18/09/2026
🏁 𝗤𝗨𝗘𝗜𝗥Ó
𝗨𝗠 𝗖𝗔𝗣𝗜𝗧Ã𝗢, 𝗨𝗠 𝗧𝗥𝗘𝗜𝗡𝗔𝗗𝗢𝗥, 𝗨𝗠 𝗖𝗔𝗠𝗣𝗘Ã𝗢
Há camisolas que se vestem.
Há camisolas que se defendem.
E há camisolas que se carregam no coração.
No Boavista, houve homens que entenderam essa diferença.
𝗤𝘂𝗲𝗶𝗿ó foi um deles.
Chegou ao Bessa em 1978 e construiu, ao longo de muitos anos, uma ligação ao clube que ultrapassou os limites de uma carreira.
Foi jogador.
Foi líder.
Foi capitão.
𝗙𝗼𝗶 𝗕𝗼𝗮𝘃𝗶𝘀𝘁𝗮.
Durante os anos 80, quando o xadrez se afirmava cada vez mais no futebol português, Queiró foi um dos homens que melhor representou essa geração.
Com a braçadeira no braço, não precisava de grandes discursos.
A sua linguagem era outra.
Era a entrega.
Era a garra.
Era a coragem.
Era a responsabilidade de vestir a camisola preta e branca axadrezada.
𝗤𝘂𝗲𝗶𝗿ó 𝗲𝗿𝗮 𝘂𝗺 𝗱𝗮𝗾𝘂𝗲𝗹𝗲𝘀 𝗰𝗮𝗽𝗶𝘁ã𝗲𝘀 𝗾𝘂𝗲 𝗿𝗲𝗽𝗿𝗲𝘀𝗲𝗻𝘁𝗮𝘃𝗮𝗺 𝗼 𝗲𝘀𝗽í𝗿𝗶𝘁𝗼 𝗱𝗮 𝗲𝗾𝘂𝗶𝗽𝗮 𝗯𝗼𝗮𝘃𝗶𝘀𝘁𝗲𝗶𝗿𝗮.
Firme.
Combativo.
Respeitado.
Um homem que assumia responsabilidades quando era necessário e sabia fazê-lo com a postura certa.
Um jogador que não virava a cara à luta.
Um capitão que sabia que, no Boavista, a braçadeira não era apenas um símbolo.
𝗘𝗿𝗮 𝘂𝗺𝗮 𝗿𝗲𝘀𝗽𝗼𝗻𝘀𝗮𝗯𝗶𝗹𝗶𝗱𝗮𝗱𝗲.
Queiró fez parte da equipa que conquistou a 𝗧𝗮ç𝗮 𝗱𝗲 𝗣𝗼𝗿𝘁𝘂𝗴𝗮𝗹 em 1978/79 e da formação axadrezada que venceu a 𝗦𝘂𝗽𝗲𝗿𝘁𝗮ç𝗮 em 1979.
Mas os troféus, por maiores que sejam, não conseguem contar tudo.
Porque há jogadores que se medem pelos títulos.
E há jogadores que se medem pela marca que deixam.
𝗤𝘂𝗲𝗶𝗿ó 𝗱𝗲𝗶𝘅𝗼𝘂 𝘂𝗺𝗮 𝗺𝗮𝗿𝗰𝗮 𝗶𝗻𝗱𝗲𝗹é𝘃𝗲𝗹.
Foram 𝟮𝟬𝟵 𝗷𝗼𝗴𝗼𝘀 no Campeonato Nacional com a camisola do Boavista FC.
Foram anos de entrega.
Anos de batalhas.
Anos a defender o símbolo que levava ao peito.
E foram muitos os jogos em que a braçadeira encontrou no seu braço a expressão de uma geração axadrezada que não tinha receio de evoluir, de lutar e de vencer.
𝗨𝗺𝗮 𝗴𝗲𝗿𝗮çã𝗼 𝗱𝗲 𝗵𝗼𝗺𝗲𝗻𝘀.
𝗨𝗺𝗮 𝗴𝗲𝗿𝗮çã𝗼 𝗱𝗲 𝗷𝗼𝗴𝗮𝗱𝗼𝗿𝗲𝘀.
𝗨𝗺𝗮 𝗴𝗲𝗿𝗮çã𝗼 𝗾𝘂𝗲 𝗳𝗮𝘇𝗶𝗮 𝗱𝗼 𝗕𝗼𝗮𝘃𝗶𝘀𝘁𝗮 𝘂𝗺 𝗰𝗹𝘂𝗯𝗲 𝗰𝗮𝗱𝗮 𝘃𝗲𝘇 𝗺𝗮𝗶𝘀 𝗿𝗲𝘀𝗽𝗲𝗶𝘁𝗮𝗱𝗼.
E quando deixou de jogar, Queiró não deixou de liderar.
Passou para o banco.
Passou a ensinar.
Passou a formar.
E, na formação do Boavista, voltou a conquistar títulos, levando os Juniores a 𝟰 𝗖𝗮𝗺𝗽𝗲𝗼𝗻𝗮𝘁𝗼𝘀 𝗡𝗮𝗰𝗶𝗼𝗻𝗮𝗶𝘀.
A braçadeira deu lugar ao fato de treinador.
𝗠𝗮𝘀 𝗼 𝗰𝗮𝗽𝗶𝘁ã𝗼 𝗰𝗼𝗻𝘁𝗶𝗻𝘂𝗮𝘃𝗮 𝗹á.
Porque ser capitão não é apenas usar uma braçadeira.
É representar.
É proteger.
É liderar.
É deixar um exemplo para quem vem atrás, para quem chega e para quem procura evoluir.
E Queiró deixou esse exemplo.
Nos relvados.
Nos balneários.
No banco.
Na formação.
𝗘𝗺 𝘁𝗼𝗱𝗼𝘀 𝗼𝘀 𝗹𝘂𝗴𝗮𝗿𝗲𝘀 𝗼𝗻𝗱𝗲 𝗿𝗲𝗽𝗿𝗲𝘀𝗲𝗻𝘁𝗼𝘂 𝗼 𝗕𝗼𝗮𝘃𝗶𝘀𝘁𝗮 𝗙𝘂𝘁𝗲𝗯𝗼𝗹 𝗖𝗹𝘂𝗯𝗲.
É por isso que, quando se fala nos grandes capitães da história axadrezada, o nome de 𝗤𝘂𝗲𝗶𝗿ó merece ser lembrado.
Como um dos capitães dos anos 80.
Como um homem de caráter.
Como um símbolo de uma geração.
Como um treinador que formou campeões.
Como alguém que percebeu, desde cedo, que vestir o xadrez era muito mais do que jogar futebol.
𝗘𝗿𝗮 𝘂𝗺𝗮 𝗳𝗼𝗿𝗺𝗮 𝗱𝗲 𝘃𝗶𝗱𝗮.
𝗤𝗨𝗘𝗜𝗥Ó.
🏁 𝗨𝗺 𝗷𝗼𝗴𝗮𝗱𝗼𝗿 𝗱𝗲 𝗴𝗮𝗿𝗿𝗮.
🏁 𝗨𝗺 𝗰𝗮𝗽𝗶𝘁ã𝗼 𝗱𝗲 𝗰𝗮𝗿á𝗰𝘁𝗲𝗿.
🏁 𝗨𝗺 𝘁𝗿𝗲𝗶𝗻𝗮𝗱𝗼𝗿 𝗱𝗲 𝗰𝗮𝗺𝗽𝗲õ𝗲𝘀.
🏁 𝗨𝗺 𝗵𝗼𝗺𝗲𝗺 𝗱𝗼 𝗻𝗼𝘀𝘀𝗼 𝗰𝗹𝘂𝗯𝗲.
🏁 𝗨𝗺 𝗱𝗼𝘀 𝗰𝗮𝗽𝗶𝘁ã𝗲𝘀 𝗾𝘂𝗲 𝗺𝗮𝗿𝗰𝗮𝗿𝗮𝗺 𝗼 𝗕𝗼𝗮𝘃𝗶𝘀𝘁𝗮 𝗱𝗼𝘀 𝗮𝗻𝗼𝘀 𝟴𝟬.
🏁 𝗨𝗺 𝗻𝗼𝗺𝗲 𝗾𝘂𝗲 𝗳𝗶𝗰𝗼𝘂 𝗲𝘀𝗰𝗿𝗶𝘁𝗼 𝗻𝗮 𝗵𝗶𝘀𝘁ó𝗿𝗶𝗮 𝗮𝘅𝗮𝗱𝗿𝗲𝘇𝗮𝗱𝗮.
𝗔 𝗣𝗥𝗘𝗧𝗢 𝗘 𝗕𝗥𝗔𝗡𝗖𝗢 𝗣𝗔𝗥𝗔 𝗦𝗘𝗠𝗣𝗥𝗘.