02/10/2019
Em virtude da investigação contra a Federação Paulista Basketball - FPB e SPM (atividade principal de comércio de uniformes esportivos), de propriedade do presidente atual da federação, que vinha recebendo o repasse das taxas, de forma suspeita, dos clubes de basquete filiados à entidade. Mais uma vez, o basquete está nas colunas policiais e não no caderno de esportes. Como informado pelo presidente da (CBS) Copa Basquete Sul, Fernando Pratti, convidado a estar presente em uma reunião na entidade no primeiro semestre que não avançou em nada, a não ser para uma única liga com ligações obscuras com a entidade. Como noticiado, uma investigação policial foi instaurada para apurar o caso. Infelizmente, não teremos novidades por enquanto, pois segundo nota oficial abaixo emitida ontem (1º/outubro) pela assessoria de Comunicação da SSP, o inquérito segue em segredo e, por determinação judicial, não teremos acesso a mais informações no momento.
Mesmo assim aguardamos algumas respostas, que cremos que serão desvendadas. Inicialmente, pedimos a quebra do sigilo da FPB e da SPM para elucidarmos para que ou para quem foi destinado essa alta quantia paga pelos clubes?
2. Para que foi utilizado o dinheiro recebido pela SPM? Quais uniformes foram comercializados (se é que foram) e alguém obteve lucros com essa manobra? Tentei contato no telefone e e-mail da empresa, mas os dois conectam diretamente com a federação paulista.
3. De onde veio essa dívida da federação com seus quase cem anos de atividades? A simples inscrição em um campeonato para uma categoria de base não sai por menos de R$ 35.500, segundo informação publicada no arcaico site da entidade. Lembrando que por baixo, são dezenas de categorias e o valor aumenta de acordo com a importância da competição? Talvez, como é praxe no País, seja culpa da administração anterior? Mas era a mesma chapa, que só trocou o mandatário após o falecimento do ex-presidente. Vão culpar um morto que não pode mais responder criminalmente e a vida segue? Como se não bastasse esse imbróglio, o rio-pretano ainda busca, segundo o vice-presidente, uma manobra para aumentar de dois para três mandatos consecutivos. E para conseguir isso, só precisará do apoio dos clube filiados.
Por que a LPB (cujo site misteriosamente foi retirado do ar pelo administrador nesta semana, mas continua ativo no provedor Locaweb, segundo informações da empresa) é chancelada pela FPB (denominado Campeonato Paulista B) e as demais competições "amadoras" não o são? Se bem que denominar como amador os demais campeonatos, se comparados ao Paulista "oficial" é falácia. Não que hoje algum campeonato sério queira ter seu nome vinculado à federação. Mas se a entidade, recebe dinheiro do governo (se suas contas estiverem em dia), onde está o estatuto e as licitações que dão esse privilégio? Cadê a transparência prometida ou tudo vai continuar ocorrendo em reuniões secretas e fechadas no quarto andar da Frei Caneca? Esse é o basquete que merecemos? Os presidentes de federações e confederações são votados por um grupo de poucos e até pouco tempo atrás podiam se eternizar no poder. Para ser presidente da CBB, um voto do Acre (sem desrespeitar os acreanos, que são em sua maioria honestos), vale o mesmo que um voto de São Paulo, onde o basquete é atualmente muito mais evoluído. Menos política e mais profissionalismo, por favor. (Fernando Pratti é jornalista com especialização em Jornalismo Esportivo (MTb: 44.055/SP), técnico em informática, cursou arbitragem na FPB em 2005, foi atleta federado, universitário e amador, é graduado em Educação Física, gestor do projeto CEUB Basquete, técnico, e diretor do Novo Basquete Embu).
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