Fonoaudióloga Letícia Dornelas

Fonoaudióloga Letícia Dornelas

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13/08/2026

Fez um procedimento estético e depois percebeu que o seu sorriso ficou torto ou que um lado do rosto não responde como antes? Isso merece atenção. O movimento da face depende do nervo facial, o VII par craniano, que se divide em diferentes ramos responsáveis pela musculatura da expressão facial. Dependendo do procedimento, pode ocorrer trauma direto ou compressão provocada por edema ou hematoma, prejudicando a condução do impulso nervoso. Em uma neuropraxia, o axônio permanece preservado, mas a condução f**a temporariamente bloqueada. Quando existe comprometimento axonal, a recuperação pode ser mais complexa. Mas é importante entender que nem toda assimetria facial signif**a lesão do nervo. A toxina botulínica, por exemplo, atua na junção neuromuscular, reduzindo a liberação de acetilcolina e, consequentemente, a contração muscular. Por isso, rosto torto depois de um procedimento estético não é diagnóstico. É preciso avaliar onde e como essa função foi alterada. Você já apresentou alguma alteração facial depois de um procedimento estético ou nem sabia que isso poderia acontecer? Salve este conteúdo e acompanhe meu perfil para entender mais sobre paralisia facial com base em fisiologia e evidência científ**a.

11/08/2026

Você sabe por que utilizo plástico filme nos equipamentos durante o atendimento domiciliar?

Como alguns materiais entram em contato com a pele do paciente, utilizo o plástico filme como barreira de proteção. Depois do uso, retiro o plástico e faço a limpeza e a desinfecção conforme a orientação do fabricante.

Um cuidado simples que reforça a biossegurança e a proteção do paciente.

06/08/2026

Verdades que aprendi no atendimento domiciliar e que podem evitar muitos erros na sua carreira.

• Você não precisa aceitar café, almoço ou permanecer além do horário da sessão para ser educado. Ser cordial não signif**a abrir mão dos seus limites.

• Nem toda conversa precisa de uma resposta. Muitas vezes, ouvir e redirecionar a atenção para o paciente é a melhor conduta.

• O paciente não é seu único foco. A família e o cuidador precisam ser orientados, mas isso não signif**a permitir que conduzam a terapia.

• Não prometa resultados. Prometa uma avaliação criteriosa, raciocínio clínico e um tratamento baseado em evidências.

• Não tenha medo de dizer “não sei”. Tenha medo de responder sem conhecimento.

• Nem toda intercorrência precisa ser resolvida imediatamente. Algumas exigem reavaliação e discussão com a equipe.

• Documente tudo. Evoluções, orientações e intercorrências. O que não está registrado pode ser difícil de comprovar.

• Chegar no horário também signif**a terminar no horário. Respeitar seu tempo faz parte do profissionalismo.

• Não transforme o WhatsApp em consultório. Estabelecer limites melhora a comunicação e preserva a qualidade do seu atendimento.

• Lembre-se: a casa é do paciente, mas, durante a sessão, ela precisa se tornar um ambiente terapêutico.

• Nunca leve problemas de uma família para outra. Cada paciente merece um atendimento livre de comparações.

• Criar vínculo é importante. Excesso de intimidade, não. Manter limites fortalece a relação profissional.

• Nunca diminua outro profissional para valorizar o seu trabalho. Sua competência deve falar por você.

• Cobrar pelo seu trabalho não diminui o cuidado que você oferece. Valorizar sua profissão também é uma postura ética.

• E, por fim, uma das maiores lições que aprendi: o diferencial do atendimento domiciliar não está em ter mais equipamentos. Está em ter raciocínio clínico para saber quando, por que e como utilizar cada recurso.

A experiência ensina muito. Mas aprender com quem já percorreu esse caminho pode evitar erros, acelerar seu crescimento e tornar sua prática

30/07/2026

Isso foi normalizado. Mas não deveria.

Na disfagia, pequenas decisões fazem grande diferença nos desfechos clínicos. Ainda é comum ver condutas baseadas em hábitos, experiências pessoais ou protocolos prontos, quando o que realmente deve conduzir o tratamento é o raciocínio clínico.

Avaliar apenas uma refeição, acreditar que ausência de tosse signif**a segurança, espessar líquidos indiscriminadamente, modif**ar consistências sem um objetivo definido ou tratar todos os pacientes da mesma forma são exemplos de práticas que precisam ser revistas.

A deglutição é dinâmica. Ela muda conforme o estado clínico, a fadiga, a cognição, a atenção e a evolução do paciente. Por isso, avaliação, reavaliação e individualização da terapia são essenciais.

Na disfagia, não existe conduta universal. Existe avaliação criteriosa, compreensão da fisiopatologia e decisões clínicas baseadas nas necessidades de cada paciente.

É assim que se promove uma deglutição mais segura, mais eficiente e uma melhor qualidade de vida.

28/07/2026

“Sinto que ele não evoluiu.”

Essa é uma das frases que mais escuto na reabilitação da disfagia.

E, muitas vezes, ela surge porque esperamos que a evolução seja apenas a mudança da consistência da dieta ou o retorno à alimentação normal.

Mas a evolução nem sempre é tão evidente.

Às vezes, ela acontece de forma silenciosa.

O paciente passa a controlar melhor o bolo alimentar. Diminui o escape extraoral. Reduz o resíduo na cavidade oral. Coordena melhor a respiração com a deglutição. Tosse menos durante as refeições. Mantém a voz limpa após engolir. Precisa de menos estratégias compensatórias, menos comandos e menos ajuda da família. A refeição se torna mais eficiente, mais segura e menos cansativa.

Cada uma dessas mudanças representa uma conquista clínica.

Na disfagia, evoluir não signif**a apenas comer alimentos mais consistentes. Signif**a reduzir riscos, aumentar a eficiência da deglutição, promover autonomia e devolver qualidade de vida.

Por isso, avaliar a evolução exige um olhar clínico atento. Pequenos avanços, quando somados, podem transformar completamente a funcionalidade do paciente.

Nem toda evolução chama atenção.

Mas toda evolução faz diferença.

21/07/2026

Essa é uma pergunta que recebo com frequência. A resposta é: depende. Tudo vai variar de acordo com o diagnóstico, os objetivos terapêuticos e as necessidades de cada paciente.

Mesmo assim, resolvi gravar um Reels mostrando alguns itens que costumo utilizar no dia a dia e que podem ser úteis para quem está começando no atendimento domiciliar.

No atendimento domiciliar, encontro pacientes com diferentes diagnósticos e necessidades. Por isso, gosto de estar preparada para realizar avaliações e terapias de forma funcional, seja em casos de alterações de fala, motricidade orofacial, mastigação ou deglutição.

Filme PVC, espelho, guardanapos, balas, chicletes, doces, velas, balões, cotonetes… Nada está ali por acaso. São recursos simples que, quando utilizados com raciocínio clínico, de forma individualizada e quando indicados, podem auxiliar na avaliação e na reabilitação.

O atendimento domiciliar exige planejamento, organização e capacidade de adaptação. Muitas vezes, os recursos mais acessíveis se tornam grandes aliados da terapia.

Agora me conta: qual item não pode faltar na sua bolsa de atendimento?

17/07/2026

O cérebro é capaz de se reorganizar após uma lesão, mas isso não acontece por acaso. A recuperação segue princípios científicos conhecidos como as 10 leis da neuroplasticidade, descritas por Kleim e Jones.

Se você trabalha com pacientes neurológicos, compreender esses princípios pode transformar o seu raciocínio clínico e a forma como planeja a reabilitação.

Reabilitar não é apenas prescrever exercícios. É criar as condições para que o cérebro reaprenda.

Salve este conteúdo para consultar sempre que precisar e compartilhe com outros profissionais da reabilitação.

14/07/2026

Existem algumas verdades sobre a disfagia que podem incomodar, mas que fazem toda a diferença na prática clínica.

Reduzir a alimentação apenas “por segurança” pode acelerar a perda funcional. Sempre que houver indicação, manter a deglutição ativa ajuda a preservar força, coordenação e funcionalidade.

Nem toda aspiração evolui para pneumonia aspirativa. O risco depende de fatores como higiene oral, quantidade e tipo do material aspirado, resposta imunológica, mobilidade, doenças associadas e capacidade de eliminar secreções.

A saliva pode ser mais perigosa do que a própria comida. Como ela é aspirada ao longo do dia, quando há má higiene oral e colonização bacteriana, o risco de complicações pulmonares aumenta.

Espessar líquidos não é tratar a disfagia. Essa é uma estratégia para aumentar a segurança em casos específicos, mas não recupera a fisiologia da deglutição.

Disfagia não é sinônimo de aspiração. A aspiração é apenas uma das possíveis consequências. Muitos pacientes apresentam alterações importantes na alimentação, hidratação e nutrição sem aspirar.

A sonda enteral não elimina o risco de aspiração. Saliva, secreções e até conteúdo gástrico podem ser aspirados, especialmente em pacientes com refluxo.

Comer sem prazer também representa uma perda. Alimentação envolve autonomia, interação social, cultura e qualidade de vida e tudo isso precisa ser considerado nas decisões terapêuticas.

O risco zero não existe. O objetivo é encontrar o melhor equilíbrio entre segurança, funcionalidade, condição clínica, desejos do paciente e qualidade de vida.

A disfagia vai muito além de decidir quem pode ou não comer. Ela exige avaliação individualizada, raciocínio clínico e decisões compartilhadas. É isso que diferencia uma conduta baseada apenas em protocolos de uma reabilitação realmente baseada em evidências.

09/07/2026

A síndrome de Down não termina na infância. E a Fonoaudiologia também não.

Durante muitos anos, a atuação da Fonoaudiologia na síndrome de Down foi associada quase exclusivamente ao desenvolvimento infantil. No entanto, o aumento da expectativa de vida trouxe um novo cenário: hoje, é fundamental acompanhar também o envelhecimento dessa população.

Com o avanço da idade, o envelhecimento pode ocorrer de forma mais precoce, aumentando o risco de alterações cognitivas, declínio da atenção e da memória, dificuldades na comunicação, redução da força muscular, além de alterações na mastigação e na deglutição.

Nesse contexto, a Fonoaudiologia tem um papel essencial.

Nosso objetivo não é apenas desenvolver habilidades na infância, mas preservar funções ao longo de toda a vida.

A intervenção fonoaudiológica busca manter a comunicação funcional, estimular atenção, memória e outras funções cognitivas, além de preservar a eficiência da mastigação e da deglutição.

A alimentação segura depende da integração entre cognição, atenção, controle motor, sensibilidade e coordenação dos movimentos orais. Quando essas funções estão comprometidas, aumenta o risco de engasgos, aspiração de alimentos e pneumonia aspirativa, uma das principais causas de morbidade nessa população.

Por isso, a reabilitação deve ser contínua e individualizada, acompanhando as mudanças funcionais que ocorrem com o envelhecimento.

Na infância, o foco é desenvolver habilidades.

Na vida adulta e no envelhecimento, o objetivo é preservar autonomia, comunicação, participação social e uma alimentação segura pelo maior tempo possível.

A síndrome de Down envelhece.

E a Fonoaudiologia precisa acompanhar cada etapa desse processo, promovendo qualidade de vida, funcionalidade e independência.

Você sabia que a atuação do fonoaudiólogo na síndrome de Down vai muito além da infância?

07/07/2026

🎬 Série: Paralisia Facial e Fonoaudiologia | Episódio 1

Paralisia facial não é apenas um sorriso assimétrico.

Quando o nervo facial é lesionado, não é só a estética que muda. Funções essenciais também podem ser comprometidas.

A pessoa pode apresentar dificuldade para:
• Fechar os lábios adequadamente;
• Mastigar, com acúmulo de alimento na bochecha;
• Produzir sons como P, B, M e F;
• Deglutir com segurança devido ao vedamento labial inadequado.

Além dos impactos funcionais, há consequências emocionais importantes. Muitos pacientes deixam de sorrir, evitam conversar, reduzem a participação social e sofrem com a queda da autoestima.

Na Fonoaudiologia, o foco vai muito além da simetria facial. Trabalhamos a reabilitação da mímica e da expressão facial, da fala, da mastigação, da sucção e da deglutição, sempre de forma individualizada e baseada na função.

Reabilitar uma face é devolver comunicação, autonomia, segurança e qualidade de vida.

💬 Este é o primeiro vídeo da série Paralisia Facial e Fonoaudiologia. Nos próximos conteúdos, vou explicar a avaliação, as principais sequelas, as sincinésias, os exercícios e o papel da Fonoaudiologia em cada fase da reabilitação.

Você já conhecia todos esses impactos da paralisia facial?

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