da cidade poluída, abarrotada de plástico e outros itens poluidores enchendo o Rio! A nossa identidade. Ele não é cenário de festa: é fonte de vida, história, alimento e memória. Quando as margens viram depósito de PET e copo descartável, a comemoração perde sentido.

Talvez a pergunta que não cala seja:

Que cidade queremos quando o palco desmontar?

Uma Macapá que brilha só nos dias de show?

Ou uma cidade que brilha todo dia, com ruas limpas, arborização, cuidado com o rio e respeito ao espaço público?

Celebrar 268 anos poderia ser também:

mutirão de limpeza nas orlas,

plantio coletivo de árvores,

campanhas de redução de plástico,

educação ambiental nas escolas,

incentivo a eventos sustentáveis.

Festa e responsabilidade ambiental não são opostas. Podem — e deveriam — caminhar juntas.

Macapá merece parabéns.

Mas merece, sobretudo, uma super dose de educação ambiental.

04/02/2026

Com Eduardo Moreira – Acabei de receber o status de superfã! 🎉

02/02/2026

70 — A ARTE DE CONTINUAR 🎂🚲
​Por Paulo Pecê
​A vitrola é minha — e eu não permito que troquem o vinil de Paulinho da Viola, trilha sonora que toca minhas palavras.
​“E a vida continua, esse é um dito que todo mundo proclama (...).”
​Pois é: com orgulho, sou 70!
Setenta nas pernas, na cabeça, no coração — e, vá lá, nas dobradiças que às vezes rangem, avisando que o lubrificante venceu! Mas eu não ligo. A vida é movimento.
​E eu me mexo — às vezes andando, outras pedalando — para que as juntas não parem com defeito nas curvas, nem levem multas por velocidade extemporânea.
​Setenta é tão mágico que cheguei sem esquecer nada: nenhuma pessoa, nenhum familiar, nenhum parente ou amigo. Tudo foi tão magistral que não deixei para trás as lições dos lugares onde bati ponto, dos livros que me ensinaram, nem dos caminhos que me moldaram.
​Tudo somou, contribuiu, fez de mim um ser múltiplo, plural — e me ensinou que a vida vale tanto quanto um pássaro em voo, planando entre os dois mundos que aprendemos a conhecer.
​Posso gritar, a plenos pulmões: “Fui, vi e venci!”
​Sim — venci, ganhei, chorei, sorri, perdi, amei, sofri. Mas o verbo não mora no passado: quem ama, segue amando — a vida, os amigos, a mulher, a mãe, o pai, os filhos. Um depende do outro. E vice-versa.
​São 70 anos colecionando memórias. De tanto tropeçar nas pedras do caminho, já dei uma volta ao mundo — com histórias tatuadas na pele, na alma e no osso duro de roer que eu sou.
​“Faria tudo do mesmo jeito?”
Faria.
​Porque escolhi o caminho mais longo, o que tinha mais subida, o mais difícil de chegar — sem atalhos, óbvio! Se fosse possível corrigir o vento e o tempo, eu trocaria a vela que levou para longe de mim os três que eu trouxe para habitar comigo.
​Mas, para que a justiça prevaleça, hoje eu pago — com juros — o prejuízo que dei aos meus pais, ao deixar o ninho antes mesmo do primeiro tempo da adolescência. Talvez por isso mesmo eu tenha aprendido, na marra e na raça, que “o pau que bate em Chico, bate também em Francisco.”
​E assim, sim: assim a vida continua. Porque, no fim das contas:
​“o que passou foi embora, e o que vem não se sabe (…)”.

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