Prática desportiva de Jiu-Jitsu universitário A Equipe Minerva, ou jiu-jitsu UFRJ surgiu da proposta do então professor do dep. Fìsica.
de Ginástica da EEFD Álvaro Cláudio de Mello Barreto, um dos primeiros faixa-preta do Grão Mestre Hélio Gracie. O Professor Álvaro Barreto, como é carinhosamente chamado até os dias atuais, propos que a Escola de Educação Física e Desportos da UFRJ oferecesse em sua grade curricular a disciplina de Jiu-Jitsu brasileiro na formação de seus alunos. Entretanto o Jiu-Jitsu brasileiro passava por um mo
mento de afirmação nos anos 50, e a mídia durante muito tempo explorou negativamente a prática esportiva. Conjunto a esses fatores, havia ainda muito pouca gente informada sobre o que realmente era ensinado e praticado, tomando notícias negativas pontuais como verdade sobre a arte suave. Gerou-se então um preconceito com os praticantes de Jiu-Jitsu brasileiro, destancando o termo "pitboy" para algumas pessoas que utilizavam seu conhecimento de forma errada para criar confusão e demonstrar superioridade. Com isso, o professor Álvaro enfrentou muitas dificuldades e sofre preconceito dos seus próprios colegas de trabalho sobre a inclusão da disciplina no curso de educação física. Apesar de insistir durante um longo período, o professor decidiu "ceder para vencer", então recuou da proposta e não tocou mais no assunto. Quarenta e três anos depois das primeiras tentativas do Professor Álvaro Barreto, o aluno Marco Ferreira estava assistindo uma aula prática da disciplina Capoeira quando notou que dois alunos dirigiam-se para o Tatame, e ao começarem a práticar algumas técnicas, foram interpelados pelo professor de Capoeira, que imediatamente expulsou os alunos do ginásio de lutas da EEFD alegando que qualquer prática deveria ser supervisionada(o que é regra até o presente momento), em seguida começou a tecer comentários ofensivos contra o Jiu-jitsu, inclusive mencionando a história do professor Álvaro, mas sem menciona-lo. Imperou mais uma vez o preconceito, a desinformação e a crítica a Arte suave. Marco Ferreira, iniciante no Jiu-Jitsu brasileiro sentiu-se inconformado com a forma que fora tratado os alunos expulsos e pelas críticas extremas e infundadas do professor de Capoeira. Propos então sileciosamente mudar este quadro. No final da aula, procurou o chefe do departamento de lutas e questionou a atitude do professor e quis entender o porque era melhor ter o tatame vazio do que permitir a prática do Jiu-Jitsu brasileiro naquela que é a maior universidade do país, na escola referencia em formar professores de Ed. Recebeu como resposta que não havia professor de jiu-jitsu brasileiro na escola e por isso não poderia ser práticado. Indignado com a situação, o aluno resolveu então pesquisar entre os demais alunos da escola quantos praticavam jiu-jitsu brasileiro. Encontrou mais de 150 alunos, entre eles a sua ex-monitora da disciplina de História da Ed. Física Jéssica Vidal, então reuniu-se com ela e seu então namorado, Conrado Torres e discutiram sobre como mudar o cenário que permanecia por mais de quarenta anos. Os tres alunos então começaram a reunir adeptos e criaram um documento onde haviam assinaturas dos alunos da EEFD que praticavam jiu-jitsu fora da escola e que estariam interessados em ter o Jiu-jitsu como prática no dojo da EEFD. Reuniu-se quase 100 assinaturas de alunos com graduação de faixa branca a faixa preta, a partir daí Marco começou a escrever o projeto para implementação da prática desportiva do Jiu-Jitsu Brasileiro em conjunto com Jéssica, enquanto Conrado recrutava novas assinaturas. Após três meses, Marco e Jéssica levaram o projeto escrito e entregaram em mãos do chefe do Departamento de Lutas solicitando a implementação da prática desportiva, o chefe recebeu e informou das dificuldades da implementação pois não haviam professores de Jiu-jitsu brasileiro na EEFD. Questionado pelos alunos se não era possível que outro professor pudesse assumir a supervisão da atividade desde que essa fosse ministrada por monitores de alta graduação em jiu-jitsu, o chefe negou de imediato esta possibilidade sem apresentar argumentos. Nada que os alunos já não tivessem conjecturado. Mesmo assim continuaram a saga para implementação do projeto. No ano seguinte, iriam ocorrer as eleições para mudança da chefia dos departamentos. Esperançosos com a possibilidade da inclusão pelo novo chefe, novamente os alunos Marco e Jéssica procuraram o chefe do departamento solicitando uma revisão na proposta, o chefe disse que estava saíndo do departamento, retirou o projeto de uma gaveta e colocou em cima da mesa da chefia, prometendo que apresentaria ao novo chefe. Após as eleições, os alunos foram consultar o novo chefe de departamento sobre o projeto e para surpresa deles o projeto realmente foi repassado pela antiga chefia, e receberam do atual chefe, um professor de Capoeira, a certeza da análise e apresentação aos professores do departamento de lutas em uma reunião e caso fosse aprovado, seria apresentado a congregação da EEFD para discurssão e implementação. Preocupados por conta de uma nova chefia, ainda mais um professor de Capoeira, os alunos sairam um pouco desesperançosos mas continuaram a recrutar alunos interessados na prática do Jiu-jitsu brasileiro. Durante esse processo, não foram poucos os alunos que não acreditavam na implementação do projeto. Diversos alunos sorriam quando ouviam a proposta, mas após ouvi-la respondiam com uma frase negativado, tantas delas foram: "isso não vai dar certo", "já tentaram antes e ninguém conseguiu, porque vocês acham que irão conseguir". Diversos professores também reproduziam este discurso, alguns torciam para a não implementação por considerar o Jiu-jitsu brasileiro violento, outros professores se vangloriavam de serem empecilhos para impedir a implementação. Mas nada abalou a confiança do trio de alunos que ainda sonhavam em mudar o cenário posto a 43 anos. Nos meses seguinte houve uma greve na universidade e os alunos só retornaram no segundo semestre do ano de 2015, no início do mês de julho Marco procurou o novo chefe do departamento para obter novidades sobre o projeto, então recebeu a seguinte resposta: FOI APROVADO POR UNANIMIDADE, no departamento e na congregação, e eu vou supervisionar, disse o professor. Quis o destino, irônico como sempre, que o responsável pela defesa e implementação do projeto fosse um professor de Capoeira, o Professor Nilo Pedro Gonçalves da Cunha, e nas palavras dele - " O projeto é meu". Agora façam acontecer, encha esse tatame para justificar nosso empenho. Então no segundo semestre de 2015 iniciamos as atividades com apenas cinco alunos, as terças e quintas as 18:30. Entre esses cinco alunos estava Diego Palmieri, que viria a ser peça chave na fundação da equipe. Os treinos iam bem até que alguns alunos começaram a reclamar do horário e sugeriram que ele fosse modificado para as 17 horas, enquanto os alunos da manhã queriam aulas em outros dias e horarios. a partir daí foram acrescentados horarios pela manha e novos dias, e hoje podemos dizer que temos Jiu-jitsu brasileiro sendo praticado TODOS os dias na EEFD. Semanas depois chegaram os faixas-preta Luiz Pedro Gomes e Rafael Silveira, e ficaram responsáveis pelos treinos da manhã e da tarde respectivamente. Alguns meses depois juntou-se a equipe o faixa Preta Bruno. No dia 27 de Outubro de 2016, quis novamente o destino nos encher de emoção, quando o agora Professor aposentado Álvaro Barreto foi convidado pelo professor Nilo para comparecer e fundar oficialmente a Equipe de Jiu-Jitsu Desportivo da UFRJ - Equipe Minerva. Estiveram presentes na cerimonia a diretor Kátia Gualter e a vice diretora Ângela Bretas, que junto com o professor Nilo foram alunas do agora grão mestre de Jiu-jitsu Álvaro Barreto. Durante o discurso emocionado do professor Álvaro ele fez questão de lembrar que nem sempre conseguimos vencer todas as batalhas, que nesse momento é necessário ceder, e ele cedeu para que naquele dia ele pudesse vencer, agradeceu em lágrimas o esforço dos alunos Marco e Jéssica, agora coordenadores do Jiu-Jitsu da UFRJ e dos alunos-monitores Conrado, Diego, Luiz, Rafael e Bruno dizendo que o sonho de 45 anos atrás havia se realizado em conjunto dos esforços de todos os envolvidos no processo de implementação, emocionando a todos os presentes. Hoje, a Equipe Minerva tem em seus quadros mais de 100 alunos de todos os cursos da UFRJ, em uma média de 25 a 40 alunos por treino no horário de 17hrs, uma média de 15 a 20 alunos no horário da manhã e acaba de implementar o treino das 13:30 com média de 10 a 15 alunos por treino. Os treinos ocorrem de segunda a quinta no Ginásio de Lutas da EEFD e é composto de pessoas dos diversos quadros viculados a universidade. Em 2016 nossa equipe participou pela primeira vez de uma competição, o campeonato brasileiro de jiu-jitsu da FJJD e CBJJD, ao qual somos filiados. tendo 3 campeões de categoria e ficando em 15º lugar geral das equipes com apenas 5 participantes. O prestígio da equipe levou a recebermos grandes mestres como Ricardo De Lariva(ex-aluno da EEFD), Júlio César Pereira(líder da Maior equipe de Jiu-Jitsu do mundo), mestre monteiro e o próprio grão mestre Álvaro Barreto, nosso idealizador e patrono. Cabe ressaltar que em quase dois anos de vida, nunca houve nenhuma lesão grave durante as aulas de Jiu-jitsu. Até o momento apenas um epsódio recente retirou dos treinos um aluno por apenas duas semanas, o que demonstra o comprometimento e a filosofia dos resposáveis pela equipe em manter a segurança dos treinos, formando professores com a vivencia da prática mais humana e menos competitiva, com isso objetivamos provar que o jiu-jitsu, ou qualquer outra prática desportiva não é violenta, tudo depende do contexto que ela é aplicada. Equipe de Jiu-jitsu Universitário Desportivo da UFRJ - Equipe Minerva - Mais que uma Equipe!
03/12/2025
Aproveitando a ocasião das apresentações de TCC para prestar um tributo aos dois idealizadores do jiu-jitsu UFRJ.
Em 2015, os professores .jessicavidal e , ainda alunos, implementaram com a ajuda do professor , a Escola Federal de Jiu-jitsu, mais conhecida como "Equipe Minerva".
Desde então, acumularam mais de 1000 horas de monitoria, diversas pesquisas realizadas, 2 grupos de estudos sobre Jiu-jitsu iniciados, um modelo técnico tático de jiu-jitsu validado e reconhecido cientificamente, dezenas de artigos de qualis de B2 a A1 publicados em revistas científicas internacionais, um campeonato regional vencido em todas as categorias, centenas de professores de ed. Fisica com vivência e experiência em jiu-jitsu aprendidos em nosso tatame, diversos seminários e cursos de qualificação realizados para profissionais, atletas e professores jiu-jitsu da comunidade externa, e milhares de alunos que puderam vivenciar e praticar o jiu-jitsu acadêmico e competitivo ao longo de 10 anos de existência.
Tudo isso, graças a iniciativa dessa dupla!!!
Mais que uma equipe...esse é o nosso lema
Nosso preito aos fundadores,oss!!!
19/08/2025
Seminário? Não! Só mais uma terça-feira! Oss!!!
01/07/2025
Mais um semestre finalizado! Equipe Minerva segue… Oss!!
01/07/2025
Graduação 2025.1
28/03/2025
Casa cheia, a família Minerva só cresce… oss!!🥋❤️🔥
13/03/2025
Nossos monitores! Oss!!🥋
12/03/2025
Se você quer treinar jiu-jitsu e tem vínculo com a UFRJ, você achou o seu lugar… oss!!🥋
02/02/2025
Novos faixas marrons da equipe! Oss!! .nasbjj
28/08/2024
Graduação 2024.1!!
Parabéns a todos!! Oss!!
05/07/2024
No padrão… oss!!
01/05/2024
Anos atrás, dois visionários (chamados de loucos por muitos) tiveram a brilhante ideia de ir contra o sistema posto que proibia a prática de jiu-jitsu na UFRJ, submetendo o projeto de fundação da equipe Minerva...meses depois, o projeto aprovado e iniciado, deixou de ser apenas uma equipe, se tornou uma grande família onde o ensino, a pesquisa e extensão alcançou centenas (se não milhares) de alunos, servidores e a comunidade externa.
Dezenas de publicações científicas, incluindo o modelo técnico tático pioneiro no mundo saíram do nosso tatame.
Dezenas de competidoras se tornaram campeãs
Inúmeras capacitações fizeram nossos alunos crescerem profissionalmente e nosso jiu-jitsu foi exportado para pelo menos uns 10 países diferentes.
Nem nós mesmos sabíamos o que estava por vir, somente fizemos o que era preciso.