Nessa prancha, o desafio vai além de sustentar o corpo.
A cada transição do antebraço para a mão, a base muda e a carga se desloca de um lado para o outro, criando uma tendência de giro no tronco e na pelve.
Enquanto os braços produzem força para realizar a troca, o core precisa conter essa tendência e manter o corpo organizado.
Uma variação simples que transforma a prancha em um interessante trabalho de anti-rotação.
Luana Teixeira Personal Trainer
Treinamento Físico Funcional Personalizado.
Um movimento pode parecer simples até você observar tudo o que o corpo precisa organizar para executá-lo.
Mobilidade, equilíbrio e controle precisam trabalhar juntos para que diferentes partes do corpo respondam de forma coordenada.
Porque o corpo não utiliza capacidades de forma isolada. Ele precisa integrá-las para se mover.
No esporte, nem sempre as forças que atuam sobre o corpo favorecem a direção do movimento.
Por isso, além de produzir força, o corpo precisa conseguir se reorganizar, manter o controle e responder às diferentes demandas que surgem durante o movimento.
Nesse exercício, a resistência da polia cria justamente esse desafio: uma força externa precisa ser controlada enquanto o corpo se reorganiza e encontra uma nova direção.
Preparar o corpo também é desenvolver essa capacidade de resposta sem perder o controle.
💬 Seu treino costuma desafiar você dessa forma?
A potência não depende apenas de músculos fortes.
Ela depende da capacidade do corpo de transmitir força entre os diferentes segmentos.
Quando essa sequência acontece de forma coordenada: dos pés, passando pelo quadril e pelo tronco, até chegar ao braço, o movimento tende a ser mais eficiente.
É por isso que, na preparação física, não treinamos apenas músculos isolados. Buscamos desenvolver capacidades que permitam ao corpo trabalhar como um sistema integrado.
Esse é um dos motivos pelos quais exercícios como esse fazem sentido dentro de um programa de treinamento.
E o seu treino desenvolve essa integração ou apenas fortalece músculos isoladamente?
No esporte, manter o controle é tão importante quanto produzir força.
Em uma aterrissagem, mudança de direção ou desaceleração, o corpo precisa permanecer estável mesmo quando recebe forças externas.
É nesse momento que músculos como os adutores ajudam a estabilizar o quadril e a pelve, permitindo que o movimento continue com mais eficiência.
Exercícios como a Copenhagen Plank com perturbação não existem apenas para “fortalecer adutores”. Eles desenvolvem a capacidade de manter o controle quando o corpo é desafiado.
💬 Seu treino desenvolve esse tipo de controle ou apenas fortalece músculos?
Aprender um exercício é importante.
Mas, na preparação física, isso é apenas o começo.
Durante a imersão em Levantamento de Peso Olímpico, a principal reflexão não foi sobre executar um clean ou um sn**ch com perfeição.
Foi entender que o exercício, por si só, não é o objetivo.
O objetivo é desenvolver a capacidade que o atleta realmente precisa.
Potência, coordenação, produção rápida de força, estabilidade…
Tudo começa pela mesma pergunta:
“Qual adaptação eu quero gerar?”
A partir dessa resposta, a escolha do exercício deixa de ser aleatória e passa a ter propósito.
Foi um final de semana de muito aprendizado, troca de experiências e atualização profissional.
Obrigado ao professor Darlan Foster | Especialista em treinamento personalizado por compartilhar conhecimento com tanta clareza e aplicabilidade.
Correr, saltar e mudar de direção têm algo em comum: todos começam quando o pé toca o chão.
Se o tornozelo não cria uma base estável após o impacto, o restante do corpo precisa compensar.
É por isso que esse tipo de estímulo faz parte da preparação física de muitos esportes.
Treinar não é apenas fortalecer músculos. É desenvolver capacidades para responder melhor às demandas do esporte.
💬 Você já tinha pensado na estabilidade do tornozelo dessa forma?
Mudar de direção não depende apenas de velocidade.
Antes de acelerar para um novo lado, o corpo precisa ser capaz de absorver a força do movimento, controlar essa desaceleração e só então produzir força novamente.
É justamente nessa transição que muitos atletas amadores perdem tempo, eficiência e aumentam o risco de lesões.
Por isso, o treinamento não deve desenvolver apenas a capacidade de produzir força, mas também a de frear e redirecionar essa força com controle.
Esse é um dos princípios por trás dos exercícios que utilizo para desenvolver mudanças de direção mais eficientes.
Você já inclui exercícios como esse no seu treino? Conta aqui nos comentários. 👇
Um bom exercício não desafia apenas os músculos.
Ele desafia a forma como o seu corpo controla o movimento.
Já conhecia esse exercício ou foi a primeira vez que viu? 👇
Treinar unilateralmente não é apenas uma forma de “deixar o exercício mais difícil”.
Na prática, ele pode revelar diferenças que passam despercebidas quando usamos os dois lados ao mesmo tempo.
Muitas vezes, o lado dominante produz mais força, compensa limitações e acaba escondendo déficits de estabilidade, coordenação e controle do outro lado.
Quando treinamos uma perna por vez, cada membro precisa assumir sua responsabilidade.
E isso tem muito valor para quem quer se movimentar melhor, reduzir compensações e melhorar o desempenho em esportes.
Além disso, exercícios unilaterais desafiam capacidades fundamentais como:
• Controle motor;
• Coordenação;
• Estabilidade;
• Produção de força em apoio unilateral.
Isso não significa que eles sejam melhores do que os exercícios bilaterais.
Significa que cada um tem uma função diferente dentro do treinamento.
E você… sabe por que cada exercício faz parte do seu treino?
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