01/09/2026
Recentemente estive de férias no Reino Unido para visitar a minha filha, a qual não via há 1 ano e a quem, infelizmente, talvez só volte a ver daqui a um ano.
Curiosamente, no dia da minha chegada houve um Eclipse do sol na Inglaterra, quase total (93%).
Passei duas semanas incríveis com ela, e então chegou a hora de retornar ao Brasil.
Me surpreendi quando ao chegar no Brasil, no mesmo dia também houve um Eclipse, agora lunar.
Mesmo se eu não quisesse, isso me fez refletir.
O Eclipse fala de intervalos: aquele instante entre o que já não é e o que ainda não aconteceu.
Todo processo de transição, seja pessoal ou profissional passa pelas mesmas fases e estágios.
Seja ele um eclipse onde um momento em que uma pessoa, um cargo, um projeto ou uma certeza que iluminava nossos dias f**a encoberta seja quando novas oportunidades e desafios nos batem a porta e abrem as janelas.
Por conquista ou aparente perda o eclipse nos ensina outra coisa: a sombra não signif**a ausência definitiva de luz.
O eclipse é a poesia do intervalo: quando a luz encontra a sombra e, por um instante, nenhuma das duas desaparece.
Assim também deve ser aplicado ao equilíbrio entre os ossos e os ócios do ofício.
O eclipse neste caso pode funcionar como uma metáfora para parar de produzir, sair do fluxo, suspender por um instante aquilo que fazemos para voltar a enxergar aquilo que somos.
Os proccessos de Coaching que ofereço são, em sua maioria, processos de Transição; pois é este movimento que nos mantém ativos e motivados.
Por esta razão eu também criei o meu próprio modelo de Transição publicado no primeiro livro que escrevi em parceria com Joseph O’Connor: “Coaching com PNL - Como se tornar um Master Coach” traduzido para 17 idiomas, inclusive ao português, pela Editora QualityMark e aplicado em dezenas de países de todos os continentes.
Saiba mais em: https://a.co/d/0dqOsT8j
25/08/2026
Nunca tivemos tantas respostas disponíveis.
Em poucos segundos, a Inteligência Artificial escreve textos, cria estratégias, resume livros, elabora apresentações e gráficos e responde praticamente qualquer pergunta.
No entanto existe algo que ela não pode substituir. O discernimento.
Porque uma resposta pronta não signif**a, necessariamente, uma boa resposta.
Liderar continua exigindo aquilo que nenhuma tecnologia entrega completamente:
• contexto;
• sensibilidade;
• experiência;
• repertório;
• ética;
A IA acelera processos.
Mas continua sendo o ser humano quem precisa optar por qual caminho seguir.
O profissional mais valioso dos próximos anos não será aquele que mais utiliza Inteligência Artificial. Será aquele que conseguir unir a tecnologia ao pensamento crítico.
Porque respostas são abundantes.
Sabedoria continua sendo rara.
21/08/2026
Muitos profissionais gastam energia tentando eliminar todas as dificuldades do trabalho.
Mas isso nunca vai acontecer. Quando um desafio termina, outro começa.
Todo cargo de liderança possui seus “ossos do ofício”.
A questão não é eliminar os desafios.
É impedir que eles consumam completamente sua agenda, sua energia e sua capacidade de pensar.
Experimente terminar o dia respondendo três perguntas:
• O que eu aprendi hoje?
• Que conversa me fez crescer?
• O que posso aperfeiçoar e fazer diferente no futuro?
Essas respostas dizem muito mais sobre a qualidade da sua liderança do que a quantidade de tarefas concluídas.
Os “ossos do ofício” desenvolvem sua competência.
Os “ócios do ofício” preservam sua criatividade, seu equilíbrio e sua humanidade.
E líderes que permanecem humanos são aqueles que deixam os maiores legados.
17/08/2026
Existe um compromisso que dificilmente aparece nos indicadores de desempenho, mas que transforma qualquer liderança.
Tempo para refletir.
Pensar antes de decidir.
Decidir antes de agir.
Infelizmente, muitos profissionais passam o dia inteiro (ás vezes á noite também) apagando incêndios.
No final do expediente, solucionaram muita coisa.
Mas evoluíram pouco profissional e pessoalmente.
Os momentos de pausa não são perda de tempo.
São investimento.
- Uma conversa inspiradora.
- Uma caminhada.
- Alguns minutos de leitura.
- Alguns minutos de meditação.
- Um cafezinho sem celular.
- Uma reflexão sobre o que funcionou e o que aprendeu hoje.
Esses pequenos espaços fortalecem aquilo que nenhuma tecnologia consegue substituir: a consciência e o discernimento humano.
Quem prioriza esses momentos toma decisões melhores, lidera com mais equilíbrio e constrói resultados melhores e mais consistentes.
22/06/2026
A palavra “cataclismo” nos remete a grandes desastres.
Algo que transforma profundamente sociedades, organizações e pessoas.
O que poucos percebem é que muitos de nós já somos sobreviventes de cataclismos.
Vivemos tempos que exigiram resiliência, coragem e capacidade de reconstrução.
E agora, diante dos avanços tecnológicos e da Inteligência Artificial, somos convidados a desenvolver uma nova competência:
liderar em meio à incerteza.
Liderar não é ter todas as respostas.
É criar segurança quando há dúvidas.
É manter a humanidade quando tudo parece acelerar.
É ajudar pessoas a enxergarem possibilidades onde antes só existia medo.
Talvez o verdadeiro desafio desta geração não seja impedir as transformações.
Mas aprender a conduzir pessoas através delas.
Porque a tecnologia continuará evoluindo.
A questão é:
seremos líderes capazes de evoluir com ela sem perder aquilo que nos torna humanos?
O futuro não está apenas acontecendo conosco.
Nós estamos ajudando a construí-lo.
17/06/2026
Por muito tempo, acreditou-se que bons líderes deveriam ter todas as respostas.
Muitos inclusive inflexíveis. Demonstrando poder o tempo todo.
Hoje a realidade é outra.
Grandes líderes não são aqueles que sempre estão certos.
São aqueles que aprendem. Que escutam. Que inspiram confiança.
Que conseguem equilibrar firmeza e humanidade.
A liderança gentil não elimina limites. Ela elimina excessos (de expressão de força, poder, autoridade).
Isso não reduz a responsabilidade. Ela aumenta o comprometimento. E, portanto, melhores resultados.
Pessoas tendem a oferecer o seu melhor quando trabalham em ambientes onde são respeitadas e valorizadas.
Talvez o futuro da liderança não esteja em líderes firmes.
Mas em líderes conscientes.
Mais humanos.
Porque, no fim das contas, ninguém esquece como se sentiu ao ser liderado por um líder inspirados.
De que tipo de líder você que ser lembrado?
07/06/2026
Eu comecei a me sentir adulta quando “Dona Andrea” deixou de soar estranho.
Curioso como a maturidade chega sem pedir licença.
Em algum momento, paramos de corrigir quem nos chama de “senhora”, e começamos a perceber que crescer tem menos a ver com idade… e mais com consciência.
Mas existe uma maturidade ainda mais desafiadora de alcançar:
A de entender o que realmente signif**a liderar.
Durante muito tempo, liderança foi confundida com rigidez. Hierarquia. Controle. Medo. Autoridade imposta.
Mas algo mudou.
Talvez a pandemia tenha acelerado esse despertar coletivo.
Hoje, as pessoas não querem apenas chefes.
Elas querem líderes em quem possam confiar.
E confiança não nasce do autoritarismo.
Nasce da confiança.
Da escuta.
Da clareza.
Da capacidade de conduzir sem humilhar, corrigir sem destruir e alinhar sem perder a humanidade.
A liderança gentil signif**a exercer poder sem perder a consciência de que estamos lidando com pessoas.
Porque no final das contas pessoas seguem líderes por confiança.
Você já trabalhou com alguém que liderava pelo medo? Como se sentia?
E a liderança pela confiança, como se sente?