01/10/2023
Os preceitos de nossa equipe tem origem em um passado de honra e glória de antigas virtudes guerreiras. Se você se identif**a com todos os nossos valores será uma honra tê-los conosco.
Honra: Somos inflexíveis com desonra, todo guerreiro tem o dever de cumprir suas promessas e acordos.
Verdade: Para a evolução no combate marcial é necessário ser honesto e verdadeiro consigo mesmo e com os irmãos de armas.
Lealdade: Respeitar os mestres, professores e alunos dos Lobos de Guerra, não é permitido participar simultaneamente de outros grupos do mesmo gênero marcial.
Coragem: Confrontar o medo e por mais desafiador que seja a rotina de treino, jamais se render sem tentar.
Força: Superar limites e ir além, ter confiança que é capaz
idealismo político e religioso: Deverá guardar para si mesmo, não é tolerada qualquer pregação política ou religiosa dentro de nossos territórios.
Criminosos: Não é tolerado entrada de criminosos ou ex criminosos nos Lobos de Guerra ou amigos e associados destes(Com certeza tem um caráter questionável), principalmente na categoria de Neonazista, estuprador, pedófilos, ladrão, traf**antes, criminosos raciais e etc, não há espaço para estas pessoas nos Lobos de Guerra, nem nos associados com tais, inclusive já rompemos parcerias quando os parceiros se qualif**aram nestas prerrogativas.
Nosso objetivo é marcial, nossas armaduras e armas não vestimos como fantasias ou alegorias, vestimos sim os ideias de honra que estes representam.
09/07/2023
A gu3rr@ medieval não é poética e romântica como nos filmes e romances.
A única trilha sononora eram gritos de fúria, terr0r, d0r ou des3sp3ro, regrado a cheiro de s@gu3, polv0ra e f3zes.
M@t4r o inimigo ou fugir era a única saída para se manter vivo.
Ao contrario dos filmes um combatente não m0rr3 instantaneamente por sofrer um ferimento dil@c3rante ou f@tal. O que m@ta e tira a consciência é o choque hipovolêmico é causado por uma diminuição crítica do volume intravascular ou tr@uma severo no tronco mesoensefalico.
Na Batalha de Visby foi travada em 1361 perto da cidade de Visby , na ilha de Gotland , entre as forças do rei dinamarquês e os camponeses do país gútnico . A força dinamarquesa foi vitoriosa.
Vemos pessoas que foram atingidas por flechas na cabeça e, aparentemente, continuaram lutando até serem atingidas por mais flechas. Vemos fêmures divididos ao meio pelo par, o que signif**a que um golpe de espada poderia cortar ambas as pernas. Vemos crâni0s esmag@dos, o que signif**a que muitas pessoas tiveram seus rostos esmagados em uma clava.
Um cronista escreveu um relato de como seu patrono, um cavaleiro batalhador, certa vez levou uma flecha através da viseira que se cravou em seu nariz. Ele teve que continuar lutando por mais horas a fio, com a flecha saliente "causando muito desconforto", mas sobreviveu ao final do dia. Golpes concussivos eram provavelmente a forma mais comum de m0rt3, especialmente entre os bem blindados. Se alguém estiver usando um capacete fechado, basta esmagar o capacete com a maça até que não seja mais grande o suficiente para conter o volume da cabeça dentro dele. Na batalha de Visby há relatos e evidências arqueológicas de pessoas que mesmo após sofr3rem mvltil@ções no rosto, tronco e menbros superiores e inferiores.
Talvez se lembrarsimos ao longo da história o quão brutal e menos poetica são as gu3rr@s, talvez pudéssemos ter menos gu3rr@s. Mas na maioria das vezes os guerreiros não são bons escritores para descrever seus terr0res de gu3rr@, como poetas e escritores.
Imagem 1 - ilustração Batalla de Agincourt, Radu Oltean para Desperta Ferro.
Imagens de crânios da batalha de Visby 1360
23/05/2023
Sabe aquela ideia dos filmes e da fantasia sobre espadas que cortam armaduras? Na verdade isso nunca existiu.
O fato de não cortarem as armaduras de placas medievais está relacionada tanto à eficácia dessas armaduras na proteção dos guerreiros da época, quanto a física dos golpes de corte.
Essas armaduras foram justamente desenvolvidas a partir do séc 13 e usadas até o século 17, como uma excelente proteção contra ataques de espadas e outras armas cortantes.
Alguns motivos pelos quais as espadas não conseguiam cortar armaduras de placas:
1. Aço de alta qualidade: As armaduras de placas medievais eram feitas de aço de alta qualidade, muitas vezes endurecido e temperado, o que tornava o metal bastante resistente a cortes, mesmo as armaduras de metal não endurecido, amassariam com o impacto absorvendo o choque e não sendo cortadas, ainda provavelmente a lâmina da espada perderia o corte(Nenhum cavaleiro gostaria de lutar com uma arma cega).
2. Espessura das placas: As placas de metal nas armaduras eram relativamente espessas, geralmente entre 1,5 e 2 milímetros. Essa espessura tornava difícil para uma arma perfurante transpasar, muito menos uma espada cortar diretamente o metal. Além disso, a forma curva das placas ajudava a distribuir a energia de um golpe, reduzindo o impacto em uma área específ**a.
3. Ponto de impacto: Para uma espada cortar uma armadura de placas, seria necessário atingir uma área específ**a vulnerável, como as articulações ou as frestas entre as placas. No entanto, essas áreas eram frequentemente protegidas por reforços adicionais de cota malha ou partes da armadura que se sobrepunham, dificultando ainda mais o corte efetivo.
Quanto ao "half sword" (meia espada), trata-se de uma técnica de combate utilizada na Idade Média. Com essa técnica, era possível encontrar pontos fracos nas armaduras, como articulações ou aberturas, e aplicar golpes direcionados com a ponta ou a parte não cortante da espada com maior controle e precisão. Mesmo em torneios os cavaleiros utilizavam essa técnica.
08/11/2022
Exatamente hoje há 9 anos atrás eu criei os lobos de guerra, boas memórias, bons combates e ainda muito trabalho pela frente. O que mais define os lobos de guerra não são belas palavras, mas sim as atitudes e espírito guerreiro.
Vida longa aos Lobos de Guerra!
Ferocidade, força e honra.
28/08/2022
Hoje foi dia de comemorar em nossa sede de treinamento, celebramos e comemos como os guerreiros ancestrais que construiram a tradição marcial que seguimos, fazemos isso por uma questão de respeito à tradição de honra que eles criaram. Respeitamos quem eram e aquilo que construíram.
28/08/2022
Desde os primeiros registros do código de identif**ado Regum Britanniae de Geoffrey de Monmouthe ou o poema anônimo Ordene de chevalerie, escritos na decada 1130, temos o código de honra e conduta descrevendo como principal característica dos cavaleiros.
Mas porque isso a final de contas? Para que funcione uma ordem militar é necessária uma disciplina rígida. Imagine um soldado que f**a indisposto para um combate e tivesse que inventar uma desculpa qualquer para não ir lutar, além de ser um mal exemplo de comportamento, que se tolerado poderia ser copiado e comprometendo seriamente na batalha.
Acordos feitos pessoalmente jamais poderia ser quebrados, do contrário haveriam grandes consequências.
Durante uma luta quem treinasse desculpas ao invés de combate estaria fadado a morte tanto pelos aliados(Deserção), quantos pelos inimigos.
Naquela época honrar com sua palavra e cumprir seus compromissos trazia não só boa reputação, mas uma realização a nível pessoal como cavaleiro, honra era primordial, uma conduta sagrada.
Quando ensinamos aos nossos alunos a disciplina marcial é uma forma de praticar estes ideais e trazer essa tradição de honra de volta.
07/08/2022
Esportes de combate ou Arte Marcial?
A palavra Arte Marcial vem do Latim Romano "Ars Mars", que signif**a a Arte de Marte, sendo Marte o deus romano da guerra.
Guerra são formas de combate com ou sem armas, entre nações e povos, que tem por objetivo incapacitar, matar e subjugar o inimigo.
A palavra esporte vem do grego "se deporte", que signif**a "divertir-se", o que ligaria a prática esportiva aos Jogos da Grécia Antiga.
No inglês antigo havia também a forma, "disport"
Francês antigo "desport", passatempo, recreação, prazer”, do verbo desporter, “divertir-se, distrair-se, jogar”
O esporte tem por objetivo ser uma atividade de recreação divertida em ambiente controlado de acordo com conjunto de regras e regulamentos a fim de manter a integridade dos atletas e uma prática saudável.
A tradição Marcial
O primeiro livro sobre as artes marciais europeias, o "Epitoma rei militaris", escrito em latim pelo escritor romano , Publius Flavius Vegetius Renatus, viveu em Roma entre os séculos IV e V.
Posteriormente a literatura medieval (por exemplo, sagas de islandeses , canções acríticas romanas orientais , os Digenes Akritas e o alto alemão médioépicos) registram feitos marciais específicos e conhecimento militar; além disso, obras de artes medievais relatam práticas marciais (por exemplo, Tapeçaria de Bayeux , Sinopse de Histórias de John Skylitzes e a Bíblia de Morgan).
Em 1300 temos o livro o primeiro livro detalhado, o Royal Armouries Ms. I.33 (também conhecido como "Walpurgis" ou "Tower Fechtbuch").
A origem esportiva
A criação dos primeiros torneios esportivos inventados por Godfrey de Preuilly na França do século 11.
Assim a prática esportiva de combate se tornou cada vez mais popular entre as ordens marciais, surgindo também os primeiros esportistas profissionais não marciais.
Podemos concluir: Esportes de combate e artes marciais são coisas coisas diferentes e com objetivos distintos.
Nos Lobos de Guerra ensinamos ao aluno a arte e disciplinas marciais, sendo que algumas das técnicas de combate podem ser utilizadas para a prática de combate esportivo.
26/07/2022
Mais uma aula sobre o manuscrito I33, espada e broquel
31/05/2022
O maior projeto de pesquisa Científ**a da história em análise genética de indivíduos da era Viking revela que os vikings eram uma grande mistura de povos de diferentes lugares da Europa até a Ásia. A pesquisa já tem 8 anos , sendo o publicado na Nature em 16 de setembro de 2020, desmascara a imagem moderna dos vikings e foi liderado pelo professor Eske Willerslev, membro do St John's College, da Universidade de Cambridge, e diretor do The Lundbeck Foundation GeoGenetics Center , Universidade de Copenhague.
Com um sequenciamento de DNA de ponta de mais de 400 esqueletos vikings de sítios arqueológicos espalhados pela Europa e Groenlândia reescreverá os livros de história, como mostrou:
Esqueletos de famosos cemitérios vikings na Escócia eram na verdade pessoas locais que poderiam ter assumido identidades vikings e foram enterrados como vikings.
Muitos vikings realmente tinham cabelos castanhos e não loiros.
E o maid importante fato:A identidade viking não se limitava a pessoas com ascendência genética escandinava.
O legado genético no Reino Unido deixou a população com até seis por cento de DNA Viking.
Martin Sikora, principal autor do artigo e professor associado do Centro de GeoGenética da Universidade de Copenhague, disse: "Descobrimos que os vikings não eram apenas escandinavos em sua ascendência genética, pois analisamos influências genéticas em seu DNA de Sul da Europa e Ásia que nunca foram contemplados antes. Muitos vikings têm altos níveis de ascendência não escandinava, tanto dentro quanto fora da Escandinávia, o que sugere fluxo gênico contínuo em toda a Europa."
O estudo genético:
https://www.ebi.ac.uk/ena/browser/view/PRJEB37976?show=reads
https://www.nature.com/articles/s41586-020-2688-8
28/05/2022
Cavaleiro vs Viking, e se eu te disser que vikings foram os primeiros cavaleiros!
Primeiro temos que entender que para ser um guerreiro que luta de lança ou espada a cavalo, além de habilidade para tal foi necessário ter o equipamento adequado para isso, ou seja o estribo(Aro de metal, suspenso por uma correia de cada lado da sela e sobre o qual o cavaleiro apoia o pé. O que pode ser usado como base, sustentação).
Entre o final do século 6 e início do século 7, durante a invasão da Ásia Central pelos ávaros marca a propagação de estribos da China para a Europa.
A primeira menção registrada de estribos foi em 580 em um manual militar bizantino.
A tribo germânica dos francos tinham também uma longa tradição de combate à cavalo, em 732 o rei Franco Charles Martel usou cavalaria montada com estribos na batalha de Tours.
Tudo iria mudar na Escandinávia no século X com os vikingr combatendo a cavalo com estribos, também foram os responsáveis por introduzilos na Inglaterra através dos ataques vikings liderados por C**t, o Grande(990 à 1035).
No sec XI os nórdicos vikingr que haviam invadido e se estabeleceram no norte da Franciaa na Normandia, introduziram o uso de estribo e adotaram a tradição franca do combate a cavalo montado.
Porém foi com o grande Jarl/Duque Guilherme que os Normandos em 1066 na batalha de hastings onde temos um relato detalhado daquela figura tradicional do cavaleiro medieval como unidade militar de armadura pesada, composta por guerreiros altamente treinados e disciplinados no combate à cavalo com "brasão proto heráldico" em seus escudos e bandeiras (representadas muitas vezes pelas bestas nórdicas), e isso está detalhadamente descrito na tapeçaria de baieux.