30/03/2022
🟨🟥🟦 É CHEGADO O FIM DO “GRUPO ATLÉTICO 1942” 🟨🟥🟦
Nos últimos anos o que nos fez mover foi o sentimento Fénix, um renascer das cinzas, recuperar paixão e a dinâmica que outrora movia as gentes em rumaria até à Tapadinha.
Sentimos que fizemos parte desse objectivo. Criámos um nome identif**ativo GRUPO ATLÉTICO 1942 (GA42); desenhamos diversos logotipos como o “Futebol Popular” ou o “Astérix e o Obélix”; tivemos merchandising t-shirts, cachecóis e copos; fizemos e organizamos convívios, churrascadas, almoços, comemorações de aniversários como é o caso do nosso incontornável “Casa Pia”; recuperamos o espaço que o clube nos cedeu, pintamos, decoramos, embelezamo-lo; definimos um sector no estádio onde habitualmente marcámos presença com os nossos cânticos, com o nosso apoio e com o ritmo forte do tambor; festejamos os aniversários do clube e até uma camisola gigante fizemos; homenageamos o malogrado e estimado Isidoro; felicitamos a recuperação da Dona Odete; pagamos as t-shirts da festa de subida do futebol feminino e fizemos a festa quando um ano depois elas chegaram; fizemos parte da grande festa da subida de divisão como porco no espeto e na final contra o “Negrais” no Monte da Galega…
Tudo o que fizemos, e muito mais havia a referir mas não queremos ser tendenciosos, foi esforço de quem fazia parte e dava a cara pelo GA42, não eram muitos, mas estavam empenhados em deixar sementes para o futuro.
Quando decidimos avançar para a oficialização do GA42, como núcleo reconhecido pelo clube foi, em grande medida para contornar a lei (da Lei n.º 39/2009, de 30 de julho, alterada e republicada pela Lei n.º 113/2019, de 11 de setembro) que obriga os Grupos Organizados de Adeptos (GOA) a serem registados. Esse registo tem de ser feito pelo Promotor do Espetáculo Desportivo (Clube), tendo os GOA que ser constituídos previamente como associações, nos termos da legislação aplicável (n.º 1, do artigo 14.º).
Só assim, com o Núcleo constituído podíamos, em primeira fase contornar a aplicação de qualquer coima para o clube por estar a disponibilizar um espaço, a nossa casinha, aos adeptos do Atlético.
Paralelamente, sentíamos que o reconhecimento dos sócios em Assembleia Geral seria um passo em frente para que mais gente se juntasse ao GA42. Mas, infelizmente saiu gorada essa ideia, o dia 24 de outubro de2020 foi de sentimento misto, se por um lado vimos a nossa proposta reconhecida por maioria (SÓ HOUVE UMA ABSTENÇÃO…), a partir daí com a pandemia, mas não só, pois houve afastamentos, uma saudosa ausência que transformou muito a dinâmica do GA42. Mesmo assim, com as limitações impostas pelas autoridades decorrentes da pandemia, fomos dos poucos a marcar presença nos estádios.
Todo o caminho que o GRUPO trilhou até aqui era preciso dar mais responsabilidades, formar uma organização, identif**ar com o que é ser do GRUPO. Não podíamos repetir erros do passado, pois quando não há responsabilidades assumidas é comum perder material como foi o caso da Bandeira do Germano ou a Lona do Grupo; f**ar tudo centralizado nos mesmos não é auguro de sucesso.
Houve um claro esmorecer para com o GA42. O material, tambor, bandeira, faixa era levado para a bancada pelos “roadies” de sempre, e no fim, depois de todo o espetáculo lá estavam os “roadies” para recolher e levar o material para a casinha.
Fizemos apelo e tentativa de inverter a situação, marcando uma reunião geral do GRUPO a 17 de Dezembro 2021, mas a adesão foi dececionante, apenas duas pessoas… Para organizar e responsabilizar, assumir tarefas, infelizmente, ninguém compareceu. Ao inverso, o convívio de natal, dois dias depois, com a mão de vaca, já foi um sucesso com a adesão de mais de uma dezena de adeptos.
Para que um conjunto de pessoas possa cimentar uma associação e constituir um Núcleo, ou um Grupo, têm que saber lidar com as diferenças de cada um, debatendo e ultrapassando-as, só assim se alcança o melhor para o Clube, o Atlético!
De futuro temos de ser inclusivos, não podemos afastar aqueles que vêm para junto de nós, na bancada, e não pretendem cantar apenas querem fazer parte do convívio, não os podendo obrigar temos de ser cordiais. Há que fortalecer o respeito desportivo pelos adversários, recusando comentários pejorativos ou discriminatórios para o recinto de jogo, promover a prática do convívio com ex-jogadores do clube, assim como estender esse preceito a adeptos, claques, ou grupos organizados dos clubes rivais, dando passos para tornar o desporto um lugar de boa convivência popular.
Sentimos que fomos pioneiros, nunca nenhum grupo de apoio se mobilizou da mesma forma que nós, tendo conseguido o que o alcançamos. No entanto, isso não é um fim em si, pois todos os recordes ou feitos são sempre metas a ultrapassar.
Estaremos por aí a beber e a brindar como eles jogam, porque haverá sempre um domingo, e iremos ver o Atlético a vencer.
Viva o Atlético.