Existe uma pergunta que todo treinador deveria se fazer de tempos em tempos:
As minhas escolhas estão servindo ao cliente… ou ao meu ego?
Porque é muito fácil se apaixonar pela técnica.
Pela ferramenta. Pela metodologia.
Pela própria forma de fazer.
O difícil é lembrar que tudo isso existe por um único motivo:
Ajudar quem está na nossa frente.
Quando o cliente passa a ocupar o centro das decisões, o treinador amplia o repertório, escuta mais, observa melhor e faz escolhas com menos vaidade e mais intenção.
Talvez esse seja um dos maiores desafios da nossa profissão.
Não é saber mais.
É conseguir colocar o conhecimento a serviço de alguém, e não de si mesmo.
E você?
Na sua opinião, o que ainda falta para que a Educação Física coloque, de fato, o cliente no centro do processo?
Fernando Jaeger - IHPBR
Mentor brasileiro da metodologia IHP.
Preparador físico de atletas de basquete, além de ser Preparador Físico do Clube Atlético Paulistano e Seleção brasileira sub-20 de basquete.
Existe uma diferença enorme entre proteger o próprio ego e proteger o resultado do cliente.
Às vezes, a melhor decisão não é seguir em frente.
É voltar. Rever. Reconstruir.
Corrigir aquilo que parecia básico demais para receber atenção.
Os melhores profissionais que conheço não têm medo de dar dez passos para trás quando entendem que esse é o caminho para levar alguém vinte passos à frente.
No fim das contas, evolução não acontece porque insistimos no plano.
Ela acontece porque temos coragem de mudar o plano quando o contexto pede.
Talvez esse seja um dos maiores aprendizados da Educação Física: não confundir experiência com certeza.
“O que eu quero deste exercício?”
Parece uma pergunta simples.
Mas, na verdade, ela muda completamente a forma de enxergar o treinamento.
O objetivo nunca deveria ser apenas ensinar um exercício novo, e sim fazer com que a pessoa saia dali pensando diferente.
Porque, quando a forma de pensar muda, as escolhas mudam junto.
E, quando as escolhas mudam, o treino deixa de ser uma sequência de exercícios e passa a ter intenção.
No fim das contas, esse talvez seja o maior valor do conhecimento:
Não entregar respostas prontas.
Mas provocar uma forma diferente de pensar.
Depois de muitos anos, trabalhando com treinamento, uma coisa continua fazendo sentido para mim:
Os momentos de maior crescimento acontecem quando estou cercado de pessoas que me desafiam a pensar diferente.
Foi exatamente isso que vivi durante esses dias ao lado do Cal Dietz.
Traduzir um curso vai muito além de encontrar as palavras certas.
É entender conceitos, conectar ideias, provocar discussões e, principalmente, continuar aprendendo enquanto se compartilha conhecimento.
Talvez essa seja uma das maiores lições da minha profissão.
Quanto mais você estuda, mais percebe o quanto ainda existe para aprender.
E, sinceramente…
Espero nunca perder essa curiosidade.
Porque é ela que continua me fazendo crescer todos os dias.
Uma das maiores armadilhas da nossa profissão é acreditar que precisamos saber tudo.
Nunca acreditei nisso.
Sempre acreditei em pessoas.
Em trocar experiências.
Em ouvir quem enxerga o problema por outro ângulo.
Em construir junto.
Ao longo da minha carreira, aprendi muito com fisioterapeutas, médicos, treinadores, professores e profissionais de diferentes áreas.
E, curiosamente, algumas das lições mais valiosas vieram das soluções mais simples.
Talvez porque conhecimento não tenha relação com vaidade.
Tem relação com curiosidade.
Com respeito.
E com a humildade de reconhecer que sempre existe alguém capaz de nos ensinar alguma coisa.
No fim, crescer profissionalmente nunca foi uma caminhada solitária.
Foi, e continua sendo, uma construção coletiva.
Uma pergunta mudou completamente a forma como eu passei a construir programas de treinamento:
O que eu quero deste exercício?
Parece simples.
Mas essa pergunta separa quem escolhe movimentos por hábito de quem toma decisões com intenção.
O exercício nunca foi o objetivo.
Ele é apenas uma ferramenta para desenvolver aquilo que o seu cliente realmente precisa naquele momento.
Quando você começa a pensar assim, deixa de procurar “o melhor exercício” e passa a construir o melhor caminho para aquela pessoa.
É esse tipo de raciocínio que procuro compartilhar em cada aula, porque acredito que grandes treinadores não se diferenciam pelas ferramentas que utilizam, mas pela clareza com que fazem suas escolhas.
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Módulo 1: 15 e 16 de agosto
Módulo 2: 12 e 13 de setembro
📍 São Paulo
As vagas caminham para o encerramento.
👉 Se você quer desenvolver um método que ajude a tomar melhores decisões, e não apenas aprender novas ferramentas, espero encontrar você nessa última turma do ano. Inscrições no link da bio.
Uma das perguntas que mais escuto é:
“Como você consegue adaptar um treino tão rápido?”
A resposta nunca foi velocidade.
Foi entendimento.
Quando você compreende os princípios por trás da construção de um programa de treinamento, as decisões deixam de ser improviso.
O cliente chegou atrasado. Dormiu mal. Está com dor. Tem apenas 35 minutos.
Mudou completamente o contexto.
O treinador que trabalha com receitas f**a preso ao planejamento.
O treinador que entende princípios consegue reorganizar o caminho sem perder o objetivo.
No fim, é isso que sempre procurei desenvolver ao longo da minha carreira: não ensinar respostas prontas, mas construir uma forma de pensar.
📍 A próxima oportunidade de viver essa experiência já tem data.
ETF – Essência do Treinamento Funcional
Módulo 1: 15 e 16 de agosto
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Estamos nos últimos dias de inscrição para a última turma do ETF em 2026.
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22/07/2026
Não é , e nunca vai ser sobre você …😉
Um abraço ,
FJ!
Aquela pausa para uma reflexão.
Mais pensamento crítico. Menos respostas prontas.
Conhecimento de qualidade sempre merece ser compartilhado.
Estarei participando do Meeting de Performance e Movimento, nos dias 19 e 20 de Setembro, um evento pensado para profissionais que acreditam na importância de estudar, trocar experiências e evoluir continuamente.
Fico feliz em fazer parte desse encontro e espero encontrar muitos de vocês por lá.
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