Handebol Feminino RI PUCSP

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21/11/2018

Em resposta a nossa nota de repúdio e esclarecimento, aqui está a nota de esclarecimento da Atlética da FACAMP e segue nossa resposta a tal.

Primeiramente gostaríamos de deixar claro aqui que nosso problema não é e nunca foi com o time de handebol da FACAMP, que a todo momento se mostrou respeitoso e solícito quanto ao nosso time. Nossa questão é sim com uma torcedora, ex atleticana e ex liga, que deveria conhecer os princípios do campeonato de longa data e melhor do que o restante da torcida, alguém que deveria ser uma figura de exemplo e insistiu diversas vezes em gritos hediondos.
As diversas versões apresentadas tanto por spotted quanto por mensagens que todo o time da PUC recebeu são contraditórias, e podemos afirmar que a torcedora estava sim antes em quadra, inclusive já havia um pedido do banco da PUC, anterior ao momento da falta, para que a atitude dessa torcedora em específico fosse registrada em súmula.
Durante a nota vocês tentam achar qualquer justif**ativa para o fato, ressaltando quem teria sido culpada (sendo que esse é um esporte de contato onde é normal que faltas assim aconteçam) e ainda colocando uma suposta culpa no placar, quando estava evidente que o jogo não teria acabado tendo inclusive continuado quando a atleta da PUC saiu de quadra antes que se percebesse o sangramento.
O ginásio estava em silêncio e não foi difícil para que os COs, a nossa torcida, nossas atletas e até membros da torcida da FACAMP, que nos chamaram e disseram estar em nosso apoio, percebessem os gritos desrespeitosos dessa que um dia se disse íntegra.
Acompanhamos de perto o momento em que um torcedor atenta a infeliz gritando sobre a gravidade da situação e tudo que ela expressa é um "que se f**a" e continua com os gritos desrespeitosos. Mesmo quando a equipe de socorristas e a maca já estavam em quadra os gritos ecoavam.
É no mínimo desprezível que uma atlética tenha coragem de defender alguém assim, vocês se colocam no mesmo nível dessa pessoa infeliz. Parem de inventar histórias para acobertar o que sabemos que aconteceu, temos testemunhas mil e f**a cada vez mais feio.

20/11/2018

!!!NOTA DE ESCLARECIMENTO E REPÚDIO!!!

À
A. A. A. de Relações Internacionais Adhemar Ferreira da Silva da FACAMP (Associação Atlética Acadêmica Adhemar Ferreira da Silva),

No dia 18 de Novembro de 2018, durante a final do handebol feminino dos JOPRI - Jogos Paulistas De Relações Internacionais, disputada entre PUC-SP e FACAMP, ocorreram diversos episódios que geraram incômodo, ofensa e sentimento de desrespeito em nossas atletas.
Ao longo do jogo, ouvia-se gritos por parte da torcida rubro-negra, tais quais, “PUC NOJENTA” e “PUC IMUNDA”, onde percebeu-se em destaque, uma única torcedora, agarrada à rede, que permeava o grito e as ofensas, incessantemente, desde o início do jogo.
Antes do final do jogo, uma de nossas atletas, posicionada na barreira, defendeu um ataque de uma atleta da FACAMP como comumente acontece no handebol, um esporte de contato intenso. Falta concedida, jogo continuado, a nossa atleta demonstrou dificuldade em levantar e muita dor na cabeça. Quando retirada de quadra, a jogadora apresentou um sangramento excessivo na região da cabeça.
Nesse meio tempo, entre a falta ocorrer e o ginásio perceber a gravidade do ferimento, a torcida continuou... Até a quantidade de sangue derramado no chão e o desespero do time, da comissão técnica e da comissão organizadora ser notório. O ginásio inteiro ficou em silêncio.
Pessoas correndo para apressar a ambulância, gelo sendo trazido, a comissão técnica do handebol feminino da PUC-SP puxando, com um rodo, o sangue do meio da quadra. O resgate chegou, a atleta estava para sair, de maca, para fora de quadra.
E o grito solitário da mesma torcedora que insistiu em desrespeitar-nos: “TCHAU”, “PUC TCHAU”, “TCHAU”.
Mesmo quando um rapaz ao lado dela a adverte sobre a delicadeza do momento.
Ressaltamos e agradecemos às atletas da FACAMP, que, nesse momento, preservaram-se em silêncio em respeito ao ocorrido. Acreditamos que o esporte deve sempre ser construído em respeito, e somente assim ele poderá ser fortalecido.
Sendo assim, por meio desta nota, nós do Handebol Feminino da PUC-SP, apoiadas pela A. A.A. de Relações Internacionais PUC-SP (Atlética Do Ursão), manifestamos nossa indignação e repúdio ao acontecimento e especialmente à postura dessa torcedora. Nós repudiamos qualquer ação que interfira na competição saudável e que celebre a dor e o desespero de qualquer ser humano.
Esperamos que a Liga JOPRI e a Atlética da FACAMP manifestem-se, e não por versões controversas e não oficiais, não por spotted e não por whatsapp. O JOPRI é um campeonato que prioriza o respeito e a integração saudável primeiramente por meio do esporte e acreditamos que esse tipo de atitude não conversa com o nosso campeonato.
F**a, aqui, o nosso apelo para que parem com rumores e desculpas que caem em contradição. Pedimos um posicionamento oficial da Atlética para com o ocorrido.

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