O paterno, na psique, não é apenas uma representação do pai externo.
É também símbolo de direção, limite, estrutura, autoridade — e, muitas vezes, de conflito.
No episódio 7 do podcast Jung entre comadres, conversamos sobre complexo paterno, seus aspectos positivos e negativos, obras de artistas brasileiros e outras referências que atravessam temas como poder, lei, opressão, orientação e pertencimento.
Porque falar sobre o paterno vai muito além da figura do pai concreto:
é também falar sobre as estruturas que organizam — ou desorganizam — nossa vida psíquica.
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Núcleo Flora - Espaço de Arte & Dança
O espaço oferece aulas de jazz dance, balé clássico, yoga, teatro e dança do ventre! O espaço t Espaço múltiplo.
No salão principal é ministrada aulas de balé clássico, jazz dance e ioga. Na loja de artesanatos é possível encontrar peças de cerâmica, acessórios para casa e produtos de chita e crochê.
Depois de uma série inteira falando sobre processo de análise, inconsciente e sonhos…
achei justo encerrar com o Bud sonhando - e deixar registrada minha declaração de amor a ele -. 🐶 🩷
Porque, brincadeiras à parte, os sonhos são um tema central na psicologia junguiana.
Jung entendia os sonhos como uma forma de comunicação do inconsciente! Não como algo aleatório ou sem sentido.
E talvez uma das coisas mais difíceis hoje seja justamente isso:
parar para escutar aquilo que não fala de forma racional.
Às vezes o inconsciente aparece em sintomas, sincronicidades e padrões de comportamento repetitivos…
e, às vezes, aparece em sonhos.
O Bud já está fazendo a parte dele.
Se quiser começar a olhar para os seus também, pode me chamar.
Jung escreve muito sobre o perigo dos movimentos de massa e sobre como o ser humano pode perder a própria capacidade de percepção quando completamente identificado com o coletivo.
E talvez isso fique ainda mais evidente em períodos de tensão social, política e ideológica.
Mas o processo de individuação não tem a ver com se tornar alguém egoísta ou isolado do mundo.
Tem a ver com desenvolver consciência suficiente para perceber:
o que, na sua vida, realmente parte de você — e o que foi apenas incorporado sem reflexão.
Isso é difícil porque exige abrir mão de identificações prontas.
Exige perceber que existir como indivíduo não é o mesmo que simplesmente repetir aquilo que esperam de você.
E talvez uma das perguntas mais difíceis seja justamente essa:
a vida que você está vivendo realmente tem relação com quem você é?
Na análise, essa pergunta pode começar a ser escutada com mais profundidade.
Se quiser, pode me chamar.
A importância dos sonhos dentro do processo de análise é um arrebatamento. A vivência interior de cada um e seus desdobramentos na consciência são muito particulares, assim como a prontidão para escutá-los. Uma vez iniciado este diálogo com seriedade e sem preconceitos, o inconsciente se mostra como uma oportunidade para o ego diante de seus conflitos cotidianos!
No fim de semana celebramos o Dia das Mães — e hoje chega um novo episódio do podcast Jung entre comadres atravessando justamente os símbolos, afetos e complexidades do materno na psique.
No episódio 6, conversamos sobre complexo materno, arquétipo da Grande Mãe e seus polos positivos e negativos, a partir das obras de artistas brasileiras.
Porque falar sobre o materno vai muito além da figura da mãe concreta: é também falar sobre origem, vínculo, cuidado, excesso, ausência e transformação.
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Capa: “A Negra”, 1923, Tarsila do Amaral
Fonte: Moderna Quadros
Jung escreve esse texto (18/2 OC) a partir de um momento histórico extremo.
Uma crítica à ilusão de superioridade - individual e coletiva - e aos efeitos devastadores que ela pode produzir.
A ideia de que um povo, ou uma pessoa, está acima dos próprios limites,
acima das próprias contradições,
é justamente o que abre espaço para a perda de medida.
E, quando isso acontece, os excessos deixam de ser percebidos como problema.
Na psicologia analítica, existe uma noção importante:
quanto mais algo é inflado, menos consciência existe sobre o que foi deixado de fora.
E é justamente aí que o risco se instala.
Esse texto não é apenas sobre um período histórico.
Ele também nos convida a pensar sobre o presente
e sobre aquilo que cada um pode não estar vendo em si.
Se isso fez sentido pra você,
talvez valha a pena olhar com mais atenção.
Se quiser, me chamar.
19/04/2026
Quantas escolhas são realmente conscientes?
Muitas vezes acreditamos que escolhemos livremente, mas seguimos sendo conduzidos por hábitos, impulsos, ressentimentos e padrões inconscientes.
A verdadeira liberdade talvez não esteja em fazer tudo o que se quer, mas em reconhecer aquilo que, silenciosamente, nos governa.
Quanto mais consciência, mais possibilidade de escolha.
15/04/2026
Há em nós partes que tentamos esconder para parecer fortes, corretos ou “evoluídos”. Mas tudo aquilo que é reprimido não desaparece - retorna em forma de sintoma, conflito, projeção ou repetição.
Na Psicologia Analítica, Jung nos convida a reconhecer o que foi excluído da consciência para que deixe de nos governar no escuro. Integrar a sombra não é tornar-se pior, mas tornar-se inteiro.
O que em você pede para ser visto, em vez de silenciado?
Há algo que só acontece quando nos permitimos entrar verdadeiramente em uma cena.
No teatro, como na vida psíquica, não é apenas sobre assistir, mas sobre se deixar afetar.
A imersão no espaço cênico cria as condições para aquilo que Pierre Janet chamou de abaissement du niveau mental, conceito posteriormente adotado por Jung.
Trata-se de um afrouxamento da consciência que abre passagem para o inconsciente.
É nesse estado que a libido se introverte.
E, então, algo começa a emergir: imagens, afetos, símbolos.
Talvez seja por isso que certas obras de arte provocam tantos afetos e mobilizam nossa atenção por completo.
A peça “Senhora dos Afogados” nos convoca exatamente para esse mergulho.
E você, consegue se permitir ser afetado por uma experiência simbólica, ou precisa manter tudo sob controle?
🎧 No 5º episódio do Jung Entre Comadres, exploramos esse território.
06/04/2026
Para Jung, a neurose não é apenas um sintoma a ser eliminado, mas a expressão de um conflito psíquico que, muitas vezes, é resultado de uma vida que se afasta de si mesma.
À medida que esse conflito se intensifica, o sujeito perde o eixo interno: surgem a dúvida, a insegurança e a dificuldade de sustentar suas próprias escolhas.
A análise não busca apenas “resolver sintomas”, mas restabelecer a relação com o próprio centro, ampliando a consciência e permitindo uma vida mais coerente com aquilo que se é.
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