01/10/2026
O FLUMINENSE QUE EU VIVI
A diferença entre torcer por um clube e pertencer a ele 1/2 (por Tarciso Tertuliano Paixão)
O futebol de Mato Grosso do Sul, foi exilado da elite do esporte no ano de 1986. Na época, eu estava com apenas 7 anos de idade.
Não havia ainda, escolhido um time para me incluir na lista de torcedores. Tendo apenas o curto acesso das transmissões de TV nos sábados ou domingos a tarde, pouco sabia sobre os Clubes de expressão do futebol nacional.
Foi somente no distante ano de 1995, que acabei tendo minha atenção voltada para o Fluminense. Não pense que foi por causa do título com o gol de barriga no Flamengo. Mas sim, pela semifinal do Brasileirão disputada contra o Santos. Aquele time merecia ter sido campeão. E isso nunca me saiu da cabeça.
Mas então, vieram os anos de 1996 a 1999, escolher o Flu não pareceu ser tão racional. Se alguém procurasse títulos, alegria ou motivos para acreditar, talvez procurasse outra camisa.
Era o Fluminense atravessando um dos períodos mais dolorosos de sua história. O rebaixamento de 1997, a queda novamente em 1998 e, depois, aquele abismo chamado Série C em 1999. Imagine eu, só sabendo as notícias sobre o Flu, nos jornais impressos dois ou três dias depois!
O clube parecia experimentar todas as formas possíveis de humilhação esportiva. E foi justamente ali que alguns de nós escolhemos ser tricolores.
Não escolhemos o Fluminense porque ele estava vencendo. Escolhemos quando vencer parecia uma lembrança distante. Não havia a facilidade de dizer: “sou Fluminense porque é campeão”. Era preciso explicar por que você continuava acreditando quando quase ninguém tinha motivos para acreditar.
(continuará)
O Servidor Público Municipal Tarciso Tertuliano Paixão é membro da Frente Ampla Tricolor