18/09/2020
Quando chegar ao esperado momento de utilizar as ervas aromáticas nos seus cozinhados, tenha alguns pontos em consideração, como:
- Selecione a erva aromática em função da preparação culinária e das suas preferências pessoais;
- Antes da sua utilização, observe as características organoléticas (cor e odor, por exemplo);
- No caso das ervas aromáticas frescas, despreze as que apresentem sinais de deterioração, como folhas com alteração da cor e emurchecidas;
- Lave devidamente as ervas aromáticas frescas no estado natural. Já as frescas lavadas e prontas a consumir não necessitam de ser novamente lavadas;
- É preferível adicionar as ervas aromáticas desidratadas no início e durante a confeção culinária, de maneira a que estas atribuam mais aroma e sabor ao prato. As frescas devem ser adicionadas apenas no final da cozedura para beneficiar mais dos seus aspetos nutricionais.
Como sabe, existe uma grande diversidade de ervas aromáticas à nossa disposição. De seguida, dizemos-lhe como dar uso a cada uma delas:
- Alecrim: marinadas de carne (porco e borrego), aromatizar a água da cozedura de massa, batata e arroz, molhos de tomate, saladas, sopas e infusões;
- Aipo: um único caule é o suficiente para condimentar os alimentos, porque o seu óleo possui um aroma muito forte, podendo ser utilizado em sopas, saladas e carne estufada, guisada ou cozida;
- Alho: temperar refogados no geral;
- Cebola: pode ser ingerida crua, em saladas ou assada;
- Cebolinho: tem um sabor picante e deve ser adicionado aos pratos apenas no momento de servir, uma vez que o seu aroma se perde rapidamente. Pode utilizar para aromatizar omeletes, sopas, saladas, vinagretes, molhos de iogurte e alguns pratos de carne e peixe;
- Coentros: combinam muito bem com pescado, mas também em saladas, sopas, arroz, massas, ervilhas e favas. Podem ser utilizadas as suas sementes, folhas, caules e até a própria raiz (cozida como se fosse um legume);
- Endro: pode usar as suas folhas frescas ou as sementes que conferem um sabor forte, picante e apetitoso aos alimentos. Utilizado na preparação de arroz, sopas, saladas e pratos de peixe;
- Erva-cidreira: com um aroma a limão, é mais saborosa quando colhida fresca do que quando utilizada seca, podendo usar em chás ou águas aromatizadas;
- Estragão: popular na confeção de vinagretes, saladas, pratos de peixe e omeletes;
- Funcho: tempero de saladas, preparação de gratinados e refogados ou mesmo em chás;
- Gengibre: apresenta um sabor picante, podendo ser usado, tanto em pratos salgados, como em pratos doces e em diversas formas (fresco, seco, em pó, em picles, cristalizado, calda e ainda em pasta congelada). Preparação de carnes e peixes, sumos naturais ou águas aromatizadas, sopas, frutos do mar e saladas;
- Hortelã: tempero de carnes (especialmente carneiro), sopas, saladas e ervilhas ou aromatização de chás, águas de sabores ou sumos naturais;
- Louro: a sua ação é mais eficaz quando as folhas estão secas e não frescas. Pode utilizar em pratos de peixe, carne de porco, feijão, sopas, ovos e batatas cozidas;
- Manjericão: deve ser adicionado aos pratos já previamente preparados, desde carnes, peixes, sopas, saladas, massas, cozinhados com tomate e vinagres aromatizados;
- Orégãos: saladas, molhos à base de tomate, pratos com queijo, guisados ou estufados com carne e peixe e massas;
- Poejos: carnes, caldeiradas de peixe, sopas, chás e sobremesas com frutas;
- Salsa: sopas, saladas, peixe, carne, ovos, massas e arroz;
- Sálvia: recheio e preparação de carnes, marinadas, sopas, feijão, molhos de tomate, batatas e biscoitos;
- Tomilho: assados ou grelhados de carne ou peixe.