🎬 Série Parkinson & Fonoaudiologia
—3 coisas sobre voz no Parkinson além do óbvio
Quando se fala em voz no Parkinson, muita gente ainda resume a terapia em: “fala mais alto”.
Mas a condução vai muito além disso.
1️⃣ O paciente muitas vezes não percebe que está falando baixo.
Não é somente uma alteração de intensidade vocal.
Existe comprometimento do auto-monitoramento auditivo e da percepção da própria emissão vocal.
Ou seja: para ele, muitas vezes aquela voz já parece “normal”.
2️⃣ Voz alta dentro da sessão não significa transferência funcional.
O paciente pode sustentar intensidade durante o exercício…mas continuar falando baixo no telefone, nas conversas em família ou nas situações reais do dia a dia.
E é aí que entra uma das partes mais importantes da terapia: a generalização funcional.
Porque o objetivo não é performar dentro do consultório. Élevar aquela função para a vida.
3️⃣ Antes mesmo de trabalhar voz, eu observo postura.
Flexão cervical, rigidez axial e redução de mobilidade interferem diretamente em:
— respiração
— projeção vocal
— mastigação
— deglutição
— comunicação funcional
No Parkinson, tudo se conecta.
Por isso, terapia vocal não é só aumentar volume.
É trabalhar percepção, função, transferência e comunicação real.
Comunicação funcional sempre será maior que exercício isolado. 💛
Fonoaudióloga Letícia Dornelas
Informações para nos contatar, mapa e direções, formulário para nos contatar, horário de funcionamento, serviços, classificações, fotos, vídeos e anúncios de Fonoaudióloga Letícia Dornelas, Treinador(a), Vila Velha.
Eu achei que precisava atender MUITO pra conseguir viver da fono.
E essa frase morou em mim por muito tempo.
Eu acreditava que agenda cheia era sinônimo de sucesso: 8, 10 pacientes por dia.
Semana lotada. Corpo cansado.
E uma sensação difícil de explicar:
eu trabalhava muito… mas crescia pouco.
Até que eu entendi uma coisa: o particular não é sobre atender MAIS.
É sobre atender DIFERENTE.
No particular, você não vende sessão.
Você vende condução clínica, segurança, raciocínio e presença.
E quando o paciente percebe isso, ele para de perguntar: “quantas sessões vou precisar?”
E começa a perguntar:”quando a gente começa?”
Eu não precisei de mais pacientes.
Eu precisei de uma mudança de mentalidade.
Porque a mudança não começa na agenda.
Começa na forma como você enxerga o seu valor profissional.
E talvez a pergunta seja: você ainda está tentando crescer dentro de um modelo que nunca foi feito pra te valorizar?
Na disartria, o problema está na execução da fala.
O paciente sabe o que quer falar, mas existe uma alteração no controle muscular da fala.
Então a fala pode ficar:
— lenta
— fraca
— arrastada
— imprecisa
Isso acontece porque respiração, voz, articulação e prosódia podem estar comprometidas.
É comum em casos como: AVC, Parkinson, ELA e TCE.
Já na apraxia de fala, o problema é diferente.
A musculatura pode estar preservada, mas o cérebro tem dificuldade de planejar os movimentos da fala.
O paciente:
— tenta falar
— procura o ponto articulatório
— faz tentativa e erro
— erra de forma inconsistente
— e às vezes consegue falar uma palavra em um momento… e erra depois.
🧠 resumo do resumo 🤣🤣🤣
DISARTRIA → dificuldade de executar.
APRAXIA → dificuldade de planejar.
E entender essa diferença muda totalmente a avaliação e a terapia.
Porque quando você entende o que está alterado, a terapia passa a ter direção.
Série 📹 do plano ao particular #
O caminho que me fez parar de sobreviver na profissão e começar a construir uma carreira de verdade. 👇
Eu recebia R$28 por sessão, atendia o dia inteiro e achava que era assim mesmo.
Que um dia, quando eu tivesse nome, as coisas iam mudar.
O dia não chegava.
Até eu entender que o problema não era falta de nome. Era falta de posicionamento.
E essa mudança não começa quando você sai do convênio. Ela começa muito antes qdn você muda a forma como se enxerga, como conduz seus casos, como se comunica.
Foi dentro do plano que eu construí a reputação que me levou pro particular. Não saí no impulso. Saí pq construí uma base primeiro.
Se você é fono e sente que trabalha muito mas ainda não se sente valorizada, esse vídeo é pra você. ⬆️
Qual é a diferença da fono que atende plano por R$18 e a que cobra R$180…300 por consulta?
Não é o tempo de formação. Não é o currículo. Não é sorte.
É que uma ainda tá esperando ter “nome” pra se posicionar. E a outra entendeu que o posicionamento vem antes do nome.
Eu fiquei um tempo nessa espera também. Agenda cheia, guia negada, fim do mês apertado. E ainda achando que o problema era eu não ter chegado lá ainda.
Só que “garantido” e “suficiente” são coisas muito diferentes. E quando eu entendi isso, parei de pedir permissão pra me valorizar.
Se você tá nesse momento, me conta aqui nos comentários ou me manda uma mensagem no direct: ainda no plano, já saiu, ou tá no meio dessa transição?
Se você quer ir pro particular, precisa entender uma coisa antes: isso não começa no preço. Começa na forma como você se enxerga dentro da sua profissão.
Porque no plano de saúde existe uma lógica silenciosa: quanto mais você atende, mais você se dilui. Você enche agenda, mas não constrói valor. E com o tempo, deixa de ser referência e vira só mais uma opção disponível.
E não é falta de técnica. É falta de posicionamento.
Porque o paciente não escolhe quem sabe mais. Ele escolhe quem ele entende. E quando ele não entende, ele compara. E quando ele compara, você perde.
Por isso, clareza é o que constrói autoridade.
Mas não adianta só ser vista. Você precisa sustentar entrega. No particular, não é sobre quantidade de sessão. É sobre condução clínica. É saber exatamente o que você está tratando, por que está tratando e como aquilo vai evoluir.
É transformar medo em direção.
Porque a família não está buscando exercício. Ela está buscando segurança.
No plano de saúde, você se dilui. No particular, você se posiciona. E tudo começa na decisão de quem você escolhe ser.
O particular não começa no preço. Começa em quem você decide ser.
Série 🎥Parkinson e Fonoaudiologia
Nem todo paciente com Doença de Parkinson tem apraxia — e entender isso muda completamente a sua conduta clínica.
Na Doença de Parkinson, o principal distúrbio da fala é a disartria. O problema está na execução do movimento: fala mais lenta, voz reduzida e articulação imprecisa. Existe comprometimento de força, amplitude e coordenação motora.
Já na apraxia de fala, o cenário é outro. O paciente sabe exatamente o que quer dizer, mas o cérebro não consegue organizar o movimento necessário para produzir a fala. Trata-se de uma falha de planejamento motor não de força, nem de coordenação.
E aqui está o ponto clínico: quando um paciente com Parkinson começa a apresentar sinais claros de apraxia, isso foge do padrão esperado da doença.
Erros inconsistentes, dificuldade em sequências e a tentativa visível de “buscar” o movimento da fala não são características do Parkinson clássico. Esses achados podem indicar parkinsonismos atípicos, como Degeneração Corticobasal ou Paralisia Supranuclear Progressiva.
Avaliar com precisão não é detalhe.
É o que direciona diagnóstico, prognóstico e conduta.
No final, não é só sobre identificar uma alteração na fala.
É sobre entender qual sistema está falhando.
A Paralisia Supranuclear Progressiva (PSP) e a Doença de Parkinson são síndromes parkinsonianas distintas, com diferenças importantes na evolução clínica.
Enquanto o Parkinson apresenta início assimétrico, tremor frequente, boa resposta à levodopa e progressão lenta, a PSP se caracteriza por início simétrico, rigidez axial, quedas precoces, alteração do olhar vertical, disfagia precoce e rápida progressão.
Na prática fonoaudiológica, isso muda a conduta.
Na PSP, fala e deglutição são comprometidas mais cedo, exigindo intervenção antecipada, com foco em segurança e preservação funcional.
PSP não é variação do Parkinson.
É outra doença e exige outra estratégia.
Na clínica: não é sobre reagir.
É sobre antecipar.
Dando continuidade à série 🎥Parkinson e Fonoaudiologia
Se a terapia no Parkinson não evolui…
nem sempre o problema é o paciente.
Muitas vezes, é a condução.
No Parkinson, a rigidez e a redução de movimento impactam diretamente fala, voz e deglutição.
E alguns erros comprometem totalmente o resultado:
❌ Começar direto na função, sem preparar o corpo
❌ Ignorar o timing da medicação
❌ Avançar sem base estruturada
Sem preparo, o corpo não responde.
Sem timing, o desempenho cai.
Sem base, nada se sustenta.
No Parkinson, não é só técnica.
É estratégia.
Sem base bem feita… não existe resultado.
Construir uma marca pessoal não começa quando vc decide aparecer… começa quando vc decide se posicionar.
Tem muita gente boa que não é reconhecida não por falta de conhecimento, mas por falta de posicionamento. Pq marca pessoal não é sobre postar. É sobre o que você comunica, mesmo em silêncio.
O currículo te coloca à mesa. Mas são suas atitudes, sua forma de se relacionar e de se comunicar que te mantêm nela.
Marca não se constrói do dia pra noite. Se constrói na consistência, na presença e no detalhe.
Marca pessoal não é sobre ser vista. É sobre ser lembrada… da forma certa.
Se você está construindo a sua, começa ajustando o que você comunica hoje.
20/09/2020
Acredite no impossível ✨💟
Me deparei com muitas situações que nunca imaginaria passar. Situações que não acreditei na minha intuição.
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