03/09/2026
🚀 MEETING DE MUSCULAÇÃO
No dia 18 de setembro, às 10h, estarei com os profissionais da Rede Ultra de Academias para um momento especial de troca de conhecimento, experiências e reflexão sobre a nossa profissão.
🎤 Palestra: O Sucesso do Profissional de Educação Física
Uma conversa sobre aquilo que vai muito além de prescrever exercícios:
✅ Atendimento que gera conexão
✅ Como entregar valor ao aluno
✅ Resultado como consequência de um trabalho bem feito
✅ Experiência e relacionamento
✅ Posicionamento profissional
✅ Crescimento e desenvolvimento de carreira
Ser um excelente profissional de Educação Física não é apenas dominar a técnica. É saber cuidar de pessoas, gerar resultados, entregar valor e construir uma carreira sustentável.
Porque conhecimento abre portas.
Mas é a capacidade de transformar conhecimento em valor que faz o profissional crescer.
Nos vemos no Meeting de Musculação da Rede Ultra! 💪
01/09/2026
Hoje celebro uma profissão que também faz parte da minha história.
Formado em Educação Física, tenho orgulho de compartilhar essa missão com profissionais que transformam o movimento em saúde, autonomia, inclusão e qualidade de vida.
Parabéns a todos que trabalham com conhecimento, responsabilidade e dedicação, respeitando a individualidade de cada pessoa. Que nossa profissão seja cada vez mais reconhecida e valorizada!
Feliz Dia do Profissional de Educação Física! Parabéns a todos nós!
01/09/2026
O paradesporto promove inclusão social automaticamente?
O esporte pode ampliar a visibilidade das pessoas com deficiência, desafiar estereótipos e criar experiências de pertencimento, autonomia e participação. Mas isso não signif**a que toda prática esportiva ou todo grande evento seja inclusivo por definição.
No artigo Social Inclusion Through Para sport: A Critical Reflection on the Current State of Play, Jason Bantjes e Leslie Swartz analisam criticamente o papel do Movimento Paralímpico na promoção da inclusão social. Os autores reconhecem suas contribuições para transformar atitudes em relação à deficiência, mas também chamam atenção para os desafios que permanecem.
A excelência dos atletas pode confrontar a ideia de incapacidade. Ao mesmo tempo, quando apenas os corpos extraordinários e as histórias de “superação” recebem visibilidade, grande parte da diversidade das pessoas com deficiência permanece fora da narrativa.
Além disso, participação esportiva depende de condições concretas: transporte, instalações acessíveis, recursos, equipamentos, oportunidades locais, apoio profissional e atitudes sociais. O esporte pode abrir portas, mas não consegue eliminar sozinho as barreiras construídas pela sociedade.
A revisão também destaca o papel da medicina esportiva. O cuidado não deve se limitar ao tratamento de lesões e ao desempenho competitivo. Profissionais da saúde podem contribuir para autonomia, acesso, participação segura e ambientes esportivos verdadeiramente inclusivos.
A principal reflexão é esta: inclusão não é apenas estar presente, competir ou conquistar medalhas. É ter acesso, voz, pertencimento, recursos e respeito à diversidade.
Salve este carrossel para consultar depois e compartilhe com quem trabalha com esporte, saúde, inclusão e direitos das pessoas com deficiência.
Referência: Bantjes J, Swartz L. Social Inclusion Through Para sport: A Critical Reflection on the Current State of Play. Physical Medicine and Rehabilitation Clinics of North America. 2018;29(2):409–416. DOI: 10.1016/j.pmr.2018.01.006.
31/08/2026
Hoje é dia de celebrar quem transforma escolhas em saúde, conhecimento em cuidado e alimentação em qualidade de vida.
Parabéns a todos os nutricionistas que acolhem, orientam e fazem a diferença na vida de tantas pessoas. Que nunca faltem reconhecimento, ciência e propósito nessa profissão tão essencial.
31/08/2026
Os Jogos Paralímpicos nasceram em um hospital britânico, no contexto da reabilitação de pessoas com lesões medulares. Em 1948, 16 militares feridos participaram de uma competição de arco e flecha no dia da abertura dos Jogos de Londres.
A partir daí, o movimento atravessou fronteiras, ampliou seu alcance e passou a ocupar uma posição cada vez mais central no esporte internacional. Vieram os International Stoke Mandeville Games, Roma 1960, a inclusão de outras deficiências, os Jogos de Inverno e, em 1988, a aproximação decisiva com a arena olímpica em Seul.
O artigo de Gold e Gold (2007) mostra que essa história não é apenas a história de um evento esportivo. É também uma história sobre visibilidade, cidades, infraestrutura, organização institucional e inclusão.
Para sediar os Jogos, não bastava ter atletas e competições. Eram necessários apoio oficial, financiamento e instalações adequadas. Em outras palavras, a acessibilidade precisava aparecer também no espaço urbano e na organização do evento.
Ao longo do tempo, o esporte paralímpico deixou de ser visto apenas como uma extensão terapêutica e passou a carregar prestígio esportivo próprio. Mas os autores deixam uma pergunta importante para o futuro:
festivais separados, ainda que descritos como “separados, mas iguais”, ampliam a inclusão — ou perpetuam a diferença?
A resposta não está apenas em abrir portas. Está em garantir condições reais para participar, competir, ser reconhecido e transformar a cidade.
Deslize pelo carrossel para acompanhar essa trajetória.
Salve para consultar depois e compartilhe com quem pesquisa ou trabalha com esporte paralímpico, acessibilidade, história do esporte e inclusão.
31/08/2026
Musculação ou aeróbio: qual reduz mais a pressão?
A resposta curta é: não dá para dizer que o aeróbio é sempre superior.
Uma meta-análise publicada por Morita e colaboradores reuniu 84 ensaios clínicos randomizados, com 5.065 adultos com hipertensão, para comparar exercício aeróbio, resistência dinâmica, resistência isométrica e treinamento combinado.
Em comparação com não fazer exercício, o conjunto das intervenções reduziu, em média:
• 7,52 mmHg na pressão sistólica;
• 4,36 mmHg na pressão diastólica.
Mas o resultado mais importante para a polêmica é este: não houve diferença estatisticamente signif**ativa na magnitude da redução entre os tipos de exercício.
Isso signif**a que, nesta análise, a musculação apresentou efeito anti-hipertensivo semelhante ao aeróbio. Não signif**a que todos os treinos funcionem do mesmo modo para todas as pessoas, nem que uma modalidade seja automaticamente melhor para qualquer indivíduo.
E a diretriz ESC 2024? Ela mantém o exercício aeróbio como primeira linha, mas recomenda complementá-lo com resistência dinâmica ou isométrica de baixa ou moderada intensidade. Para a resistência isométrica, a própria diretriz observa que os resultados ainda são inconsistentes e que são necessários mais estudos de alta qualidade.
A síntese é menos “cardio contra musculação” e mais prescrição individualizada, segurança e consistência.
A intensidade, as comorbidades, os medicamentos, a pressão em repouso, as preferências e a experiência de cada pessoa precisam ser considerados. Este conteúdo é educativo e não substitui avaliação de um profissional de saúde.
Salve o carrossel para consultar depois e compartilhe com quem ainda acredita que hipertenso só pode fazer cardio.
27/08/2026
Estar em Blumenau foi uma experiência muito especial. Um lugar onde é possível perceber que as coisas estão acontecendo de verdade, com empenho, dedicação e compromisso com a inclusão e com o esporte paralímpico.
Quero agradecer especialmente à Secretária de Inclusão, Bruna, e a todos que me acolheram com tanto carinho e fizeram dessa visita um momento tão agradável e produtivo.
Foi muito bacana conhecer de perto o trabalho desenvolvido com pessoas com deficiência, atletas paradesportivos e paratletas, e perceber o quanto existe dedicação para transformar vidas por meio do esporte. 🏆♿️
A visita fluiu muito bem, com muitas trocas, aprendizados e, principalmente, a certeza de que quando pessoas comprometidas se unem por um propósito, grandes coisas acontecem.
23/08/2026
Hipertensão é contraindicação automática para musculação?
A resposta baseada em evidências não é um “sim” ou “não” automático. Depende do controle da pressão, do quadro clínico e de como o exercício é prescrito.
A meta-análise de Baffour-Awuah et al. reuniu 12 estudos, 14 grupos de intervenção e 415 participantes com hipertensão. O trabalho avaliou treinamento resistido isométrico, ou seja, contrações sustentadas com pouco ou nenhum movimento — principalmente protocolos de preensão manual e exercícios isométricos de membros inferiores.
Nas medidas de consultório, o treinamento isométrico reduziu, em média, a pressão sistólica em 7,47 mmHg e a diastólica em 3,17 mmHg. Porém, não houve redução signif**ativa na média de 24 horas nem nas medidas diurnas da pressão ambulatorial. À noite, houve reduções signif**ativas.
O ponto central: essa meta-análise não testou musculação pesada dinâmica convencional, levantamentos máximos ou manobra de Valsalva. Portanto, ela não é uma liberação genérica para treinar pesado.
Ao mesmo tempo, hipertensão não deve ser tratada como proibição automática de treinamento resistido. A atualização científ**a da AHA descreve o treinamento resistido adequadamente estruturado como uma abordagem segura e ef**az para a saúde cardiovascular.
A conversa correta não é “pode ou não pode?”. É: como controlar a pressão, avaliar o contexto, progredir e prescrever com segurança?
Salve este post e envie para quem ainda acredita que hipertensão signif**a abandonar a musculação.
22/08/2026
Se você ficou muito mais forte no agachamento, isso signif**a que vai melhorar exatamente na mesma proporção em qualquer teste de pernas?
A resposta curta é: não necessariamente.
A meta-análise de Saeterbakken et al. reuniu 43 estudos, 1.660 participantes e 72 intervenções de treinamento resistido. O objetivo foi comparar o ganho de força no teste dinâmico treinado com a transferência para te**es de força isométrica não treinados.
O resultado foi direto: o ganho no teste dinâmico específico foi moderado (SMD = 0,98), enquanto a transferência para a força isométrica não treinada foi pequena (SMD = 0,42). Em outras palavras, a força dinâmica treinada melhorou com um tamanho de efeito cerca de duas vezes maior.
Isso não signif**a que os ganhos não transferem. Eles transferem, mas de forma limitada. Coordenação, padrão do gesto, amplitude, velocidade e tipo de contração ajudam a explicar por que o corpo f**a mais eficiente naquilo que ele pratica.
Quer melhorar no supino? Inclua supino. Quer melhorar no agachamento? Inclua agachamento. Quer melhorar em um gesto esportivo? O treino deve se aproximar das exigências desse gesto.
A especificidade não elimina os exercícios complementares. Ela apenas ajuda a definir prioridades.
Salve este post e envie para quem acredita que todos os exercícios transferem igual.
📚 Saeterbakken et al. (2025). DOI nas referências.
21/08/2026
Você realmente precisa levar toda série até a falha para ganhar massa muscular?
As meta-análises mais relevantes sobre o tema não apoiam essa ideia como regra obrigatória.
Grgic et al. mostraram que é possível obter aumentos semelhantes de força e hipertrofia treinando até a falha ou interrompendo antes dela. Já Refalo et al. encontraram uma vantagem estatisticamente signif**ativa para falha de série, mas ela foi classif**ada como trivial.
E o detalhe mais importante: quando a análise isolou a falha muscular momentânea — o ponto em que não é possível completar outra repetição concêntrica com técnica prescrita — não houve diferença signif**ativa para hipertrofia em relação a não falhar.
Isso não signif**a que a falha é inútil. Ela pode ser uma ferramenta estratégica. Mas não precisa aparecer em toda série, em todo exercício e em todo momento do programa.
Para hipertrofia, o que sustenta o resultado continua sendo um treino progressivo, com volume adequado, esforço alto, boa técnica, recuperação e consistência.
Salve este post e envie para aquela pessoa que transforma cada série em um teste de sobrevivência.
📚 Grgic et al. (2022) e Refalo et al. (2023). DOIs nas referências.