31/01/2022
GQ Gestão e Qualidade - Consultoria Empresarial
GESTÃO E QUALIDADE. Revelamos a melhor estratégia para sua empresa. Consultoria empresarial e banco e currículos
31/01/2022
04/10/2019
São os clientes que decidem, quem lucra e quem sofre prejuízo.
29/08/2019
Reunião de implantação do SGI, NBR ISO 9000, 14000, 45000. Polo industrial Parauapebas PA.
13/08/2019
As dez leis fundamentais da economia.
Sociedades que as respeitam e não tentam revogá-las enriquecem.
Em meio a tantas falácias econômicas sendo repetidas de maneira aparentemente incessante pela mídia e pelos comentaristas, a função do economista intelectualmente honesto é desfazer essa cortina de fumaça para o público e reafirmar algumas das mais básicas leis da economia.
1. Para consumir é necessário antes produzir
A produção necessariamente vem antes do consumo. Para consumir algo, esse algo deve antes existir. É impossível consumir algo que ainda não foi criado.
Embora essa seja uma constatação lógica e óbvia, ela é recorrentemente ignorada. A ideia de que o governo deve estimular o consumo da população para que isso então impulsione a produção e toda a economia é predominante na mídia e nos meios acadêmicos. Trata-se de uma perfeita inversão de causa e consequência.
Bens de consumo não simplesmente caem do céu. Bens de consumo são o resultado final de uma longa cadeia que envolve vários processos de produção interligados. Essa cadeia é chamada de "estrutura de produção".
Mesmo a produção de um item aparentemente simples, como um lápis ou um sanduíche, requer uma intrincada rede de processos produtivos que levam tempo para ser concluídos e que envolvem vários países e continentes.
Estimular o consumo, por definição, não pode gerar crescimento econômico.
2. O consumo é o objetivo final da produção
As pessoas produzem aquilo que outras pessoas querem consumir. Não faz sentido econômico produzir algo que ninguém irá consumir.
Por isso, o consumo é o objetivo de toda a atividade econômica. E a produção é o seu meio.
Defensores de políticas governamentais voltadas a "criar empregos" violam esta óbvia ideia. Programas voltados para a criação artificial de empregos transformam a produção no objetivo final, e não o consumo dessa produção. Criar empregos artificialmente significa estimular a produção de algo que não está sendo demandado voluntariamente pelos consumidores.
São os consumidores que atribuem valor aos bens de consumo final. Ao atribuírem valor aos bens de consumo, eles indiretamente também atribuem valor aos fatores de produção (mão-de-obra e maquinário) utilizados no processo de produção destes bens de consumo.
São os consumidores, portanto, que determinam o valor da mão-de-obra, da matéria-prima e de todos os maquinários e equipamentos utilizados em todos os processos de produção.
Ignorar as reais demandas do consumidor e querer criar empregos artificiais e processos de produção que não estão em linha com os desejos do consumidor é uma medida que tenta revogar toda essa realidade. Tal medida é economicamente destrutiva, pois imobiliza mão-de-obra e recursos escassos em atividades que não estão sendo demandadas pela população. Isso significa destruição de capital e de riqueza.
3. Nada é realmente gratuito; tudo tem custos
Não existe almoço grátis. Receber algo aparentemente gratuito significa apenas que há outra pessoa pagando por tudo.
Por trás de cada universidade pública, de serviços de saúde "gratuitos", de bolsas estudantis e de toda e qualquer forma de assistencialismo jaz o dinheiro de impostos de pessoas que trabalham e produzem.
Embora os pagadores de impostos saibam que é o governo quem confisca parte de sua renda, eles não sabem para quem ou para onde vai esse dinheiro. E embora os recebedores desse dinheiro e dos serviços custeados por esse dinheiro saibam que é o governo quem está por trás de tudo, eles não sabem de quem o governo tomou esse dinheiro.
4. O valor das coisas é subjetivo
A maneira como cada indivíduo atribui valor a um bem é subjetiva, e varia de acordo com a situação e com os gostos deste indivíduo. Um mesmo bem físico possui diferentes valores para diferentes pessoas.
A utilidade de cada bem é subjetiva, individual, situacional e marginal. Por isso, não pode haver algo como "consumo coletivo". Mesmo a temperatura de uma sala traz sensações distintas para cada pessoa ali presente. A mesma partida de futebol possui diferentes valores subjetivos para espectador, como é facilmente perceptível no momento que um dos times faz um gol.
5. É a produtividade o que determina os salários
A produção de um indivíduo durante um determinado período de tempo determina o quanto ele pode ganhar durante esse período de tempo.
Quanto mais esse indivíduo produzir um bem ou serviço voluntariamente demandado pelos consumidores em um determinado intervalo de tempo, maior poderá ser a sua remuneração.
Em um mercado de trabalho genuinamente livre, empresas contratarão mão-de-obra adicional sempre que a produtividade marginal de cada um desses trabalhadores for maior que o seu salário (custo). Em outras palavras, sempre que um trabalhador adicional for capaz de gerar mais receitas do que despesas, ele será contratado.
A concorrência entre as empresas irá elevar os salários até o ponto em que ele se equiparar à produtividade.
O poder dos sindicatos pode alterar a distribuição dos salários entre os diferentes grupos de trabalhadores, mas não pode elevar o valor total dos salários de todos esses trabalhadores. Estes dependem inteiramente da produtividade.
E o que aumenta a produtividade da mão-de-obra? Poupança, investimentos e acumulação de capital. Sem poupança não há investimento. E sem investimento não há acumulação de capital. Sem acumulação de capital não há maior produtividade. E sem mais produtividade não há aumento da renda.
6. Gastos representam, ao mesmo tempo, renda para uns e custo para outros
Keynesianos dizem que todo gasto gera renda. Eles apenas se esquecem de que todo gasto é também um custo. O gasto é um custo para o comprador e uma renda para o vendedor. A renda é igual ao custo.
O mecanismo do multiplicador de renda keynesiano diz que, quanto mais se gasta, mais se enriquece. Quanto mais todos gastam, mais ricos todos ficam. Tal lógica obviamente ignora os custos. O multiplicador fiscal, por definição, implica que os custos aumentam junto com a renda. Se a renda se multiplica, os custos também se multiplicam. O modelo do multiplicador keynesiano ignora esse efeito do custo.
Graves erros de política econômica ocorrem quando as políticas governamentais contabilizam os gastos públicos apenas pela ótica da renda, ignorando completamente o efeito dos custos.
Gastos, portanto, são custos. O multiplicador da renda implica a multiplicação dos custos.
7. Dinheiro não é riqueza
O valor do dinheiro consiste em seu poder de compra. O dinheiro serve como um instrumento para se efetuar trocas. Quanto maior o poder de compra do dinheiro, maior sua capacidade de efetuar trocas.
Mas o dinheiro, por si só, não é riqueza. É apenas um meio de troca. Riqueza é abundância de bens e serviços e bem-estar. A riqueza de um indivíduo está, portanto, em sua capacidade de ter acesso aos bens e serviços que ele deseja
O governo criar mais dinheiro não significa criar mais riqueza. Uma nação não pode aumentar sua riqueza ao aumentar a quantidade de dinheiro existente.
Robinson Crusoé não estaria um centavo mais rico caso encontrasse uma mina de ouro ou uma valise repleta de dinheiro em sua ilha isolada.
8. O trabalho, por si só, não cria valor
O trabalho, quando combinado com outros fatores de produção (matéria-prima, ferramentas e infraestrutura), cria produtos. Mas o valor desses produtos depende do quanto ele é útil para o consumidor.
A utilidade desse produto depende da valoração subjetiva feita por cada indivíduo (ver item 4). Por isso, criar empregos apenas para que haja mais empregos é algo economicamente insensato (ver item 2).
O que realmente importa é a criação de valor, e não o quão duro um indivíduo trabalha. Para ser útil, um produto ou serviço tem de gerar benefícios ao consumidor. O valor de um bem ou serviço não está diretamente ligado ao esforço necessário para produzi-lo.
Um homem pode gastar centenas de horas fazendo sorvetes de lama ou cavando buracos, mas se ninguém atribuir qualquer serventia a estes sorvetes de lama ou a estes buracos — e, portanto, não os valorizar o suficiente para pagar alguma coisa por eles —, tais produtos não terão nenhum valor, não obstante as centenas de horas gastas em sua fabricação.
9. O lucro é o bônus do empreendedor bem-sucedido
No capitalismo de livre concorrência, o lucro econômico é o bônus extra que uma empresa ganha por ter sabido alocar corretamente recursos escassos e ter sabido satisfazer as demandas dos consumidores.
Em uma economia estacionária, na qual não ocorre nenhuma mudança, não haveria nem lucros nem prejuízos, e todas as empresas teriam a mesma taxa de retorno. Já em uma economia dinâmica e crescente, ocorrem mudanças diariamente nos desejos dos consumidores. E aqueles mais capazes de antecipar essas mudanças nos desejos dos consumidores e que souberem como direcionar recursos escassos — mão-de-obra, matéria-prima e bens de capital — para satisfazer esses consumidores irão colher os lucros econômicos.
Empreendedores capazes de antecipar as demandas futuras dos consumidores irão auferir as maiores taxas de lucro e irão crescer. Empreendedores que não tiverem essa capacidade de antecipar os desejos dos consumidores irão encolher até finalmente serem expulsos do mercado.
10. Todas as verdadeiras leis econômicas são puramente lógicas
As leis econômicas são aprioristas, o que significa que elas não precisam ser previamente verificadas e nem podem ser empiricamente falsificadas.
Ninguém pode falsificar tais leis empiricamente porque elas são verdadeiras em si mesmas. Como tal, as leis fundamentais da economia não requerem verificação empírica. Referências a fatos empíricos servem meramente como exemplos ilustrativos; elas não representam uma declaração de princípios.
É possível ignorar e violar as leis fundamentais da economia, mas não é possível alterá-las. Sociedades que entenderem e respeitarem essas 10 leis econômicas — sem tentar revogá-las — irão prosperar.
13/08/2019
Ensinando o básico da ciência econômica para suas crianças.
Com estes ensinamentos, elas serão autônomas e não serão um fardo para terceiros.
Educa a criança no caminho em que deve andar; e até quando envelhecer não se desviará dele. Provérbios 22:6
Como criar métodos para iniciar os jovens no ensino da ciência econômica? Isso é de suma importância, pois, afinal, a próxima geração é a que conta.
Tentar ensinar economia para adultos já é difícil o bastante, dado que é um tanto raro encontrar adultos que tenham genuíno interesse ou aptidão para o assunto. No máximo, há adultos com inclinações partidárias e ideológicas, mas não com genuíno interesse pela ciência econômica.
Será que existe alguma maneira de apresentar ideias tão complexas a crianças, de modo que elas se sintam compelidas a ter um comportamento social condizente com o livre mercado? Talvez. Mas antes vamos refletir sobre nossa matéria-prima: as crianças a quem ensinaríamos.
Há aquelas pessoas que afirmam que cada bebê inicia a vida como um pequeno selvagem; que ele está dotado, entre outras coisas, de órgãos e músculos sobre os quais não tem controle, com um instinto de autopreservação, com emoções e impulsos agressivos como a raiva, o medo, e o amor, sobre os quais ele tampouco possui qualquer controle, e que durante o processo do crescimento é normal para uma criança se sujar, brigar, responder, desobedecer, se esquivar. "Toda criança deve crescer e ao mesmo tempo se livrar do comportamento delinquente". Assim é o argumento.
De minha parte, não me sinto confortável com essa visão freudiana da gênese da raça humana. Preferiria muito mais pensar em uma criança como um broto de planta, com todo o potencial para a beleza e a felicidade que um organismo em crescimento prenuncia. É claro que em cada caso específico, do ponto de vista de um adulto, poderá haver uma aparente desorganização, uma falta de coordenação, e uma desarmonia. Mesmo que seja assim, o potencial para a beleza e a harmonia está lá.
Seja a criança considerada um bárbaro selvagem ou uma beldade em germinação, o desafio está em fazê-la sair de um estado de ignorância quanto às suas relações com os outros, e ascender para um estado de harmonia com as leis universais que governam a condição humana. A criança é uma extensão da responsabilidade dos pais, e essa responsabilidade inclui colocá-la na direção de um sólido entendimento econômico. Eis algumas possibilidades:
Se derrubar algo, pegue.
Isso é fácil de ser ensinado, especialmente para os pais que seguem essa máxima eles próprios. Trata-se de um treinamento básico sobre assumir a responsabilidade pelos próprios atos — ou seja, não prejudicar terceiros com o próprio comportamento.
Uma criança que adota esse comportamento desde cedo está dando seus primeiros passos em direção ao autocontrole. E, caso esse comportamento se torne um hábito, ela provavelmente irá, ao atingir a maturidade, recorrer a si mesma, e não aos outros, para se resgatar a si própria de dificuldades econômicas criadas por seus próprios erros.
Muito provavelmente, ela não será um fardo para a sociedade.
O indivíduo que possui um genuíno domínio sobre seu autocontrole tende a desenvolver uma capacidade rara e valiosa: a habilidade de determinar as próprias ações. Uma pessoa assim não se sentirá tentada a mudar bovinamente de posição apenas para ser mais um no meio da massa. Ela não cederá por conta de pressões, de opiniões volúveis, de sabedorias populares etc. Ela irá se tornar seu próprio mestre.
Pegar o que você deixou cair ajuda a organizar sua mente. Ao se transformar em algo instintivo, torna-se um hábito jubiloso, levando você eventualmente a pegar coisas que outros deixaram cair. Projetado na vida adulta, isso mostra uma atitude caridosa, no sentido judaico-cristão: o dever moral de uma pessoa para com os menos afortunados.
Se abrir uma porta, feche-a.
Esta é uma sequência da lição anterior; trata-se meramente de uma prática que confirma a sabedoria de se completar cada transação em sua vida.
Um inevitável dualismo divide a natureza, de maneira que cada coisa é uma metade, supondo alguma outra coisa que a complete; espírito e matéria, homem e mulher, subjetivo e objetivo, dentro e fora, em cima e embaixo, movimento e repouso, sim e não.[1]
Para ensinar crianças eu acrescentaria isso: derrubar, apanhar; abrir, fechar; e outras.
Se fizer uma promessa, mantenha-a.
Não há melhor aliado para o caos social do que promessas não cumpridas.
Crianças que não tenham sido educadas para manter a palavra dada serão autoras de tratados feitos para não serem seguidos; elas concorrerão a cargos políticos ou executivos fazendo falsas promessas, cancelarão contratos, e utilizarão meios políticos para expropriar propriedade alheia; elas venderão suas almas em troca de fama, fortuna e poder.
Elas não apenas fracassarão em serem honestas com seus companheiros, como também não darão atenção nem mesmo às ordens de suas próprias consciências.
Por outro lado, crianças educadas a manterem suas promessas não fugirão de suas obrigações, chova ou faça sol. A integridade será a sua marca de distinção.
O que quer que você tenha pegado emprestado, devolva.
Essa é uma extensão da lição sobre manter a promessa.
A adesão a esses conselhos desenvolve o respeito pela propriedade privada, que é uma premissa fundamental para a doutrina econômica sólida.
Nenhuma pessoa criada dessa forma pensaria em construir seu ninho à custa dos ninhos de outros. Estatistas adeptos do assistencialismo e entusiastas do planejamento centralizado não surgem se houver esse tipo de treinamento.
É verdade que um socialista pode honrar uma dívida contraída em seu próprio nome, mas o fato é que ele desconsiderará qualquer endividamento feito em nome "do povo" ou do bem comum. Ele não foi educado para entender que o princípio da compensação se aplica a todo e qualquer caso.
Jogue o "jogo do obrigado".
Essa lição levará um pai brilhante e uma criança esperta a qualquer lugar.
É possível enunciar a ideia, mas não há como ensiná-la. Uma vez compreendida, a ideia é bastante simples, embora tão evasiva que, apesar dos 33.000 anos passados desde o homem de Cro-Magnon, ela só foi descoberta há pouco mais de um século: o valor de um bem ou serviço não é determinado objetivamente pelo custo de produção, mas sim subjetivamente pelo que outras pessoas estão dispostas voluntariamente a dar em troca deste bem ou serviço.
Não há conceito mais importante do que esse na ciência econômica: o livre mercado não tem outra origem econômica que não esta teoria de valor subjetivo ou de utilidade marginal. Com efeito, ela é mais precisamente definida como a teoria do valor-mercado.
Exemplo: quando uma mãe troca R$ 1,00 por um kg de arroz, ela valoriza mais o arroz do que o R$ 1,00 e o vendedor dá mais valor ao R$ 1,00 do que ao quilo de arroz. Se a mãe valorizasse mais o R$ 1,00 do que o arroz, ela não faria a troca. Se o vendedor valorizasse mais o arroz do que o R$ 1,00, ele não faria a troca. Os valores do arroz e do R$ 1,00 (excluindo qualquer outra consideração) são determinados por duas opiniões subjetivas.
A quantidade de trabalho empregada (custo) na obtenção do R$ 1,00 ou na aquisição do arroz não tem nenhuma relação com o valor do R$ 1,00 ou do arroz.
Repetindo: o valor de qualquer bem ou serviço é determinado pelo que será dado por ele em uma troca voluntária, e nunca forçada ou involuntária.[2] Quando o R$ 1,00 é trocado pelo arroz, o vendedor conclui a transação dizendo "Obrigado", já que em sua opinião ele teve um ganho. Esse é o mesmo motivo pelo qual a mãe diz "Obrigada", já que ela também obteve um ganho, na sua própria opinião. Não seria nada impróprio descrever isso como o "estilo grato da vida econômica".
Esse conceito de valor, é bom lembrar, tem sido praticado pelo homem comum milênios antes de os teóricos econômicos o identificarem como o meio mais eficaz de se avançar mutuamente no bem-estar econômico. E, justamente por isso, a criança pode ser ensinada a praticá-lo antes mesmo de ela ter condições de entender o básico da teoria.
Ao trocar brinquedos ou bolinhas de gude ou figurinhas ou o que quer seja entre si, crianças podem perfeitamente jogar o "jogo do obrigado". Elas podem ser ensinadas a expressar o mesmo "obrigado" que esperam receber de seus amigos. Se isso não ocorrer é porque houve algo de errado com a troca. Por outro lado, quando ao final da transação dizem "obrigado", é porque todos saíram ganhando.
Obtenha essa atitude de um menino ou de uma menina e você terá plantado a semente do pensamento econômico sólido.
Não faça a um amigo o que você não gostaria que ele fizesse a você.
A filosofia moral é o estudo e a investigação sobre o certo e o errado. Já a ciência econômica é um ramo dessa disciplina: o estudo do certo e do errado em assuntos econômicos.
Sendo assim, o livre mercado é simplesmente a aplicação da filosofia moral à ciência econômica — a economia de livre mercado, portanto, depende da prática da Regra de Ouro (a ética da reciprocidade).
É duvidoso que a Regra de Ouro possa ser descrita e ensinada de modo a ser completamente apreendida antes da adolescência. Sua apreensão requer uma natureza moral, faculdade raramente adquirida antes da juventude — e, em alguns casos, nunca.
Mas o esforço para se ensinar a Regra de Ouro a meninas e meninos irá resultar, no mínimo, em uma melhor observação dessa regra por parte dos pais. Crianças — altamente impressionáveis — são guiadas muito mais pela conduta dos pais do que por suas reprimendas; elas são guiadas muito mais pela observação de exemplos do que pelo mero ensino verbal.
Assim, a tentativa de se ensinar esse princípio fundamental de moralidade e justiça, resultando em um comportamento altamente exemplar, pode levar a criança primeiro à imitação, e depois à observância e à prática rotineiras.
Ambos os genitores são os responsáveis pelas gerações vindouras, e são também eles os responsáveis por escolher os tipos de pessoas que ajudarão a educar e a ensinar seus filhos.
O desenvolvimento consiste na eliminação das privações de liberdade que limitam as escolhas e as oportunidades das pessoas de exercer ponderadamente sua condição de agente. A eliminação de privações de liberdades substanciais [...] é constitutiva do desenvolvimento (SEN, 2000, p. 10).
"Amartya Sen"
A pergunta de Um milhão, quem faz as privações dos agentes e trava o processo de desenvolvimento?
16/05/2019
Chegou a competição dos bancos
Finalmente as regras abriram um pouco e temos competição no setor de crédito, e competição de verdade. Atropelando bancos, chegando onde agências não chegam e permitindo que você consiga ganhar dinheiro sendo um credor.
Para saber como ganhar dinheiro como um banco acessa aí: https://youtu.be/0ojvp3DOaMY
A Mutual é uma espécie de Uber de crédito, conectando quem quer emprestar com quem quer tomar emprestado, fazendo todo o contrato e processo necessário. Só a cobrança que ficaria por sua conta, mas ainda assim a taxa de calote é bem baixa.
Enquanto o governo vai e volta tentando dar um jeito estatal de resolver o problema do crédito, vai a iniciativa privada e prova que liberdade é melhor, resolvendo o problema em meses.
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