Suely Buriasco

Suely Buriasco

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Consultora de vida, carreira e família. Mediadora de Conflitos ICFML. Jornalista. Embaixadora da Paz.

12/06/2026

Lacan dizia que o amor é um milagre. Não porque seja perfeito, mas porque nos permite oferecer ao outro algo que nem nós mesmos possuímos por completo.

Talvez seja por isso que amar seja tão desafiador. O amor não nasce da completude, nasce do encontro entre duas pessoas imperfeitas, vulneráveis e humanas. Ele não elimina as faltas, mas cria pontes sobre elas.

Neste Dia dos Namorados, vale lembrar que os relacionamentos mais sólidos não são aqueles onde tudo se encaixa perfeitamente, mas aqueles em que existe disposição para acolher, compreender e construir juntos.

O verdadeiro milagre do amor não está em encontrar alguém perfeito. Está em reconhecer a humanidade do outro e, ainda assim, escolher permanecer.

Se essa reflexão fez sentido, acompanhe meu perfil e toda sexta-feira esteja comigo na Conexão de Sexta.

10/06/2026

Uma das dores mais silenciosas da vida contemporânea é justamente a perda da autonomia de pensamento. Não por falta de inteligência, mas pelo excesso de ruído. Repetem-se discursos, compartilham-se indignações e assumem-se posicionamentos sem análise profunda. O desejo de pertencimento frequentemente fala mais alto que a coragem de pensar diferente. E, quando isso acontece, perde-se algo essencial: a própria consciência crítica.

Hannah Arendt, filósofa que refletiu profundamente sobre comportamento humano, poder e totalitarismo, nos oferece uma provocação extremamente atual. A liberdade, para além do impulso individual, está ligada à responsabilidade pelo impacto de nossas escolhas no mundo e na vida dos outros. Essa visão desmonta a ideia equivocada de que ser livre é agir sem considerar consequências. Afinal, liberdade verdadeira não é simplesmente fazer o que se quer.

Nas relações humanas, esse equívoco aparece com frequência. Quantas vezes a agressividade é justificada como sinceridade? Quantas pessoas acreditam que autenticidade significa dizer qualquer coisa, sem medir os efeitos de suas palavras? No ambiente profissional, isso desgasta equipes. Na vida pessoal, corrói vínculos. Liberdade sem responsabilidade não fortalece relações, apenas amplia conflitos. O medo da rejeição social pode transformar pessoas inteligentes em repetidoras de opiniões alheias. Pensar exige coragem, porque nem sempre o pensamento autêntico encontra aplauso imediato.

Como lidar com isso? O primeiro passo é desacelerar as reações automáticas. Nem toda opinião merece adesão instantânea. O segundo é compreender que nossas escolhas impactam diretamente a convivência. E, por fim, aceitar que autonomia emocional e intelectual exigem maturidade.

Ser livre não é levantar a voz para impor vontades. É desenvolver consciência suficiente para agir com responsabilidade e pensar com autenticidade. É preciso considerar que há uma diferença imensa entre ter voz e apenas reproduzir ecos.

Suely Buriasco
Escritora e Mediadora Corporativa

09/06/2026

Essa é uma das mensagens centrais do meu livro Estratégias para Educar no Caminho da Paz, palestras, cursos e treinamentos. Mais do que um ideal, a paz é uma competência que pode e deve ser desenvolvida por meio de atitudes, valores e habilidades relacionais.

As estratégias que compartilho são aplicáveis não apenas ao ambiente escolar, mas também à vida pessoal, familiar e profissional. Aprender a dialogar, lidar com divergências, cultivar empatia e construir relações respeitosas são competências que impactam diretamente nossa qualidade de vida, nossos relacionamentos e nossos resultados.

Em um mundo cada vez mais acelerado e polarizado, investir na educação para a paz é investir em pessoas mais conscientes, equipes mais colaborativas e ambientes mais saudáveis. Afinal, conflitos sempre existirão, mas a forma como lidamos com eles pode transformar dores em aprendizados e desafios em oportunidades de evolução.

A transformação que desejamos ver na sociedade começa, inevitavelmente, na forma como convivemos uns com os outros.

08/06/2026

“Mini me” é aquela fase da vida em que a gente olha para a criança e pensa: “Que fofa!”… até perceber que ela herdou exatamente as nossas manias! 😅

Entre semelhanças, aprendizados e algumas cópias não autorizadas de comportamento, seguimos crescendo juntas.

Que a semana comece leve, sorridente e com a melhor versão de nós mesmas, porque sempre tem um “mini me” observando, aprendendo e se inspirando.

Boa semana! 💕✨

05/06/2026

Influenciar não é um privilégio de quem ocupa cargos de liderança, fala em público ou possui milhares de seguidores. Todos nós influenciamos alguém, todos os dias.

Influenciamos pelo exemplo, pelas palavras, pelas escolhas e até pelos silêncios. Nossos comportamentos deixam marcas muito além do que imaginamos.

Por isso, vale a reflexão: que tipo de influência estamos exercendo? Estamos espalhando respeito ou intolerância? Esperança ou desânimo? Diálogo ou conflito?

A influência mais poderosa não nasce do discurso, mas da coerência. As pessoas observam muito mais o que fazemos do que aquilo que dizemos.

Se desejamos uma convivência mais saudável, uma sociedade mais pacífica e relações mais equilibradas, precisamos começar por nós mesmos. Afinal, aquilo que cultivamos em nosso interior inevitavelmente alcança quem está ao nosso redor.

Que possamos ser influência de tudo aquilo que desejamos encontrar no mundo.

Se essa reflexão fez sentido, acompanhe meu perfil e toda sexta-feira esteja comigo na Conexão de Sexta.

03/06/2026

Quando alguém passa tempo demais sendo desvalorizado, criticado, ignorado ou afetivamente negligenciado, pode começar a acreditar que esse é o idioma natural das relações. E então acontece algo perigoso: a falta de respeito deixa de causar estranhamento. O reconhecimento passa a parecer exagero. O cuidado, suspeito. A gentileza, improvável.

Essa lógica não se restringe aos relacionamentos amorosos. Ela se instala também no ambiente profissional, onde muitas pessoas permanecem em contextos de constante desvalorização, aceitando cobranças desproporcionais, silenciamento, falta de reconhecimento e até humilhações veladas. Não porque gostem disso, mas porque, em algum ponto da trajetória, deixaram de acreditar que merecem algo diferente.

A psicanálise ajuda a compreender esse mecanismo. Freud já apontava que tendemos à repetição de padrões psíquicos, mesmo daqueles que nos fazem sofrer. O familiar, ainda que doloroso, pode parecer mais seguro do que o desconhecido. Carl Rogers, por sua vez, ao tratar da construção da autoestima, mostrou como a percepção de valor pessoal é profundamente influenciada pelas experiências relacionais. Quem foi condicionado a receber aprovação escassa ou reconhecimento instável pode desenvolver a crença silenciosa de que precisa suportar para pertencer.

No trabalho, isso se traduz naquele profissional competente que aceita ser constantemente sobrecarregado sem reconhecimento. Na vida afetiva, naquela pessoa que se contenta com migalhas emocionais porque aprendeu a chamar ausência de independência e frieza de maturidade. Em ambos os casos, há uma ferida comum: a dificuldade de reconhecer o próprio valor. Mas há uma distinção fundamental entre resiliência e resignação nesses casos. Resiliência é enfrentar dificuldades preservando a própria dignidade. Resignação é adaptar-se ao sofrimento como se ele fosse destino.

Como lidar com isso? Continua nos comentários

01/06/2026

Que a semana comece com equilíbrio: dedicação ao trabalho, mas também tempo para contemplar a beleza da vida. Afinal, sucesso não é apenas cumprir compromissos, é também colecionar momentos que renovam a alma.

Entre metas e paisagens, responsabilidades e pausas, que possamos encontrar a medida certa para produzir com propósito e viver com presença.

Porque trabalhar é importante, mas desfrutar o caminho é essencial.

Uma excelente semana para todos! Que não faltem realizações, serenidade e bons motivos para sorrir.

30/05/2026

Há exatamente um ano vivi a honra de tomar posse na Academia de Letras, Ciências e Artes de São Paulo, ACLASP, ocupando a Cadeira 14, que tem como patrono o inesquecível José do Patrocínio, grande defensor da liberdade, da justiça e da dignidade humana.

Olhar para esse momento hoje é renovar minha gratidão por fazer parte de uma instituição que valoriza a cultura, o conhecimento e o poder transformador das palavras.

Agradeço à pela acolhida e, de forma especial, ao seu presidente, , e à vice-presidente, , pela dedicação, liderança e compromisso com o fortalecimento da Academia.

Que eu siga honrando essa cadeira com trabalho, aprendizado e a convicção de que a palavra, quando colocada a serviço do bem, é instrumento de construção da paz.

Gratidão por este primeiro ano de caminhada acadêmica.

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