Hoy me sané y aprendo a ayudarte a hacer lo mismo.
👩🏼🍳+8 años con alimentación saludable
📚En formación: Coach Nutrición Emocional
🎓Certificación universitaria Florida University
Para mujeres cansadas de empezar de nuevo Tive uma infância difícil... Como estava muito acima do meu peso, sofri bullying até de minha própria família e de amigos, principalmente dos meninos. Meus primos sempre foram magros e, quando íamos brincar, me chamavam de rolha de poço, miss Butano (a companhia de gás da Bahia) e às vezes me excluíam das brincadeiras...
Lembro-me de que gostávamos de brincar de “As Panteras” e eu sempre queria ser a Farrah Fawcett. Mas eles diziam que não, porque eu era muito gorda. Enfim, coisas de criança e das quais hoje, quando nos lembramos, damos boas risadas. Três episódios da minha infância marcaram minha vida, e o primeiro foi em relação a um menino de que eu gostava. Durante umas férias em Itaparica, nossa turma sempre fazia festa e, em uma delas, esse menino me chamou para dançar e me disse para que eu o esperasse na pista de dança que ele já vinha. E lá fiquei, superfeliz e esperando por ele, quando de repente ele fala em voz alta, para todo mundo ouvir: “Está esperando o quê? Eu não vou dançar com você, sua gorda!”. Aquilo não só partiu o meu coração, como também contribuiu para minha baixa autoestima. Já o segundo foi dentro de casa. Sempre sonhei em me tornar bailarina e, quando tinha 9 anos, meus pais concordaram em me colocar no balé, até com a esperança de que eu emagrecesse. Minha mãe já tinha tentado de tudo, chegando até a literalmente se ajoelhar aos meus pés para pedir para que eu emagrecesse. Foi quando fiz minha primeira dieta. Só comia frango com abacaxi, emagreci, mas em seguida engordei de novo. Em uma tentativa desesperada, ela adotou uma nova tática, arriscada, que no final das contas acentuou o meu trauma de rejeição. Eu teria meu primeiro espetáculo de balé, O Despertar das Tulipas. A data da apresentação se aproximava, então, assim que recebi os convites fui entregá-los para meus pais. Foi quando minha mãe pegou o convite e me disse: "Não vou ver minha filha gorda dançar.” Acabaram indo apenas meu pai e uma amiga da minha da escola. Sei que ela não fez isso por mal. Obrigada por nunca ter desistido de mim, por hoje ser minha amiga, confidente e maior fã.) Por fim, o terceiro episódio. Eu tinha 13 anos. Minha irmã me chamou e me disse que o menino de quem eu gostava tinha dito para ela que me achava legal, divertida e que meu rosto era lindo. Mas também disse que não dava para me namorar porque eu era muito gorda. Foi então que fiz minha segunda dieta, desta fez com nutricionista, e deu certo. Porém, quando cheguei ao meu peso ideal, esse menino já namorava outra menina. E foi assim, durante 15 anos, que minha vida seguiu: baixa autoestima, rejeições afetivas, efeito sanfona, dietas malucas, remédios para emagrecer e muita carência. Para completar, aos 19 anos desenvolvi bulimia, me exercitava muito, passava fome, tinha crises de comilança, devorando tudo o que via pela frente, e depois provocava vômito. Fiquei doente por 7 anos, tive gastrite, depressão e fraqueza. Até que um dia, quando eu estava sozinha em casa, fraca, vomitei e acabei desmaiando. Quando acordei estava no chão, toda suja. Levantei-me, olhei no espelho e me perguntei: "O que você quer da vida? Morrer?" E aos 26 anos me curei sozinha desse distúrbio. Sim, sozinha, pois mesmo meus pais tendo baseado a nossa criação no diálogo, eu tinha vergonha. Só minha irmã e poucas amigas sabiam, porque acabaram descobrindo. Se eu tivesse tido coragem de pedir ajuda eu não teria ficado tantos anos doente. Um ano depois de me curar da bulimia fui morar nos EUA e lá alcancei o ápice da minha gordura. Com 28 anos cheguei a pesar 83 kg. Foi quando me dei conta de que estava chegando aos 30 anos sozinha, sem namorado, sem amor por mim mesma e que dali para frente tudo poderia ficar mais difícil. Decidi então ligar para minha querida amiga Ana Paola Monegaglia, que é nutricionista e já escreveu três livros com o renomado endocrinologista Dr. Alfredo Halpern – A Nova Dieta dos Pontos, Abaixo o Regime e Dieta dos Pontos para Crianças e Adolescentes. Pedia para que ela me ajudasse e me passasse mais uma vez uma dieta. Mas antes de me passar a dieta ela me disse: “Eu vou te ajudar pela última vez, mas você vai ter que começar a pensar como magra.” (Vou contar sobre isso no blog.) E assim comecei minha Dieta dos Pontos, que nada mais é do que uma reeducação alimentar. Comecei a me exercitar e adquiri hábitos saudáveis. Além de ler muito sobre dietas e alimentos. Hoje, aos 37 anos, mantenho-me magra já há 8 anos e a cada dia a vida me oferece uma nova chance para eu me amar, me aceitar e ser feliz. Percebi que ser magra e sarada não vai me dar o amor da minha vida, não vai evitar que eu sofra traumas. Ser alta, baixa, magra, sarada ou acima do peso, não importa, o que realmente importa é a gente se amar, se aceitar e ter saúde, pois desta forma podemos ser felizes. E quando estamos felizes, a gente se ilumina e é essa luz que atrai tudo de bom à nossa volta. Para cada pessoa os traumas têm um impacto. Uns os utilizam como degraus para alcançar o topo da escada, enquanto outros os transformam em corda para se enforcar. No meu caso, fiquei sufocada por 28 anos, até que resolvi transformar minha corda em apoio e comecei a minha escalada. Afinal, nunca é tarde para mudar de vida e ser feliz. Contem comigo para ajudar vocês a terem hábitos saudáveis e se sentirem cada vez melhores.