30/04/2017
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As grandes cidades brasileiras assistem há alguns anos a ascensão da bicicleta, um meio de transporte eficiente e sustentável, com usos dinâmicos que vão da mobilidade ao lazer, esporte e turismo.
Agora, os municípios do interior também estão se atentando para esse fenômeno cada vez mais visível. A Prefeitura de Presidente Prudente, já se preocupa com isso desde 2014, quando criou seu Plano de Mobilidade Urbana propondo a articulação de uma rede cicloviária de 83 km de obras.
Mais da metade desse empreendimento já está sendo executado, por meio de projeto ambicioso que prevê construção de 44 km de ciclovias, com investimento de mais de R$ 3,8 milhões, recursos do PAC 2, do Governo Federal.
Quem está usando bike?
Em Prudente, uma pesquisa por amostragem com 78 pessoas demonstra que quase metade delas (49,4%) não andam, enquanto 29,9% usam apenas esporadicamente. O principal uso é para lazer (30,3%) e atividade física (28,9%). A mobilidade só é o objetivo de 13,2% desses usuários.
A grande maioria (76,6%) toparia alugar a bike de outro, e 49,4% disponibilizariam sua própria para um terceiro. Quando é ofertado um seguro, esse percentual sobe para 61,8%.
E onde nós entramos?
O Be Cycle propõe um formato colaborativo do uso da bicicleta atendendo a um público que gostaria de fazer um passeio, mas que por algum motivo, está sem. A pesquisa local confirma que existe interesse de uma fatia da população nesses usos, especialmente em atividades esportivas ou de lazer.
A intenção é fazer uma ponte e viabilizar a interação entre quem está interessado em incentivar hábitos saudáveis e sustentáveis, com quem está buscando ter acesso à essas experiências.