Rodrigo Peixoto Dos Santos

Rodrigo Peixoto Dos Santos

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Avaliação postural funcional
exercícios preventivos
avaliação física

28/07/2026

Nem toda perda de força se resolve colocando mais peso na barra.

Em muitos atletas após a cirurgia do joelho, a maior limitação não está no músculo, mas na comunicação entre o cérebro e esse músculo. A inibição muscular artrogênica (AMI) reduz a capacidade de recrutamento voluntário, mantendo déficits importantes de força mesmo após a cicatrização dos tecidos.

Neste caso, dois atletas de. Alto nível de futebol chegaram para reabilitação com uma discrepância de quase 50% de força, consequência do tempo associado à persistência da inibição artrogênica.
Em vez de simplesmente aumentar a carga, optamos por uma estratégia baseada em fisiologia: isometria associada à restrição de fluxo sanguíneo (BFR) e eletroestimulação neuromuscular (NMES).

A restrição de fluxo permite elevada ativação muscular utilizando cargas reduzidas, diminuindo o estresse sobre a articulação. A eletroestimulação potencializa o recrutamento de unidades motoras que permanecem subativadas. Juntas, essas estratégias aumentam o estímulo neuromuscular preservando o tecido em recuperação, favorecendo um ganho mais rápido da capacidade de produzir força.

A literatura já demonstra benefícios consistentes tanto do BFR quanto da NMES na recuperação da força e da função após lesões e cirurgias do joelho. Estudos mais recentes começam a explorar a associação entre essas duas ferramentas, sugerindo um efeito complementar justamente por unirem proteção articular e maior ativação neuromuscular.

Na RPX, a pergunta nunca é “quanto peso esse atleta consegue levantar?”. A pergunta é: “o sistema nervoso consegue recrutar toda a força que esse músculo já possui?” Muitas vezes, o sucesso da reabilitação está em restaurar essa conexão antes de aumentar a carga.

Porque reabilitar não é apenas fortalecer tecidos. É devolver ao cérebro a capacidade de utilizá-los no momento certo, na intensidade certa e com a coordenação necessária para o retorno seguro ao esporte.

Referências: Hughes et al. (2017); Scott et al. (2015); Pietrosimone et al. (2022); Brukner & Khan (2024); Frontera & Silver (2025).

Pense fora da caixa

Photos from Rodrigo Peixoto Dos Santos's post 25/07/2026

Ensinar sempre foi uma das maiores paixões da minha vida.

Hoje foi mais um dia de voltar à UFRJ, instituição que faz parte da história da Educação Física brasileira, para compartilhar conhecimento com mais uma turma da pós-graduação em Musculação e Treinamento de Força.

Ter meu amigo Prof. Humberto Miranda na coordenação torna essa experiência ainda mais especial. Além da competência e do compromisso com a ciência, existe uma amizade construída com muito respeito e admiração.

É uma honra fazer parte daquela que considero uma das mais tradicionais e renomadas pós-graduações da nossa área. Estar entre profissionais tão qualificados reforça diariamente a responsabilidade de levar conhecimento baseado em evidências e, principalmente, estimular o raciocínio crítico dos alunos.

Já são 4 anos como professor dessa especialização e, com muita alegria, iniciando a 7ª turma. O tempo passa rápido, mas o entusiasmo de entrar em sala de aula continua exatamente o mesmo.

Minha gratidão à UFRJ, aos coordenadores, colegas professores e, principalmente, aos alunos, que mantêm viva a busca pelo conhecimento. Seguimos formando profissionais capazes de transformar vidas por meio do movimento.

“ o maior ato de respeito e carinho pelo seu cliente é estudar continuamente “

24/07/2026

Força explosiva não é apenas gerar força.
É gerar força no momento certo.

A resistência pneumática é uma das estratégias eficientes para esse objetivo. Por oferecer uma carga constante durante toda a amplitude do movimento, ela permite acelerar até o final da fase concêntrica, favorecendo o desenvolvimento da potência e da taxa de desenvolvimento de força (RFD), capacidades essenciais para acelerar, desacelerar, saltar e mudar de direção (Cormie et al., 2011).

Neste treino utilizou-se três exercícios integrados: belt squat explosivo, leg press com salto e agachamento finalizando em flexão plantar. Todos estimulam (quadril, joelho e tornozelo), padrão mecânico presente nas principais ações do jogo.

Um detalhe muitas vezes negligenciado é o papel do sóleo. Em cadeia cinética fechada, ele não atua apenas como flexor plantar. Ao controlar o avanço da tíbia sobre o pé, contribui para a extensão funcional do joelho durante a propulsão, aumentando a eficiência mecânica e a transferência de força para o sprint e para o salto (Dorn et al., 2012; Hébert-Losier et al., 2022).

Além do ganho de potência, a resistência pneumática possibilita altas velocidades com menor influência da inércia, tornando-se uma excelente ferramenta para atletas em fases de desenvolvimento, pré-temporada e retorno ao esporte (Maroto-Izquierdo et al., 2017).

Utilizamos essas estratégias para construir atletas mais rápidos, mais eficientes e preparados para as exigências do jogo. Porque potência não é levantar mais peso. É produzir a maior quantidade de força no menor tempo possível, com controle, coordenação e especificidade.

Referências: Cormie et al., 2011; Dorn et al., 2012; Maroto-Izquierdo et al., 2017; Hébert-Losier et al., 2022; Brukner & Khan’s Clinical Sports Medicine (6ª ed., 2024).

Créditos do vídeo : Leandro Spinola

23/07/2026

Há algo muito especial em acompanhar um atleta desde o início da sua caminhada e, anos depois, vê-lo voltando à clínica não porque está lesionado, mas porque entende o valor da prevenção, da recuperação e da construção de performance.

Hoje foi mais um desses dias. Recebemos novamente o Rafael Tenório, que acompanhamos desde os 12 anos. Ontem participou da grande vitória do Flamengo sobre o Santos por 4 a 2 e, na folga, fez aquilo que os grandes atletas entendem como parte do processo: recovery, recuperação e preparação para continuar rendendo em alto nível.

Também esteve conosco o Matheus Pedro, de apenas 20 anos, um dos grandes destaques da base do Fluminense. Desde os 17 anos convivendo com o elenco profissional, segue realizando um trabalho criterioso de reequilíbrio muscular, pensando não apenas no agora, mas na longevidade da carreira.

Isso nos enche de orgulho. Não apenas por atender atletas de grandes clubes, mas porque eles escolhem voltar. Essa confiança é construída ao longo dos anos, através de avaliações detalhadas, decisões baseadas em evidências científicas, monitoramento constante e estratégias individualizadas. No esporte de alto rendimento não existe espaço para improviso. Cada detalhe influencia desempenho, recuperação e disponibilidade para competir.

Ser referência para atletas desse nível também nos desafia diariamente. Eles nos obrigam a estudar mais, evoluir mais e refinar constantemente nosso raciocínio clínico. O alto rendimento exige precisão, e é exatamente isso que buscamos entregar todos os dias.

Na RPX acreditamos que a reabilitação, a prevenção e a performance caminham juntas. O movimento é planejado, a carga é controlada, a recuperação é monitorada e cada decisão é tomada pensando no atleta como um todo.

Obrigado, Rafael e Matheus, pela confiança de sempre. É uma satisfação enorme fazer parte da trajetória de vocês e contribuir, mesmo que nos bastidores, para que continuem escrevendo uma linda história dentro do futebol brasileiro. Seguimos trabalhando com a mesma filosofia de sempre: movimento como solução, ciência como base e resultado como objetivo.

RPX sempre buscando estar a frente no quesito ciência com competência

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