30/06/2026
Um DNF não apaga meses de dedicação.
Nem todas as vitórias terminam com uma medalha.
O Fábio não terminou os 100 km. Foi DNF.
Tinha feito tudo o que estava ao seu alcance: treinou com consistência, descansou, preparou a estratégia de hidratação e nutrição e contou com o apoio incondicional da família e da equipa.
Mas o trail tem uma forma única de nos lembrar que nem tudo está sob o nosso controlo ou simplesmente que teremos que perceber que a montanha é soberana. Fadiga acumulada, uma noite mal dormida, o stress acumulado, a exigência do percurso e tantos outros fatores podem alterar aquilo que o corpo consegue entregar em determinado momento.
As cãibras e dores musculares surgiram cedo, por volta dos 15 km, sem uma explicação evidente, a cabeça tentou definir que era apenas um mau momento pois achava que estava tudo perfeito para concluir a prova, mas com o acumular das horas e dos kms de extrema dificuldade o desafio deixou de ser chegar à meta e passou a ser tomar a decisão mais difícil: parar antes de destruir ainda mais o corpo.
Desistir nunca é fácil. Mas, por vezes, desistir é também um ato de inteligência, respeito pelo corpo e visão a longo prazo.
As provas passam. A saúde f**a. E haverá sempre uma próxima linha de partida.
Estamos contigo, Fábio. 💚