31/03/2014
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Presença constante nas festas juninas, a batata- doce conquistou mais espaço no cardápio ao se tornar a queridinha dos praticantes de musculação. Considerada o carboidrato ideal para atletas, supera os outros tubérculos em vários nutrientes: "Possui cinco vezes mais cálcio, o dobro de fibras e mais potássio que a batata-inglesa", informa a nutricionista Lara Natacci, da Dietnet Assessoria Nutricional, em São Paulo. Comparada à mandioca, ela também ganha em fibras e cálcio, assim como em proteína, fósforo e potássio. Resultado: estimula o intestino, auxilia no controle do diabetes e do colesterol e, mesmo sendo mais calórica do que a inglesa, a doce ajuda a emagrecer. Descubra o segredo.
Festival de cor e sabor
Um dos alimentos mais antigos da humanidade, a batata-doce inspirou um travalíngua. "O doce perguntou para o doce: qual é o doce mais doce que o doce de batatadoce?..." Cultivada em mais de 100 países, sobretudo na Ásia, o tubérculo é nativo das Américas. O navegador Cristóvão Colombo foi quem a levou para a Europa. No Brasil, há quatro variedades: batata-branca, angola ou terra-nova (tem polpa branca e é pouco adocicada), amarela e roxa, (com casca e polpa dessas cores, são as mais usadas para fazer doce) e avermelhada (casca parda e polpa amarela com veios roxos ou avermelhados) - batizada no Nordeste de coração magoado, é ótima para comer assada.
Nutriente notável
O grande responsável por esse alimento favorecer a dieta é o amido resistente. "Apesar de ser um carboidrato, ele se comporta como uma fibra insolúvel: resiste às enzimas do intestino delgado, que não conseguem digeri-lo, além de atrair as moléculas de gordura e de açúcar, fazendo com que sejam absorvidas mais devagar", diz a nutricionista. Por isso, o tubérculo apresenta um índice glicêmico (IG) baixo, menor que o da batata-inglesa. Esse índice mede a velocidade de entrada de glicose na circulação sanguínea após o consumo de um carboidrato. Alimentos com IG alto fazem disparar as taxas de açúcar no sangue. Então, o pâncreas precisa trabalhar dobrado, produzindo muita insulina, que é encarregada de levar o açúcar para dentro das células, mas, em excesso, estimula o organismo a estocar gordura. A batata-doce fornece energia de modo equilibrado, isto é, sem provocar picos de glicose e demanda excessiva de insulina, o que também auxilia na prevenção e tratamento de diabetes tipo 2, além de conferir maior sensação de saciedade. Você demora mais para sentir fome! De fato, uma pesquisa do College of Agriculture and Life Sciences dos Estados Unidos comprovou que, graças ao IG baixo, ela auxilia no emagrecimento
Coração e intestino protegidos
O amido resistente também derruba a fração nociva do colesterol, o LDL, e o triglicérides, contribuindo na prevenção de doenças cardiovasculares. Ao passar pelo intestino grosso, ele é fermentado pelas bactérias do bem (probióticas) e, com isso, ajuda a prevenir prisão de ventre, hemorroidas, doenças inflamatórias intestinais e câncer do cólon. A batata-doce oferece mais: "É um alimento rico em vitaminas e minerais", afirma Paula Castilho, nutricionista da Sabor Integral Consultoria Nutricional, em São Paulo. Ela carrega vitaminas A e do complexo B - a primeira é essencial para a saúde dos olhos e da pele, e as demais atuam em várias frentes, em especial no sistema nervoso. A batata-doce também oferece magnésio, ativador de várias enzimas. Já o cálcio é o principal integrante dos ossos; o fósforo traz disposição; e o potássio mantém a pressão arterial controlada. Ainda não acabou: betacaroteno (quanto mais escura a polpa, maior o teor), antocianina (disponível na variedade roxa) e vitaminas C e E. "Essas substâncias ajudam a prevenir câncer, além de combater o envelhecimento precoce das células em geral", ressalta Paula.
Faça bom proveito
O sabor adocicado combina bem com canela, mel, coco e noz-moscada. Por isso a batata-doce é usada na produção de doces com sabor de infância. Mas experimente empregá-la em pratos salgados, assada ou cozida. Ela pode substituir a batata- inglesa em preparações como sopa, bacalhoada, purê e até salada (confira as receitas sugeridas pela nutricionista Lara Natacci). De preferência, prepare com casca, a fim de preservar os nutrientes. Para ter acesso aos benefícios é preciso ingeri-la regularmente, se possível mais de uma vez por semana. Os atletas consomem com uma frequência maior: antes do treino diário, para que a energia dure mais tempo.
Pequenas mudanças, grandes resultados.
Coma menos, e mais vezes ao dia
Essa é a regra número 1 para quem quer perder peso e manter essa perda. Muitas pessoas acreditam que devem se alimentar somente 1 ou 2 vezes ao dia. Com esse jejum prolongado, a princípio poderá ocorrer, sim, uma rápida perda de peso. Mas isso fará com que o organismo, na tentativa de se defender contra a privação de alimentos, comece a “poupar” energia, armazenando o máximo que puder na forma de gordura localizada e desacelerando o metabolismo. Ocorre também uma grande perda de massa muscular, pois o corpo passa a utilizar as proteínas dos músculos como fonte de energia, diminuindo ainda mais o metabolismo. Resultado: o emagrecimento torna-se cada vez mais difícil, e as chances de recuperar o peso perdido são grandes. Portanto, o ideal é fazer de 5 a 6 pequenas refeições diárias, com um intervalo de aproximadamente 3 horas entre elas. Dica: Barras Nutricionais com baixo índice glicêmico e Barras Protéicas são opções práticas e deliciosas para lanchinhos entre as refeições.
Esqueça a balança de banheiro
Pesar-se diariamente pode se tornar uma obsessão e desestimulá-lo. Guie-se mais por como você se sente, como estão suas roupas e sua aparência. Os números dados pelo ponteiro da balança não são um indicativo de composição corporal, ou seja, da quantidade de gordura corporal e de massa magra. Somente um profissional qualificado poderá fazer uma avaliação mais profunda, utilizando equipamentos específicos como adipômetros e aparelhos de bioimpedância. Aí sim é possível comparar o antes e o depois e verificar se houve real perda de gordura corporal.
Esqueça a balança de banheiro
Pesar-se diariamente pode se tornar uma obsessão e desestimulá-lo. Guie-se mais por como você se sente, como estão suas roupas e sua aparência. Os números dados pelo ponteiro da balança não são um indicativo de composição corporal, ou seja, da quantidade de gordura corporal e de massa magra. Somente um profissional qualificado poderá fazer uma avaliação mais profunda, utilizando equipamentos específicos como adipômetros e aparelhos de bioimpedância. Aí sim é possível comparar o antes e o depois e verificar se houve real perda de gordura corporal.
Após o exercício, aguarde de 1 a 2 horas para se alimentar
A alimentação pós-treino, para quem quer emagrecer, deve ser feita de preferência entre 1 e 2 horas após o término do treino. Isso porque, nas 2 horas após o exercício, o metabolismo está bastante aumentado. Fazendo esse intervalo entre o treino e a alimentação, seu organismo irá utilizar suas reservas, mobilizando a gordura corporal para servir como fonte de energia.
Essas são recomendações generalizadas que podem ajudá-lo alcançar seus objetivos, mas para obter melhores resultados o ideal é procurar um profissional nutricionista, para um acompanhamento nutricional e elaboração de um plano alimentar personalizado.
Como deve ser a alimentação quando se tem por objetivo o emagrecimento?
AV: Para que haja o emagrecimento é necessário se atingir um déficit calórico, ou seja, o gasto energético deve ser maior que a quantidade de calorias ingerida. Para otimizar os resultados dos exercícios nesse processo é importante não haver consumo de alimentos ricos em açúcar antes dos exercícios físicos, preferir o consumo de frutas, barra de cereais light ou iogurte desnatado. Já durante os exercícios não deve haver consumo de alimentos, nem mesmo de isotônicos (por exemplo: Gatorade), apenas de água. Após os exercícios o ideal é consumir alimentos com baixo índice glicêmico (frutas, produtos lácteos desnatados), pois o gasto energético estará aumentado no pós-treino, devemos aproveitar esse momento para haver uma maior utilização da gordura corporal como fonte de energia. Se a pessoa consome um alimento com alto índice glicêmico, a glicose fornecida entrará na corrente sanguínea e será utilizada como fonte energética, atrapalhando a queima das “gordurinhas”.
Algumas dicas práticas para quem quer emagrecer são:
• Faça pelo menos 6 refeições por dia (café da manhã, lanche da manhã, almoço, lanche da tarde, jantar e ceia), com intervalos inferiores a 3 horas entre refeições;
• Nos lanches, dê preferência ao consumo de frutas;
• Evite consumo de doces, sorvetes, refrigerantes, alimentos açucarados e guloseimas;
• Evite alimentos gordurosos, como frituras, carnes gordas, salgadinhos de pacote e outros;
• Reduza o uso de óleo nas preparações;
• Dê preferência a carnes magras e retire toda a gordura aparente dessas antes do preparo, no caso de aves retire a pele antes da cocção;
• Consuma de 6 a 8 copos de água por dia (aproximadamente 2 litros);
• Pratique pelo menos 30 minutos de atividade física diariamente.
17/05/2012
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