03/05/2026
Começando um novo ciclo com a Prof.
04/05/26 começaremos com as práticas regulares de Hatha Yoga Tradicional.
Vejam que interesante é praticar sobre este desenho especial que o
fez no chão como sostem da prática!
Yantra é uma forma de geometria sagrada, um instrumento simbólico utilizado nas tradições do Hinduísmo e do Budismo como suporte para a meditação e a concentração. Mais do que um desenho, ele é um mapa da consciência: uma estrutura que organiza a atenção e orienta a energia para um estado de maior presença e clareza.
O yantra que habita este espaço não corresponde a um modelo tradicional específico, mas carrega com força a essência da geometria sagrada. No seu centro, encontramos uma estrela de seis pontas, formada pela interseção de dois triângulos. Um deles aponta para cima, representando a energia ascendente, o sutil, o que se eleva. O outro aponta para baixo, simbolizando o que desce, o que se manifesta, o que se enraíza na matéria. Juntos, eles expressam a união entre céu e terra.
Praticar sobre este centro é, simbolicamente, permitir que essas duas forças se encontrem no próprio corpo. É reconhecer o yoga como esse espaço de integração: entre o interno e o externo, entre o movimento e a quietude, entre o esforço e a entrega.
Essa forma está contida dentro de um círculo, que representa a totalidade, o infinito e o caráter cíclico da experiência. Ele nos lembra que a prática não é linear, mas um constante retorno ao centro, um processo de escuta e reconexão.
Ao redor, a geometria se expande em direções mais amplas, como um mandala aberto. Esse movimento sugere um caminho: do exterior ao interior, da dispersão ao foco, e novamente do centro para o mundo. Entramos, nos alinhamos, e então expandimos.
As cores também acompanham esse percurso. Os tons azulados e esverdeados do centro evocam calma, respiração e equilíbrio, enquanto as cores mais terrosas ao redor oferecem base, sustentação e presença.
Este espaço, então, não é apenas um lugar físico de prática. É um convite. Um convite a habitar o próprio centro, a integrar opostos, e a permitir que a prática se torne uma experiência de alinhamento entre céu e terra.