Country Club de Jacarepaguá

Country Club de Jacarepaguá

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No inicio da década de 1960 na Praça Seca, surgiu a pretensão de fundar um clube social, independente e estabelecido em imóvel próprio. Saiba mais...

NASCIMENTO DO COUNTRY CLUBE

No inicio da década de 1960, a situação do Esporte Clube Parames não se definia, pois ninguém sabia ao certo se o terreno pertencia ao clube ou a família Parames. Surgiu, então, séria cisão interna, quando alguns associados iniciaram diretrizes para fundar um clube social, independente e estabelecido em imóvel próprio. 0 grupo procurou o leiloeiro Afonso Nunes em sua m

Photos 23/08/2016

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BOM DIA, QUERO FAZER UM CONVITE MUITO SÉRIO A TODOS MORADORES DA PRAÇA SECA E ADJACÊNCIAS, POIS TODOS NÓS SABEMOS QUE ESTÁ MUITO COMPLICADO A SEGURANÇA DO NOSSO BAIRRO, PORÉM TEREMOS A OPORTUNIDADE DE HOJE AS 19h, NA CASA DE FESTAS MANSÃO DAS ÁGUAS, A PRESENÇA DO CORONEL DO 9° BATALHÃO E O DELEGADO DA 28 DP PARA DIRETAMENTE OUVIR OS MORADORES DO BAIRRO PARA MELHORAR A SEGURANÇA DA PRAÇA SECA.
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16/04/2016

NASCIMENTO DO COUNTRY CLUBE

No inicio da década de 1960, a situação do Esporte Clube Parames não se definia, pois ninguém sabia ao certo se o terreno pertencia ao clube ou a família Parames. Surgiu, então, séria cisão interna, quando alguns associados iniciaram diretrizes para fundar um clube social, independente e estabelecido em imóvel próprio. 0 grupo procurou o leiloeiro Afonso Nunes em sua mansão na Rua Florianópolis e falou sobre a idéia. Combinou-se, então, que Afonso Nunes venderia o terreno da praça Seca por 13 milhões de cruzeiros. Esse dinheiro seria arrecadado em 300 títulos de sócios proprietários, e o próprio Afonso Nunes comprou o titulo número l. Assim, em 28 de março de 1963, era fundando o Country Clube de Jacarepaguá. Os dissidentes do Parames e fundadores do novo clube foram: Afonso Nunes Velasquez, Rizeiro Michel, José Gonçalves Portugal, Joaquim Cunha Júnior, Acácio Teixeira Costa, Éden Mantel, Júlio Barbosa da Silva, Leônidas Pereira Gomes, José Monteiro (o Zeca da Padaria Olga), Rubem Alvim, Alfredo Marques Leão, Francisco Lamboglia, Dílson de Morais Gonçalves, Hercílio Valente do Couto Santos, Valentim Barros, José Abrantes e Antônio da Silva.

PRIMEIRO PRESIDENTE DO COUNTRY CLUBE
O primeiro presidente do Country Clube de Jacarepaguá foi Rizeiro Michel, com Júlio Barbosa da Silva na vice-presidência. Na sua administração, vendeu rapidamente os 300 títulos iniciais e, assim, pagou a divida com o Afonso Nunes. No terreno, havia duas casas: uma nos fundos, que foi sede de certa corporação de guardas-noturnos; e a outra, numa das laterais, em que re-sidia o empregado do Afonso Nunes, o Ramalho, que continuou morando e trabalhando no clube. A casa dos fundos foi demolida, logo no inicio do clube. Na frente, construiu-se enorme barracão de madeira, que passou a ser a primeira sede do Country. Em 1968, na administração do Presidente Orlando Zózimo, o clube comprou parte do terreno do polonês (que muitas pessoas sempre pensaram que fosse alemão) Anatoly Polidsky, inclusive, a servidão ao lado da residência do Polidsky, na Rua Baronesa, que atualmente é a agência de automóveis Barauto (23). As obras do ginásio prolongaram-se por vários anos. A principio, para o carnaval de 1967, somente ficaram prontas a cobertura e o piso. Na presidência do Major Antônio Augusto Reis de Medeiros, de 1974 a 1982, edificou-se praticamente o atual ginásio. 0 Country Clube de Jacarepaguá já possuiu uma das melhores quadrilhas da roça do Estado, dirigida por Amauri Val da Silva Ribeiro, Maurith José de Morais e Henrique Mota Lima. Em 1967, o clube foi campeão absoluto do Torneio de Quadrilha da roça do Estado da Guanabara. Em 1968, vice-campeão.
Também nos anos de 1960, no dia 28 de agosto de 1964, foi criado o Clube 28 de Agosto, na Rua Barão, pertencente ao condomínio do conjunto dos Bancários. Atualmente, a antiga sede do clube está ocupada pela Legião Brasileira de Assistência, mas os moradores lutam, na justiça, para recuperá-la. 0 Planalto foi outra agremiação surgida na década de 1960. Era localizado no topo do Morro da Chacrinha, que é circundado pela Rua Cândido Benício e Estrada Comandante Luís Souto. 0 Planalto chegou a abrir pequena entrada até o pico do morro, onde foi levantado um barracão, com uma churrascaria. 0 clube, porém, morreu no nascedouro. Em 1974, a Associação dos Funcionários do Touring construiu, na Rua Guarapes número 97, quase esquina da Rua Quiririm, a sua sede campestre, no antigo sítio da Dona Nadir Figueiredo, que foi comprado pelo então presidente da Associação do Touring, Joel José Dir.

O carnaval da região da Praça Seca

Na década de 1930, o carnaval da região da Praça Seca era praticamente nas ruas. Mesmo quando surgiram os clubes sociais, a folia de rua continuou sendo o ponto alto, como, por exemplo, as batalhas de confetes da Rua Albano dos anos 1940, organizadas pelo Galdino José da Silva, com o apoio do comér-cio e moradores. A primeira escola de samba do bairro foi Corações Unidos, fundada em 1932 por Wenceslau, Catuca e Agenor, que simbolizavam os três corações unidos. 0 Agenor era esposo da Dona Dica (Domentila Calixto da Silva), irmã da Dona Tita, e foi em sua casa, perto da Estrada do Macaco (hoje Rua Quiririm), que aconteceu a fundação. Quando Agenor adoeceu, João Nepomuceno, o João Polícia, assumiu a direção da escola e transferiu a sede para a esquina da Rua Bruges, iniciando o tempo de Dodô, João Pingola, Augusto Metralha e João Português. Em 1955, os Corações Unidos e Paz e Amor de Bento Ribeiro venceram empatados o desfile do Grupo II, na Praça Onze. Naquele ano, o Império Serrano ganhou o Grupo I.
Outra escola de samba do carnaval antigo de Jacarepaguá foi o Vai Se Quiser, que surgiu de uma dissidência da Caravana Unida, um grande bloco da Rua Albano, na década de 1930, que era organizado pelo Sargento Carlinhos, a esposa Mariquinhas e o sambista Ari. 0 nome da nova escola de samba foi pelo fato dos líderes da cisão ao chamarem os outros componentes da Caravana Unida não os obrigavam a vir, o carnavalesco viria se quisesse. 0 Vai Se Quiser foi fundado em 1937 na casa do Deusdete José Santos, o Linda, na Rua Itapuca (atual Gastão Taveira). Outros fundadores foram: Isaú Russo, Mário Santos e Araripe Ferreira. A Dona Iaia (Aurora Jesuína da Conceição Santos), que faleceu em 10 de junho de 1984 aos 113 anos de idade, teve uma família completamente dedicada ao Vai Se Quiser. Ela foi mãe do Linda, dos dois Catraias, do Mário e da Clotilde (Induca). Esta era mãe de nove filhos, inclusive, do famoso compositor Catoni, que começou, ainda menino, no Vai Se Quiser.
Em 15 de novembro de 1956, surgiu o Grêmio Recreativo Esporte e Samba União de Jacarepaguá, resultado da fusão dos Corações Unidos e Vai Se Quiser. Aloísio Domingos da Cruz era o presidente dos Corações Unidos, e Júlio Pinto (o Pimenta), do Vai Se Quiser. Aloísio, que era casado com Dona Tita, foi aclamado presidente da nova escola de samba, e a primeira sede ficou sendo na residência do casal, na Rua Bruges número 62. Além da Rua Bruges, a União de Jacarepaguá ensaiou num terreno na Rua Cândido Benício quase esquina da Rua Capitão Menezes, onde hoje é o Supermercado Leão (24); no Esporte Clube Parames; no Clube 28 de Agosto; nos campos do Nova América e Rio - São Paulo; e, atualmente, na Estrada Intendente Magalhães número 445. 0 pessoal da União também se reúne, aos domingos, pela manhã, no Bar da Bebel, na Praça Seca (25).
Nos primeiros anos, a União de Jacarepaguá participou do carnaval do grupo I, com as grandes escolas de samba. Em 1963, com o enredo "Mestre Valentin", samba de Catoni, chegou empatada com a Portela no quarto lugar, quando o mestre-sala Elias Turcão e a porta-bandeira Ilma receberam nota 10. Muitos nomes famosos começaram no samba na União, por exemplo, Paulinho da Viola, Joaquim Casemiro da Silva (o famoso Calça Larga do Salgueiro), o mestre-sala Ari da Portela, o mestre André da Mocidade Independente (na época bateria da União era a melhor da cidade), o passista Jerônimo da Portela e Davi do pandeiro do Império Serrano.
Em 20 de janeiro de 1957, houve outra fusão no samba de Jacarepaguá: Império de Jacarepaguá, cujo presidente era Moacir Cláudio da Silva; e o Unidos do Marangá, dirigido por Sebastião Teles, o Didico, campeão de futebol em 1945 pelo Parames. 0 Império de Jacarepaguá foi fundado por Moacir Cláudio da Silva em 1953, e a sede era na Estrada Pau Ferro, no Pechincha.
0 Marangá, como seu homônimo do futebol, nasceu na casa da família da Dona Luiza Bebiana Guedes, na Rua Japurá, quando, em 1944, os seus filhos (Sebastião, João, Genésio e Nélson Teles) fundaram o bloco, que, em 1950, passou a ser escola de samba. Um grande expoente dos Unidos do Marangá foi Jair Fiuza, o Bilico. Na fusão de 1957, surgiu o atual Império do Marangá, cujo presidente foi Moacir Cláudio da Silva. A sede continuou sendo a mesma dos Unidos, na Rua Carlos Gross, quase esquina da Rua Dias Vieira. Em 1966, foi para a Cândido Benício com Capitão Menezes, no terreno do Quincas do Super-mercado Leão. A sede atual é na Rua Maricá (26). 0 Império do Marangá teve na sambista Tia Ilda e no dirigente Jacy Gonçalves das Neves os mais importantes personagens dos primeiros anos. Em 1986, Décio Marculino Teles (ex-jogador profissional do São Cristóvão) assumiu a presidência e melhorou o nível da escola. Seu excelente trabalho deu frutos, pois o Império do Marangá foi campeão do Grupo 4 no carnaval de 1986.

Reuniões do Projeto Ligação 18/03/2016
Andamento da Obra 18/03/2016
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