Essa página tem a finalidade de informar e resgatar a presença e a importância dos afrodescendentes na história do gloriosos Imortal Tricolor!
O Grêmio só foi aceitar negros oficialmente no time nos anos 50. Mas o que muitos não falam é que o campo do Grêmio era doado por alemães e estava no contrato que se o Grêmio contratasse jogadores negros, perderia o campo. Aliás, mesmo assim, há fotos de negros no time do Grêmio nos anos 20, 30 e 40. Fotos de negros desde 1925, sendo que o inter só contrataria o primeiro em 1928. A Liga dos Canela
s Pretas teria surgido de segregação manifestada pela Liga Metropolitana (de times "brancos") quando negou a participação ao Rio-Grandense, que era um time de mulatos. De acordo com uma crônica do compositor Lupicínio Rodrigues, o veto teria sido dado pelos dirigentes do Internacional (Sport Club Internacional), em uma época ainda de formação do futebol brasileiro. Apesar de Tesourinha, oficialmente (em 1952), ser o primeiro afrodescendente a vestir a camisa tricolor, o Grêmio já havia contado, desde a década de 20, com jogadores de origem negra em suas equipes. Adão Lima, que jogou no Grêmio de 1925 a 1935, é um dos exemplos. Na década de 40, Hélio e Mário Carioca são outros casos de afro-descendentes nas equipes tricolores, assim como o atacante Hermes da Conceição, que jogou no clube de 1947 a 1950. Ele foi o autor de um dos gols da vitória do Grêmio, 3 a 1, sobre o Flamengo, no Maracanã, em 1950, na primeira vitória gaúcha no maior estádio do mundo e acabou vendido ao Flamengo logo em seguida. O lendário goleiro Eurico Lara, vindo do E.C. Uruguaiana para o Grêmio em 1920, era mestiço e de origem humilde. Ele atuou no tricolor até 1935, foi ídolo da torcida e acabou imortalizado por Lupicínio Rodrigues na letra do hino do clube. Em 1957 ingressava nas categorias de base do Grêmio Everaldo Marques da Silva, que anos mais tarde seria o único jogador gaúcho a participar da lendária seleção de 70
Em seu retorno à Porto Alegre logo depois da conquista, saiu às ruas da cidade para comemorar como se fosse um verdadeiro título alcançado pelo próprio Grêmio. Na época, o fato foi considerado uma das maiores demonstrações de carinho já dispensadas a uma personalidade do Estado. No dia 30 de junho de 1970, seis dias após seu retorno do México, o Conselho Deliberativo do Grêmio, em uma sessão solene, perpetuou oficialmente a figura de Everaldo na história do Clube dedicando ao atleta a famosa estrela dourada na bandeira. Na ocasião, o jogador recebeu também o título de Atleta Laureado além de duas cadeiras quitadas no Estádio Olímpico. Jogava na lateral-esquerda possuindo um estilo de jogo simples, mas eficiente, com uma grande capacidade de marcação. Jogando pelo Grêmio conquistou o tricampeonato gaúcho nos anos de 1966/67/68. Everaldo era um jogador leal. Ganhou o troféu Belfort Duarte, dado a jogadores que por 10 anos não fossem expulsos de campo. Mas uma noite de 1972 faleceu em um acidente com qual viajava com a família em seu Dodge Dart, no ano de 1974 (presente de uma concessionária de Porto Alegre pelo tri de 1970) quando voltava do interior para Porto Alegre. Poderia citar ainda o lendário Alcindo (Bugre), Tarciso (o Flecha Negra), Roger, Paulo Lumunba, Banha, Paulo Paixão, Ander”Show”, Douglas Costa, Carlos Eduardo, Tinga, Paulo Isidoro (Tziu) e, apesar de tudo), Assis e Ronaldinho... Ah! E não vamos esquecer o nosso craque da atualidade Fernando! Agora pergunto: Quantos grandes ídolos negros o “clube do povo” teve em sua história? Pensem muito bem antes de nos chamarem de “negros sem vergonha” por torcer pelo Imortal Tricolor, seus preconceituosos!