Núcleo de Estudos e Pesquisas sobre Efeitos e Riscos nos Grandes Empreendimentos (NEPERGE), Instituto de Geografia, Universidade Federal de Uberlândia-UFU
O Núcleo de Estudos e Pesquisas sobre Efeitos e Riscos nos Grandes Empreendimentos (NEPERGE) surgiu a partir da constituição do grupo de pesquisa composto por pesquisadores (professores e alunos), do Instituto de Geografia (IG) da Universidade Federal de Uberlândia (UFU), envolvidos no Projeto de Pesquisa “O Rio Araguari Passo a Passo e os Efeitos Socioespaciais da Construção de Barragens”, coorde
nado pelo Professor Dr. Vicente de Paulo da Silva. Esse projeto foi aprovado pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Minas Gerais (FAPEMIG) e está locado no Laboratório de Planejamento Urbano e Regional. O objetivo do NEPERGE é consolidar um grupo de trabalho que acompanhe e discuta os efeitos e riscos sociais e espaciais de grandes projetos de investimentos, analisando suas implicações sobre o ambiente e, consequentemente, sobre as pessoas. Além disso, propõem-se a reunir pesquisadores (estudantes e professores) interessados nesta temática com intuito de difundir os estudos, as informações, as consequências dessas obras, bem como, as aspirações de populações atingidas. O propósito do núcleo é o envolvimento em atividades de pesquisa, ensino e extensão, na linha dos Grandes Projetos, com atenção especialmente, aos efeitos e riscos socioespaciais dos projetos hidrelétricos. A priori, os alunos e professores/pesquisadores membros deste núcleo são todos de unidades de UFU (Graduação e Pós-Graduação), porém aberto ao envolvimento de alunos e professores/pesquisadores de outras instituições. O termo grandes projetos, foco de nossas investigações, embora possa ser aplicado às diferentes ocorrências de obras de grande porte ou que pelo menos causem impactos sobre o ambiente e moradores de locais escolhidos para tal fim, passou a definir mais objetivamente as hidrelétricas de grandes dimensões, cuja natureza e lógica, como diz Vainer, são a de explorar certos recursos naturais e espaciais, além de mobilizar determinados territórios com fins específicos de produzir eletricidade. Em Martins (1993, p.62), essa expressão se refere a projetos econômicos de envergadura, como hidrelétricas, rodovias, planos de colonização, de grande impacto social e ambiental que, embora não tenham por destinatário as populações presentes nos locais escolhidos para sua implementação, “seu pressuposto é o da remoção dessas populações”. Neste sentido, a formação de um grupo de estudos no curso de Geografia da UFU que dê atenção aos efeitos dessas obras torna-se um importante meio de visualizar a abrangência desses projetos e, ao mesmo tempo, propor medidas de redução desses efeitos sobre os moradores de locais onde são erguidas as obras, quer sejam elas hidrelétricas, mineradoras ou qualquer outro tipo que possa ser de interesse do grupo.
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