Camila Leite Integração corpo & mente

Camila Leite Integração corpo & mente

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✨Apoio pessoas a obterem mais consciência de suas respostas ao estresse.
✨Yoga Restaurativo | Exp. Somática | Meditação | Parceira Mulheres à Obra®

25/08/2026

🆕 O que achaste do conteúdo? Ressou em ti?
Aproveita a energia de recomeço do mês de setembro e invista em ti, seja como profissional ou como um processo de autoconhecimento que te vai possibilitar compreender e aplicar técnicas e práticas de regulação.

💫 Formação Intervenção no Trauma - Neurobiologia, corpo, linguagem e autorregulação na prática terapêutica
Formadora: Camila Leite
Certificação profissional DGERT 50h

18, 19, 28, 29 Setembro e 3, 4, 23, 24, 30 Outubro 2026
Formato: B-Learning

Valor inscrição antecipada: 380€ até 26/08
Valor inscrição normal: 443€ depois 27/08
Pagamento faseado

Inscrições na página ou no link da minha Bio.
Dúvidas e mais informações: envia-me uma mensagem privada para falarmos!

Photos from Camila Leite Integração corpo & mente's post 19/08/2026

Há uma diferença entre quem somos e quem aprendemos a ser para conseguir viver em relação com os outros.

Ao longo da vida, criamos formas de estar no mundo que nos podem ajudar a pertencer. Outras protegem-nos da rejeição.

Podemos tornar-nos a pessoa que não pede ajuda.

Que evita conflitos.
Que cuida de todos.
Que precisa de controlar.
Que sorri quando está desconfortável.
Que diz “está tudo bem” enquanto o corpo diz exatamente o contrário.

Jung ajudou-nos a compreender que existem dimensões da nossa psique que permanecem fora da consciência — e que, ainda assim, participam na forma como sentimos, escolhemos e nos relacionamos.

A terapia somática acrescenta outra pergunta importante:

O que acontece no corpo enquanto tudo isto acontece?
Algumas respostas que hoje parecem “a tua personalidade” podem também ter sido fortalecidas ao longo da tua história como formas de adaptação, proteção e pertença.

Mesmo quando temos o impulso de “arrancar” as partes de nós que não gostamos, talvez o caminho seja poder aproximarmo-nos delas com curiosidade suficiente para reconhecer que não precisam de ser corrigidas.

Precisam primeiro de ser conhecidas.

💬 Qual destes conceitos faz o teu jcorpo reagir mais neste momento?

16/08/2026

⁉️❕Esta é uma pergunta que aparece muitas vezes no meu consultório. São pessoas que passaram grande parte da vida a adaptar-se para pertencer. E, entre pessoas neurodivergentes, pode ganhar um significado particular.

Durante anos, algumas aprenderam a controlar a intensidade, ensaiar aquilo que vão dizer, esconder dificuldades, observar constantemente as reações dos outros ou tentar corresponder a formas de estar consideradas socialmente mais “adequadas”.

Contudo essas “habilidades” de adaptação não são exclusivas de pessoas neurodivergentes e nem de pessoas com traumatização.

Uma abordagem atenta à neurodiversidade não deve transformar características neurodivergentes em sintomas traumáticos que precisam de ser corrigidos.

O trauma está na forma como vivemos a história e não no acontecimento em si. Pode estar presente numa rejeição repetida, no bullying, na ausência de compreensão ou em experiências precoces e repetidas de negligência e imprevisibilidade na infância.

Por isso, duas pessoas podem apresentar comportamentos aparentemente semelhantes e ter processos completamente diferentes.

❣️É aqui que uma abordagem somática e sensível ao trauma se torna particularmente importante pois na terapia somática abordo a narrativa sobre os sentimentos, significados e comportamentos, mas também levo a atenção à experiência que está a acontecer no corpo, no momento em que estamos no setting terapêutico.

Este caminho apoia a pessoa a reconhecer o que pertence à sua neurodivergência, o que pertence à sua história, o que foi aprendido como proteção e aquilo que continua a ser necessário no presente. Ofereço a construção de uma relação suficientemente segura e um espaço de curiosidade onde mente e corpo começam a distinguir: isto sou eu; isto aconteceu comigo; isto aprendi para me proteger; e isto posso agora escolher.

💫Talvez seja este um dos movimentos mais importantes do processo terapêutico: poder sentir, pouco a pouco que é possível pertencer sem precisar de se abandonar.

16/08/2026

Tem frases que marcam e que viram gatilhos emocionais de uma época em que eu tentava “caber” para atender a expectativa de outros.

Estas frases só fizeram sentido depois de descobrir, já adulta, que sou neurodivergente. Compartilho a reflexão sobre a pressão de nos adaptarmos ao olhar alheio e o risco de perdermos nossa essência. Discuto como o TDAH não é trauma, mas a rejeição percebida pode ser, e a importância de construir um self sólido sem precisar desaparecer para pertencer.

Autoconhecimento Rejeição Neurodiversidade Aceitação SerQuemÉ Reflexão

Base científica

Ros & Graziano (2018). Meta-análise sobre funcionamento social em crianças com TDAH.
Zhuang et al. (2023). Revisão sobre camuflagem no autismo e saúde mental.
Morgan et al. (2025). Estudo sobre experiências de mulheres com TDAH não diagnosticado.
Revisão sistemática (2026). Estigma em adultos com TDAH.
Beheshti et al. (2020). Meta-análise sobre desregulação emocional no TDAH

02/08/2026

Amanheci com este vídeo tão sincero e amoroso que ressoou com a minha história. Eis a tradução.
Acede ao vídeo original em .with.blake

Photos from Camila Leite Integração corpo & mente's post 25/07/2026

Como é na tua vida? Já passastes por alguma experiência neste sentido?

A tua partilha pode apoiar outras pessoas que estão a viver o mesmo.

Photos from Camila Leite Integração corpo & mente's post 24/07/2026

“Porque tantas mulheres descobrem que têm TDAH apenas aos 40 ou 50 anos?”

Durante décadas, muitas aprenderam a mascarar os sintomas. Criaram estratégias, compensaram dificuldades e viveram a acreditar que apenas precisavam de se esforçar mais.

Mas a perimenopausa pode alterar este equilíbrio. A diminuição dos níveis de estrogénio influencia a dopamina, um neurotransmissor essencial para a atenção, a motivação e as funções executivas. Para algumas mulheres, é precisamente nesta fase que as dificuldades se tornam impossíveis de ignorar.

Há ainda outro fator importante: pessoas com TDAH apresentam maior probabilidade de serem expostas a experiências potencialmente traumáticas e um risco aumentado de desenvolver sintomas de perturbação de stress pós-traumático (PTSD) após um trauma. Quando estas condições coexistem, os sinais podem confundir-se, dificultando o reconhecimento de ambas.

Receber um diagnóstico não muda quem és. Mas pode mudar a forma como olhas para toda a tua história.

✨ Quantos anos tinhas quando recebeste o teu diagnóstico? Ou ainda estás à procura de respostas?

Partilha nos comentários. A tua experiência pode ser exatamente aquilo que outra mulher precisa de ler.

22/07/2026

Hoje quero contar-vos algo muito pessoal.

Sou neurodivergente. Tenho TDAH.

Mas só descobri aos 42 anos.

O diagnóstico não chegou até mim porque estava à procura de respostas para mim. Chegou através do meu filho. Hoje tem 25 anos, mas, quando era criança, enfrentou muitas dificuldades na alfabetização. Mais tarde foi diagnosticado com TDAH e dislexia.

Enquanto o acompanhava, comecei, pouco a pouco, a reconhecer-me naquilo que lia, ouvia e observava.

Foi como se muitas peças da minha vida finalmente encontrassem um lugar.

Durante muito tempo achei que tinha de me esforçar mais do que os outros. Que era distraída, intensa, desorganizada ou “demasiado”. Hoje compreendo que o meu cérebro apenas funciona de forma diferente.

E essa diferença traz desafios reais.

Há dias em que o excesso de estímulos é avassalador. Em que manter o foco exige um esforço enorme. Em que a mente parece correr mais depressa do que o corpo.

Mas também descobri outra coisa.

A minha criatividade, a forma como estabeleço ligações entre ideias, a intensidade com que vivo, a curiosidade constante e a capacidade de pensar fora da caixa fazem parte desta mesma forma de funcionamento.

O TDAH não define quem eu sou.

É apenas uma das lentes através das quais experiencio o mundo.

Ao longo das próximas semanas vou abrir um espaço para falar sobre os dois lados de ser neurodivergente: aquilo que pode ser profundamente desafiante… e aquilo que também pode ser extraordinariamente bonito.

Sem romantizar. Sem dramatizar.

Com ciência, experiência e humanidade.

Porque acredito que compreender o nosso cérebro é uma das formas mais profundas de deixarmos de viver em guerra connosco.

💛 Agora gostava de te ouvir.

O teu diagnóstico também chegou mais tarde na vida? Ou ainda estás à procura de respostas?

Como é viver com TDAH para ti?

Partilha a tua experiência nos comentários. Talvez a tua história ajude alguém a sentir-se menos sozinho

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